Em 16/10/07, Roberto Mello<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> On 10/16/07, Angelo Augusto Frozza (UNIPLAC*) <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Cuidado. A empresa esta' perto de cometer o erro crucial de empresas
> de software: reescrever.

A solução de reescrever deve ser pensada apenas se:

1 - Não se encontram mais profissionais para trabalhar com a linguagem
escolhida a um custo acessível (ex: Cobol, muito usada em sistemas de
bancos e tal, mas cada vez mais difícil encontrar programadores)
2 - O sistema possui erros estruturais impossíveis de serem
solucionados sem sua reescrita
3 - Não é possível integrá-lo com outros sistemas porque o banco não
tem suporte nas linguagens dos outros, ou a linguagem usada não pode
ser integrada com os outros sistemas porque não tem drivers para os
bancos de dados ou não suporta outra forma de integração como
webservices.

> Ja' vi isso em varias empresas aqui nos EUA. Querem reescrever o
> sistema de linguagem X para  Java ou .NET. Contrata-se um horror de
> gente geralmente ganhando bem mais do que vale. Gasta-se 1 ano. O
> sistema nao sai do lugar. "Precisamos de mais engenheiros Java
> qualificados". Contrata-se mais um horror de gente.

Isso é um fenômeno mundial, infelizmente... Só deve ser contratado
mais programadores se for um novo projeto na minha opinião.

> Programadores SEMPRE querem reescrever tudo que encontram pela frente,
> por um unico motivo:
>
> Escrever codigo e' mais facil do que ler codigo.
>
> Entendeu? Escrever e' mais facil do que ler. Ninguem quer ler o codigo
> dos outros. Nao importa qual a linguagem, a dificuldade e' parecida.

Se o código pelo menos estivesse comentado... Já ajudava... Isso é um
mal hábito em qualquer lugar.

> Grande insercao de dados vai ser trabalho do banco de dados.
> PostgreSQL e' uma otima escolha.
>
> Java e' uma "tendencia" em sistemas corporativos por uma unica
> razao... Quando um gerente que nao entende de software precisa
> escolher uma linguagem para um projeto que ele nao entende direito, a
> unica coisa que ele consegue enxergar e' o outdoor da Sun altamente
> iluminado, que diz "Java e' a solucao".

Na verdade... eu tenho uma visão um pouco diferente, e que justifica
porque aqui em Brasília há uma grande penetração do Java em relação ao
PHP no Governo, enquanto em São Paulo não se fala em outra coisa que
não C/C++/C#.

Java é uma linguagem que surgiu dentro de uma empresa específica: SUN.
A Sun, em uma bela jogada de marketing, logo em seguida lançou a
certificação de programadores Java. Nesse período utilizava-se muito
mais C/C++, porém a linguagem C/C++ é padrão ANSI não tendo uma
certificação oficial. Com o Java tínhamos essa certificação oficial
vindo da empresa criadora, e embora outras empresas até começaram a
implementar um Java próprio tiveram as asinhas logo cortadas pela Sun,
detentora plena dos direitos.

Então, temos Java em frente a C/C++ e agora PHP. Pois bem... Java ter
certificação oficial, C/C++ não (só certificação de uma ferramenta
específica como um Visual C++ da vida), PHP também não (tem a
certificação da Zend, mas não é oficial do PHP, é apenas da Zend que
faz praticamente todo o PHP mas não é oficial). Então, para ganhar uma
licitação, as empresas com seus lobistas começaram a falar "pede que
tenha certificação java, nossa empresa tem". Para a época, era o ó do
borogodó, porque quase ninguém tinha (hoje em dia vc acha profissinal
"certificado" em qualquer bueiro), então, fixou-se isso quase como
regra. Hoje em dia, mesmo quando um projeto não vai ter java, vc vê
nego pedindo certificação java! Absurdo! Mas é só porque reduz o
número de gente tentando participar...

> Se voce perguntasse desse mesmo gerente ha' 10 anos atras qual era a
> linguagem que deveria ser usada, ele responderia sem hesitacao: C++

Vide história acima.

> "Padroes" de Java sao padroes criados por comite. O resultado e' o
> tipico resultado de comite: uma burocracia gigante com pouco
> beneficio, mas que aparenta ser muito bonitinha e segura. Tem muita
> coisa boa em Java por ai. E tem _muita_ coisa ruim. Padrao ABC de
> empresa XYZ nao cria bom software.

Padrões são bons, não vou questionar, ajuda a homogeinizar, mas não
são a solução final, nem nunca serão, são apenas isso: padrão, uma
sugestão a ser utilizada... ou não.
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