Discordo.

1º) Um médico pode praticar cirurgias com cadáveres, um farmacêutico pode
testar seus remédios em animais, um engenheiro pode construir em locais de
teste e fazer medições de cargas com equipamento adequado. Testes e ensaios
não são privilégios da Informática.

2º) Um bug num software também pode causar mortes. Em 1987 o equipamento de
radioterapia Therac-25 matou 5 pacientes; em novembro de 2000 o software de
planejamento de radioterapia da Multidata Systems matou 8 e deixou 20 com
graves seqüelas. Em 1991 uma falha de software do míssil Patriot (que
dispara automaticamente), da Raytheon, causou a morte de 28 soldados
americanos. O mesmo Patriot em 2003 abateu um caça Tornado GR-4 inglês por
engano, matando dois pilotos da RAF.

Naturalmente há inúmeros casos de prejuízos milionários. O foguete Ariane 5,
que explodiu em 1996 graças a uma falha de software, custou cerca de US$ 500
milhões (incluindo o satélite que seria lançado). Em 1990 a AT&T teve uma
pane de 9 horas por causa de uma única linha de código: 75 milhões de
ligações e 200 mil reservas aéreas foram perdidas.

Em 17/03/08, Nabucodonosor Coutinho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> (...)
> A diferença entre informática e a comparação boba que vocês fazem com
> medicina e farmácia, é que em informática podemos testar e errar 100
> ou 1000 vezes para acertar uma. E se após acertar essa uma vez a gente
> não entendeu porque tudo funcionou, a gente pode testar de novo até
> entender e depois podemos testar de novo até aperfeiçoar.
>
> E podemos fazer tudo isso sem quaisquer tipo de prejuízos materiais
> que um médico, um farmaceutico ou um engenheiro civil poderia ter se
> tentasse fazer o mesmo.
> (...)
>


-- 
Atenciosamente,

Alexsander da Rosa
Linux User #113925
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[email protected]
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