2008/1/25 Roberto Mello <[EMAIL PROTECTED]>:
>
> Eu acho que e' facil cair na armadilha de um ad hominem e atacar o
> autor, ao inves de atacar o argumento.
>
> Analisando o argumento do Anahuac -- que e' um cara respeitavel -- e
> nao o seu autor, eu acho que poderiamos fazer uma ananalise muito mais
> construtiva do conteudo do mesmo.
>
> > Realmente, existe pouca participação nos projetos de software livre.
>
> Pronto. Validaste o argumento do anahuac.

Roberto, com certeza concordo com muito do que foi dito no texto do anahuac.

O que achei que foi um pouco exagerado foi a forma como ele tratou do
assunto, jogadno uma parcela de responsabilidade muito grande nas
empresas e falta de ajuda em geral.

Mas relendo creio que exagerei na forma como falei, peço desculpas
para ele(se vier a ler esse texto) ou a quem se sentiu ofendido. Não
quero causar flame wars.

> > Mas acho difícil comparar com países onde a renda per capta é muito
> > maior e informatização é algo muito mais presente na cultura. Enquanto
> > aqui a grande maioria está preocupada em saber como pagar suas contas
> > ou mesmo sobreviver.
>
> E a desculpa de amarelo e' a febre.

Complementando o que eu quis dizer... estatisticamente, a chance de
haver contribuição nacional é muito menor aqui que no exterior. Devido
ao menor número de pessoas com computador e conhecimento técnicpo.

Mas não é desculpa mesmo:).

> E' uma questao cultural. As empresas brasileiras sao formadas por
> brasileiros. Portanto o que estas querendo dizer e' que os brasileiros
> nao investem em pesquisa.

Triste verdade. Enquanto algumas das maiores universidades americanas
recebem o nome de seus "patrocinadores", aqui no país eu não sei de
ninguém que invista assim, só quando tem a contrapartida da dedução no
imposto de renda.

> Ele e' um profissional que nao quer aprender as coisas a fundo.
> "Tutoriais" e "receitas de bolo" sao a maneira preferida de aprender.

Tive um compromisso profissional com um representante de uma das
gigantes de TI. Não era consultor independente, contratado da empresa
mesmo, representava em toda américa Latina. Fui para experimentar a
solução oferecida e aprender a usar.

O consultor instalou e configurou usando um tutorial com passinhos
esmiuçados. Ele próprio brincou várias vezes dizendo "Macaco vê,
macaco faz". E não era só piada, perguntando pequenos detalhes fora do
roteiro, ele dizia que não sabia e repetia a frase brincando.

Quer dizer... um sujeito desses, representando a empresa tem uma
atitude dessas, o que resta dos demais ?

Profundamente lamentável isso.  Ali eu perdi um pouco mais das minhas
ilusões sobre as pessoas no nosso país.
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