|
--
Foi criticado: "Mas a opini�o da Igreja no assunto
ultrapassa qualquer limite do bom senso. Agora s� falta quererem dizer que
"morte cerebral" n�o � morte e que o corpo tem que ficar vegetando at� se
decompor."
--
Resposta � obje��o:
a opini�o de um lider da Igreja � importante e n�o foi emitida sen�o
for fatores de press�o externa � sua autoridade, vinda de autoridades
m�dicas. � importante, porque o maior centro de transplantes da
am�rica latina � da igreja cat�lica e est� em Porto Alegre onde ele � arcebispo
metropolitano. N�s cobramos h� muito tempo que as igrejas que t�m
envolvimento com centros transplantadores n�o escondam a total diverg�ncia que
est� comprovada na medicina quanto a essa declara��o de morte h� d�cadas,
com o objetivo de separar ardilosos apelos religiosos e filantr�picos em
postulados de f� sobre declara��o de morte daqueles
crit�rios com estatus cient�fico e exclusivamente m�dicos de verifica��o de
morte.
Lembre o interlocutor autor do coment�rio abaixo, que o Comit� Ad Hoc da
Harvard Medical School, quando elaborou a redefini��o de morte em 1968, tinha
entre seus integrantes jornalistas, te�logos, advogados e transplantadores
(quando apenas deveria ter neurologistas e fisologistas). Lembre o
interlocutor, tamb�m, que esse Comit� de 1968 da Harvard,
para fazer um trabalho dessa magnitude, que � essencialmente
m�dico neurol�gico_fisiol�gico, fundamentou-o em uma �nica
cita��o bibliogr�fica, qual seja o dicurso feito por Pio XII, em 1957 no
Congresso de Anestesiologistas da B�lgica, na parte em que este �ltimo mencionou
"caber aos m�dicos declarar morte". Al�m da aus�ncia total de bibliografia
m�dica n�o havia nos trabalhos do Comit� Ad Hoc da Harvard que redefiniram morte
tal como _uma receita de bolo_, uma �nica refer�ncia a estudo controlado
com cr�t�rios cient�ficos.
A manifesta��o criticada, superficialmente abaixo, n�o se arroga (e seria
imposs�vel o interlocutor ter ignorado essa parte do texto) uma pretens�o
m�dica, mas apenas registra como leigo para o meio em que tem voz, que no
meio m�dico (n�o leigo), citando as palavras do neurologista Professor Herbert Praxedes, da Faculdade de
Medicina da Universidade Federal Fluminense, existem diverg�ncias na declara��o de morte encef�lica e, por isso,
SOLICITA aos especilalistas que se entendam quanto � declara��o de morte o mais
cedo poss�vel. A cr�tica do interlocutor, quando subtraiu o
sentido inequ�voco contido no texto, pecou pela falta de bom
senso ela mesma, quando o invocou.
Repetimos: a an�lise do interlocutor sobre essa opini�o n�o foi
fiel ao seu pr�prio conte�do textual, pois ignorou a cita��o ao m�dico
fluminense e a SOLICITA��O de entendimento entre os especialistas para que o
valor vida seja preservado. Chama a aten��o que, quando coloquei nesta
lista, a manifesta��o do ex-transplantador card�aco Walt Weavers, entre
muitos outras que venho alcan�ando, onde esse m�dico diz com todas as letras que
somente se faz teste da apn�ia na declara��o de morte enecef�lica se for
objetivada a morte do paciente antes de sua constata��o, o interlocutor
n�o tenha se manifestado como o fez agora desvinculado de um consistente
conte�do. Manisfesta��es outras houve sim no sentido de repetirem-se
id�ias estranhas ao direito de que existe permissivo legal para
matar o paciente. N�o existe permissivo legal para promover a morte
de qualquer pessoa com o objetivo de retirar-lhe os �rg�os vitais �nicos em
benef�cio da vida de outro paciente. Essa conduta caracteriza tr�fico de
�rg�os.
Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
----- Original Message -----
From: -M-O-X-
Sent: Thursday, September 23, 2004 11:01 PM
Subject: Re: [transdisciplinar_penal] A morte cl�nica - Dom Dadeus
Grings, Arcebispo metropolitano de Porto Alegre Mas a opini�o da Igreja no assunto ultrapassa qualquer limite do bom senso.
Agora s� falta quererem dizer que "morte cerebral" n�o � morte e que o corpo tem
que ficar vegetando at� se decompor.
-----------------
-M-O-X- Get high! - http://somepills.blogspot.com.
Justi�a. - Melhor se deixar
roubar do que ter espantalhos ao seu redor - eis o meu gosto. E, em todas as
circunst�ncias isso � quest�o de gosto - e nada
mais! Nietzsche ----------------------------------- Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
|
