Senhores, bom dia...

Muito bom mesmo essa discussão sobre um assunto que nos move e nos remove
na hora de decidir sobre quanto cobrar em cima de determinado serviço. Sou
do mundo Microsoft e também fiz meu dever de casa recolhendo ao longo desse
"árduo" caminho de pedras, as tradicionais sopa de letrinhas tão presente e
necessária na formação de técnicos dignos do mercado.

Quando comecei em 1983 (eitaaaa), um software de planilha eletrônica era um
aplicativo que cabia num disquete de 8" (eh o novo!) e era muito popular em
sistemas CP/M. Naquela 'era" já éramos considerados deuses por resolver
problemas que não passavam de erros de comando causadas por semântica
incorreta.

Bom, o fato é que não havia técnicos suficientes para esse mundo "micro" e
o mundo nem sabia o que estava nas beiradas de uma revolução de tecnologia.
Assim, nunca tivemos muita preocupação quanto ao valor de um chamado
técnico pois, a maioria de nós trabalhava para alguma empresa de médio
porte e levava a vida em desmontar/montar sistemas de maior porte.

Já naquela época, os valores cobrados eram bem salgados quanto à hora de
atendimento e não tínhamos muito o que negociar pois tudo era feito em
forma de contrato e garantia de atendimento. Lembro-me que ainda em 1996,
comprei meu primeiro automóvel com o dinheiro de três projetos de
implantação de rede NOVELL. Pensava da forma do nosso colega aqui do grupo
que muito bem colocou o fato de que investimos pesado em treinamento e
estudo com muitas horas e dinheiro. Lembro-me que tive que viajar de
Fortaleza a São Luiz para uma bateria de cursos e provas da formação NOVELL
e isso não foi barato. Como advento do ambiente WINDOWS crescendo na década
de 90, as letrinhas apenas mudaram de rumo mas continuavam a existir e
custarem muito caro.

Estórias à parte, a cobrança de valores justos sempre deverá passar por um
consenso de profissionais e ai, entra a falta de uma legislação que nos
oriente diante dos desafios que qq profissão enfrenta. Eh ai que nós
profissionais de informática devemos cobrar de nossos legisladores (seu
deputado federal) uma busca pela aprovação de leis para esse mercado. Por
exemplo, alguns poucos sabem que no dia 27 de abril de 2016 foi apresentado
um novo projeto de lei, de número: PL 5101/2016, identificado por Alfredo
Nascimento – PR/AM, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da
profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas. Ainda em 10 de junho,
o Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e
Tecnologia da Informação, do estado de São Paulo), pelas mãos de seu
presidente, Antonio Neto, levou uma carta ao presidente em exercício Michel
Temer, no Palácio do Jaburu, que garantiu dar prosseguimento no trâmite.

Somente uma regularização, dificultará a "prostituição" desse mercado que
somente cresce, sem parâmetros sérios de norteamento. Hoje se cobra errado,
seja em Brasília ou Fortaleza e a invasão de profissionais sem qualificação
(micreiros) dificulta a qualidade de um parâmetro de medição do preço. A
questão desses "meninos" que se formam na internet (nada contra) ou em
cursos de informática não certificados por fabricantes, eh que saem no
mercado cobrando valores muito aquém da realidade e fazendo o cliente
pensar que nós (os outros) estamos até superfaturando em cima de um
trabalho que qualquer menino faz.







-- 
Melo, Mauro
Consultor e Estudante focado em Infraestrutura de Tecnologia da Informação
- TI
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