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JEITINHO MIN�RO PRA ARRESORV� PENDENGA:
Um
rico advogado, famoso na capital, gostava de ca�ar nas f�rias. Estava
fazendo tiro ao v�o em patos selvagens, numa regi�o de lagoas, em Minas
Gerais. Um dos patos que ele alvejou caiu dentro de uma propriedade
protegida com uma cerca de arame farpado. Sem ver viv'alma por perto,
pulou a cerca e, quando penetrava na propriedade, apareceu um velho
dirigindo um tratorzinho em sua dire��o.
� Mo�o, isso aqui �
particular. C� pode ir vortando. � Mas � que eu atirei naquele pato e
ele caiu aqui; s� vim peg�-lo. � Pode vort�. Caiu aqui, � meu. �
Olha, meu senhor, sou um influente advogado. Posso meter-lhe uns
processos e lhe tomar sua propriedade. O senhor n�o me conhece, n�o sabe
do que sou capaz.
O velho assume um ar entre preocupado e
amedrontado e argumenta: � Pera�, s�! Purqu� que a gente n�o resorve
a quest�o usando a Regrinha Min�ra pra Resorv� Pendenga? � Como �
isso? � Ansim: eu dou tr�s chutes noc�. Depois oc� d� tr�s chutes
nimim. Quem aguent� mais caladim, quem grit� menos, ganha a
pendenga.
O jovem advogado avalia aquele velhote franzino e, por
curiosidade e pelo v�cio de ganhar disputas, resolve topar. � Eu que
sou mais v�io, chuto prem�ro.
O advogado concorda. O velho salta
do trator e s� a� o advogado v� as botas dele. Mas raciocina: "mesmo com
essas botas, � um coroa franzino; eu ag�ento e depois acabo com ele no
primeiro pontap�". O primeiro chute do velho � bem no saco do advogado,
que se curva e se ajoelha gemendo. O segundo pega bem no nariz e o
jovem se estatela no pasto, tentando segurar os urros. O terceiro
pegou nos rins e o advogado, mesmo que quisesse n�o conseguiria gritar,
sequer consegue respirar, tamanha a dor. Acha at� que est� morrendo. Mas
dentro de alguns minutos se refaz, p�e-se de p� e amea�a:
� Agora pode ir rezando, vov�, que eu sou carateca e vou
desmont�-lo! � Carece n�o sinh�. Eu disisto da pendenga. Reconhe�o
que perdi. Pode peg� seu pato e sa�...
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