Olhem a Rede globo jogando o povo contra o governo!!!
sempre a globo!!




 '>'-- Mensagem Original --
 '>'Date: Sun, 03 Aug 2003 18:27:43 -0300
 '>'From:  <[EMAIL PROTECTED]>
 '>'Reply-To: [EMAIL PROTECTED]
 '>'Subject: [DIREITO NOTURNO - TUIUTI] Miriam Leitão (
 '>' Senhor Juiz)
 '>'To: [EMAIL PROTECTED]
 '>'
 '>'
 '>'Este é o texto que o prof. Andretta comentou em sala, e digo assim de
passagem,
 '>'concordo com ele. Acho também que o negócio da Miriam Leitão é mesmo
Economia,
 '>'pois de reforma previdenciária e interesse do Estado ela não entende
nada
 '>'mesmo.
 '>'    Bjs.
 '>'      PA
 '>'
 '>'Para reflexão...
 '>'
 '>'  _____ 
 '>'
 '>'
 '>'  Senhor juiz,
 '>'
 '>'  O Brasil está vendo uma absurda distorção do que os líderes de um
poder
 '>'devem fazer no exercício de sua autoridade. 
 '>'  Desde que assumiu a presidência do STF, o ministro Maurício Corrêa
tem
 '>'usado suas declarações na defesa dos interesses da sua corporação. Seu
 '>'comportamento é tão  esquisito quanto se, na Presidência do país, Lula
 '>'atuasse como presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC.
 '>'  O mesmo padrão de comportamento tem sido seguido por outros integrantes
 '>'  do
 '>'Judiciário. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho,  Francisco
 '>'Fausto, lamentou não poder "pintar a cara e sair por aí  pedindo que
o
 '>'governo caia ou gritar 'fora Lula'". O presidente do STJ,  Ministro
 '>'Nilson Naves, disse que o governo estava jogando o Judiciário "na  vala
 '>'comum". O ex-presidente do STF, ministro Marco Aurélio, disse que a

 '>'previdência só poderia ser alterada com revolução.
 '>'  Nunca se viu tantos líderes de um poder usando tão mal o  poder que
 '>'  lhes
 '>'foi entregue pela sociedade. Eles estão onde estão para que o  Judiciário
 '>'funcione adequadamente, julgue e decida questões do interesse  do país
ou
 '>'dos cidadãos. Não foram escolhidos para presidir uma espécie  de
 '>'sindicato supremo do Judiciário. Pelo visto, é assim que se sentem:
"A 
 '>'magistratura pode ficar tranqüila porque ela não está nem só nem
 '>'desamparada", pontifica o ministro Maurício Corrêa.
 '>'  O despropósito atingiu o absurdo nas declarações de juízes publicadas
 '>'  nos
 '>'jornais de sexta-feira. Um chamou a reforma da Previdência de
 '>'"canalhice", outro comparou Lula a Hitler. E vários outros pelo país
 '>'afora  em
 '>'insistentes declarações dos últimos dias fizeram a farsa de  sempre:
de
 '>'confundir a defesa dos seus interesses com a defesa da  democracia;
de
 '>'comparar tudo o que reduz vantagens corporativas com  atentados à
 '>'liberdade.
 '>'
 '>'  São muitos os números e os fatos que mostram como o Judiciário tem
tido
 '>'privilégios em relação a outros funcionários públicos e aos  brasileiros
 '>'em geral.  Na área dos números: durante o governo Fernando  Henrique,
a
 '>'despesa anual de pessoal do Executivo, entre ativos e inativos,  dobrou;
 '>'do Legislativo, também dobrou e, do Judiciário, saiu de R$ 2,6  bilhões,
 '>'em 95, para R$ 10,3 bilhões no ano passado, ou seja quadruplicou. Os
 '>'juízes têm sessenta dias de férias, salário acima da média  do
 '>'funcionalismo, aposentadoria média muito acima dos outros  funcionários,
 '>'são inamovíveis, vitalícios, estáveis. A estrutura salarial do
 '>'Judiciário tem inúmeras distorções criadas exatamente por julgamentos
em
 '>'
 '>'causa própria que levam desembargadores a ganharem mais do que presidente
 '>'do Supremo. Esse tipo de absurdo será corrigido pela Reforma da
 '>'Previdência.
 '>'  Há outros erros que a reforma corrigirá. Tribunais superiores têm
uma
 '>'parte dos seus integrantes vindos da OAB. Normalmente profissionais
que
 '>'contribuíram para o INSS durante a maior parte de sua vida e que, com
 '>'alguns anos nos tribunais, aposentam-se com salários integrais. Eles
 '>'perderão  esse privilégio na Reforma da Previdência. A proposta do
 '>'governo  afeta também advogados que depois de anos do exercício da
 '>'profissão no  campo privado ingressam na magistratura e se aposentam
com
 '>'o último salário integral. São esses os mais irados com as mudanças
 '>'propostas! pelo governo. No comando da gritaria, o  presidente do STF,
 '>'que, em quase todas as  declarações publicas que fez, dedicou-se ao
 '>'exercício da defesa dos interesses corporativos como se fosse a defesa
 '>'institucional do poder que preside.
 '>'  Contrastado com o fato de que ele próprio tem o privilégio de somar
seu
 '>'salário com dupla aposentadoria, o presidente do Supremo Tribunal Federal
 '>'emitiu um douto juízo: "Não sou nenhuma mãe Joana para, tendo  direito
a
 '>'algo, dizer que não quero."
 '>'  Esta é a tragédia do país. Juízes que julgam em causa própria,
 '>'  presidentes
 '>'de tribunais com linguagem rastaqüera na defesa de direitos impróprios
e
 '>'ilegítimos, elite usando o poder que tem na estrutura do estado para
 '>'defender interesses pecuniários travestidos de institucionais.
 '>'  Um dos pontos da reforma contra a qual mais se insurgem determinados
 '>'magistrados é o do fim da aposentadoria aos 48 anos para a  mulher e
53
 '>'anos para o homem. Não tem cabimento juízes se aposentarem nesta  idade.
 '>'Em algumas profissões, pode-se até alegar que o tempo trabalha  contra
e
 '>'que a idade torna os profissionais inadaptados a determinados rigores
 '>'físicos do trabalho; mas não é o que acontece no exercício de julgar.
O
 '>'tempo, a experiência e a maturidade, normalmente, aumentam o
 '>'discernimento dos que julgam. A idade lhes faz bem, senhores juízes!

 '>'  O Brasil está num momento decisivo de sua vida. Tem a chance de
 '>'  reordenar
 '>'os gastos públicos para reduzir as desigualdades. Isso se faz  reduzindo
 '>'privilégios e ganhos dos que têm mais, para aumentar os  gastos com
quem
 '>'recebe menos do Estado.
 '>'  O cortador de cana deve ser sim a  preocupação maior do presidente
da
 '>'República e não um desembargador que ganha  mais do que o presidente
do
 '>'Supremo, ou um advogado que entrou na magistratura para se aposentar
com
 '>'rendimento maior, profissionais que têm sessenta dias de férias, membros
 '>'da elite que se aposentam aos 53 anos.
 '>'  Todos se envergonham do fato de o Brasil aparecer  freqüentemente
como
 '>'vencedor no campeonato da desigualdade. Poucos se dão conta  de que,
para
 '>'mudar isso, é preciso combater combates como o da reforma da
 '>'Previdência.
 '>'  A desigualdade se perpetua no Brasil porque, nas escolhas do que
fazer
 '>'com o dinheiro público, os mais pobres são sempre esquecidos e os
 '>'privilégios sempre mantidos.
 '>'
 '>'Miriam Leitão (Jornal O Globo)
 '>'
 '>'
 '>'"Somos livres para escolher, mas prisioneiros das consequências."
 '>'
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