existeummomento em tudona vida que �e necessa�rio deixarpartir e, que de alguma forma as sementes de humanidade e compaix�oproduzir�o novas vidas em novos corpos em novos sonhos. Quem partiu n�o se esquecer�...(muito pessoal) quem renasceu como fenix n�o se esquecer�.
Yara STELLA
--------- Mensagem Original --------
De: [EMAIL PROTECTED]
Para: "[EMAIL PROTECTED]" <[EMAIL PROTECTED]>
C�pia: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [Direito Penal] Re:Re: (M-O-X) morte cl�nica - Dom Dadeus Grings, Arcebispo metropolitano de Porto Alegre
Data: 24/09/04 13:47

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Foi criticado:  "Mas a opini�o da Igreja no assunto ultrapassa qualquer limite do bom senso. Agora s� falta quererem dizer que "morte cerebral" n�o � morte e que o corpo tem que ficar vegetando at� se decompor."
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Resposta � obje�o:
 
a opini�o de um lider da Igreja � importante e n�o foi emitida sen�o for fatores de press�o externa � sua autoridade, vinda de autoridades m�dicas.  � importante, porque o maior centro de transplantes da am�rica latina � da igreja cat�lica e est� em Porto Alegre onde ele � arcebispo metropolitano.  N�s cobramos h� muito tempo que as igrejas que t�m envolvimento com centros transplantadores n�o escondam a total diverg�ncia que est� comprovada na medicina quanto a essa declara�o de morte h� d�cadas, com o objetivo de separar ardilosos apelos religiosos e filantr�picos em postulados de f� sobre declara�o de morte daqueles crit�rios com estatus cient�fico e exclusivamente m�dicos de verifica�o de morte.
 
 
 
Lembre o interlocutor autor do coment�rio abaixo, que o Comit� Ad Hoc da Harvard Medical School, quando elaborou a redefini�o de morte em 1968, tinha entre seus integrantes jornalistas, te�logos, advogados e transplantadores (quando apenas deveria ter neurologistas e fisologistas).  Lembre o interlocutor, tamb�m, que esse Comit� de 1968 da Harvard, para fazer um trabalho dessa magnitude, que ï¿½ essencialmente m�dico neurol�gico_fisiol�gico, fundamentou-o em uma �nica cita�o bibliogr�fica, qual seja o dicurso feito por Pio XII, em 1957 no Congresso de Anestesiologistas da B�lgica, na parte em que este �ltimo mencionou "caber aos m�dicos declarar morte".  Al�m da aus�ncia total de bibliografia m�dica n�o havia nos trabalhos do Comit� Ad Hoc da Harvard que redefiniram morte tal como _uma receita de bolo_,  uma �nica refer�ncia a estudo controlado com cr�t�rios cient�ficos.
 
 
 
A manifesta�o criticada, superficialmente abaixo, n�o se arroga (e seria imposs�vel o interlocutor ter ignorado essa parte do texto) uma pretens�o m�dica, mas apenas registra como leigo para o meio em que tem voz,  que no meio m�dico (n�o leigo), citando as palavras do neurologista Professor Herbert Praxedes, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, existem diverg�ncias na declara�o de morte encef�lica e, por isso, SOLICITA aos especilalistas que se entendam quanto � declara�o de morte o mais cedo poss�vel.   A cr�tica do interlocutor, quando subtraiu o sentido  inequ�voco contido no texto, pecou pela falta de bom senso ela mesma, quando o invocou. 
 
 
 
Repetimos: a an�lise do interlocutor sobre essa opini�o n�o foi fiel ao seu pr�prio conte�do textual, pois ignorou a cita�o ao m�dico fluminense e a SOLICITA�O de entendimento entre os especialistas para que o valor vida seja preservado.  Chama a aten�o que, quando coloquei nesta lista, a manifesta�o do ex-transplantador card�aco Walt Weavers, entre muitos outras que venho alcan�ando, onde esse m�dico diz com todas as letras que somente se faz teste da apn�ia na declara�o de morte enecef�lica se for objetivada a morte do paciente antes de sua constata�o, o interlocutor n�o tenha se manifestado como o fez agora desvinculado de um consistente conte�do.  Manisfesta�es outras houve sim no sentido de repetirem-se id�ias estranhas ao direito de que existe permissivo legal para matar o paciente.  N�o existe permissivo legal para promover a morte de qualquer pessoa com o objetivo de retirar-lhe os �rg�os vitais �nicos em benef�cio da vida de outro paciente.  Essa conduta caracteriza tr�fico de �rg�os.
 
 
Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
 
----- Original Message -----
From: -M-O-X-
Sent: Thursday, September 23, 2004 11:01 PM
Subject: Re: [transdisciplinar_penal] A morte cl�nica - Dom Dadeus Grings, Arcebispo metropolitano de Porto Alegre

Mas a opini�o da Igreja no assunto ultrapassa qualquer limite do bom senso. Agora s� falta quererem dizer que "morte cerebral" n�o � morte e que o corpo tem que ficar vegetando at� se decompor.


Celso Galli Coimbra <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
 
Jornal do Com�rcio - Porto Alegre - Opini�o
 
A MORTE CL�NICA
 
Dom Dadeus Grings
Arcebispo metropolitano de Porto Alegre
 
 
Os problemas, que se colocam nos limites, s�o sempre mais dif�ceis de resolver.  Mas n�o � por eles que se podem projetar solu�es para os demais casos.  Temos muitas d�vidas acerca de muitas quest�es.  Isto, por�m, n�o tira o valor das certezas nos demais campos do saber.  Duvidar se o ultra-v�rus � ser vivo ou n�o vivo, n�o afeta nossas certezas acerca da exist�ncia de seres vivos diferentes dos n�o-vivos; o fato de incorrermos em em erros frequentes n�o invalida a exist�ncia de algumas verdades absolutas e indubit�veis.  Um problema que n�o pode deixar indiferente a humanidade � o da morte.  Ningu�m duvida dela.  A d�vida refere-se ao exato momento, tanto do surgimento da vida como da morte, mais grave quanto implica em medidas a serem tomadas, tanto para preservar a vida como para dar destino ao cad�ver.  O senso comum verifica, com bastante clareza, os casos de morte, ap�s certo per�odo de desenlace. Os sentidos acusam a partida, tanto pelo tato, como, ap�s algum tempo pelo olfato.  Mas, como neste caso sempre se requer maior seguran�a, as sociedades humanas apelam para um atestado m�dico.  Cabe a ele verificar a morte cl�nica para se proceder ao sepultamento ou retirada de �rg�os.  Mesmo assim, n�o confia plenamente nesses vereditos.  Na Europa, mant�m-se legisla�es que determinam que o corpo seja velado, pelo menos, por 48 horas, depois do atestado de morte, antes de se lhe dar a acomoda�o definitiva.  Neste campo, requer-se absoluta seguran�a.
 
 
Sabemos que, em tempos idos, se falava muito de morte aparente e que as pessoas eram enterradas sem estarem realmente mortas.  Houve casos em que algu�m pedia que, no caso de morte, antes de lhe dar sepultura, fosse transpassado seu cora�o.  Mas isto significaria que, se n�o estivesse morto, o matassem, para n�o morrer asfixiado no sepulcro.
 
 
O Professor Herbert Praxedes, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, n�o aceita o crit�rio da morte cerebral, como suficientemente comprovada para merecer credibilidade universal.  Al�m do mais, afirma que n�o aplic�vel a crian�as, abaixo dos dois anos, e menos ainda aos fetos.  Estamos aqui no campo cient�fico.  Que os especialistas deste campo se entendam e forne�am crit�rios abalizados para proteger a vida contra qualquer tentativa de frust�-la.  A moral nos manda zelar por ela e a bio�tica quer garantir-nos o direito de nascer, viver e morrer com dignidade.  Cristo quer que todos tenham vida e vida em abund�ncia.
 
 



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Justi�a. - Melhor se deixar roubar do que ter espantalhos ao seu redor - eis o meu gosto. E, em todas as circunst�ncias isso � quest�o de gosto - e nada mais!
Nietzsche
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