recebi de um outro grupo e como me preocupo com meus amigos, repasso...
bjos.

hetlynn
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Previna-se do tumor de pr�stata



Homens a partir dos 45 anos devem consultar um urologista e fazer os
exames para evitar impot�ncia.



Luciene de Assis



Exames anuais de sangue podem ajudar na detec��o do c�ncer de pr�stata,
em homens com mais de 45 anos de idade. Quando a doen�a � descoberta no
in�cio, � poss�vel retirar a gl�ndula sem afetar os nervos respons�veis
pela ere��o. A t�cnica cir�rgica livra muitos homens da impot�ncia
sexual. "Nesses casos, o �ndice de impot�ncia sexual se reduz
significativamente," esclarece o urologista S�rgio de Castro Cunha, do
Hospital Daher.



A retirada da gl�ndula pode ainda causar incontin�ncia urin�ria (perda
do controle do ato de urinar) em 2% a 3% dos casos. A disfun��o er�til
decorrente da retirada dos nervos encarregados da ere��o pode afetar at�
50% dos pacientes, explica Cunha. Em algumas situa��es, por�m, o tumor �
t�o extenso que n�o � poss�vel preservar os nervos, retirados na
cirurgia. Para fugir de situa��es como essa, o urologista oncol�gico
Luciano Carvalho, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)
recomenda: "� importante que o homem fa�a exames cl�nicos peri�dicos,
ap�s os 45 anos de idade."



� o que vem acontecendo, nos �ltimos anos, segundo o m�dico do Hospital
de Base, principalmente em fun��o das campanhas pela preven��o da
doen�a, lan�adas pelo governo. Atualmente, diz Carvalho, o tumor de
pr�stata � o de maior incid�ncia entre a popula��o masculina.



O aumento do n�mero de casos diagnosticados pode estar relacionado com a
maior procura, pelos homens, de atendimento m�dico. E mais: hoje, os
meios diagn�sticos s�o mais eficientes, permitindo identificar a doen�a
mais precocemente, avalia Carvalho.



Segundo os m�dicos, ajuda muito se o homem acima de 45 anos realizar os
exames que podem detectar a doen�a, como a dosagem de ant�geno
espec�fico da pr�stata, o PSA, e o indispens�vel exame digital da
pr�stata (toque retal). Em caso de suspeita de tumor, � necess�rio
realizar outros exames, como tomografia computadorizada, cintilografia
�ssea e bi�psia.



"Apesar da maior sensibilidade do PSA na detec��o do c�ncer de pr�stata,
o toque digital retal � obrigat�rio, pois os melhores resultados s�o
obtidos com a associa��o dos dois m�todos", confirma S�rgio Cunha. Para
os m�dicos, a grande dificuldade ainda � conscientizar os homens a
fazerem exames anuais. O problema est� no fato de os tumores da pr�stata
n�o apresentarem sintomas no in�cio da doen�a.




Fique atento aos primeiros sinais




S� � poss�vel perceber a doen�a quando a gl�ndula aumenta de tamanho ou
quando o tumor j� est� em est�gio avan�ado



N�o � f�cil para a pessoa saber se tem ou n�o algum tumor na pr�stata. A
n�o ser quando a gl�ndula aumenta de tamanho. Por isso, � bom procurar
um m�dico na �poca certa, principalmente se houver hist�ria de casos da
doen�a na fam�lia.



Al�m do mais, as manifesta��es cl�nicas s� s�o percebidas quando a
doen�a est� avan�ada e atinge a c�pula prost�tica. Mas basta prestar
aten��o aos sintomas, como dificuldade para urinar, presen�a de sangue
no xixi, dores �sseas, anemia e perda de peso.



Estudos recentes mostram que, atualmente, 75% dos novos casos de c�ncer
de pr�stata s�o diagnosticados em tempo de cur�-lo. "At� o in�cio dos
anos 80, a maioria dos pacientes com tumor maligno da pr�stata
apresentava, ao tempo do diagn�stico, a doen�a em est�gio avan�ado,
reduzindo as chances de cura," recorda o urologista S�rgio Cunha.



Felizmente, hoje em dia os diagn�sticos ocorrem cedo, comemora o
urologista do Hospital de Base, Luciano Carvalho. O m�dico tranq�iliza
os homens: "Nem todo crescimento da pr�stata � c�ncer."



�s vezes, o aumento da gl�ndula � benigno. Nesse caso, existe o sintoma,
mas n�o � c�ncer. Por isso, diz o urologista, as suspeitas devem ser
investigadas e esclarecidas pelo especialista.




Tratamentos poss�veis




N�o � f�cil para ningu�m saber que tem um c�ncer. Para os homens, o que
eles mais temem � saber que s�o portadores de um tumor maligno de
pr�stata. Eles j� pensam que podem ficar impotentes, por causa do
tratamento radical, dizem os m�dicos.



Al�m da retirada do �rg�o, existem outras op��es de tratamento, para a
fase inicial da doen�a, como a radioterapia convencional ou a
braquiterapia, na qual s�o implantadas sementes radioativas na pr�stata.
"O bom � que os efeitos colaterais s�o menores do que os da radioterapia
convencional," explica S�rgio Cunha.



Se a doen�a estiver disseminada (com met�stase), o melhor � o tratamento
hormonal, destinado a bloquear a produ��o do horm�nio masculino
testosterona. � uma forma de cortar a alimenta��o do tumor, obrigando-o
a regredir.



"Mas de nada adiantam todos esses recursos dispon�veis, se os exames de
preven��o n�o forem feitos", alerta Cunha. Segundo ele, o tumor de
pr�stata representa 40% do total de casos de c�ncer. Em termos de
mortalidade, s� perde para o c�ncer de pulm�o.



Ainda bem que a doen�a � rara antes dos 45 anos, embora haja um aumento
progressivo da incid�ncia com o avan�ar da idade. E 95% dos casos s�o
identificados em homens com idade entre 45 e 89 anos.




S�rgio Cunha - Tel. 447-4666


Luciano Carvalho - Tel. 245-7240




Origem desconhecida




Por mais que a Medicina tenha evolu�do, os cientistas ainda desconhecem
as causas do c�ncer de pr�stata, embora saibam quais s�o os fatores de
risco que predisp�em o seu desenvolvimento.



Os mais importantes s�o a idade madura, a presen�a do horm�nio masculino
testosterona e a hist�ria familiar para a doen�a.



E, uma vez feito o diagn�stico, � preciso verificar o est�gio
(estadiamento) da les�o, mostrando se a les�o est� s� na pr�stata ou se
j� se disseminou.



De acordo com S�rgio Cunha, para cada est�gio da doen�a existe um
tratamento espec�fico. Nos tumores em fase inicial, a retirada da
pr�stata � o m�todo mais utilizado e eficiente.



Se o cirurgia resultar em incontin�ncia urin�ria ou impot�ncia sexual, o
urologista do Hospital Daher avisa que existem tratamentos eficazes.



No caso da incontin�ncia, resolve-se o problema com um esfincter
urin�rio artificial, uma v�lvula colocada na uretra que acaba com a
incontin�ncia.








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