2008/4/15, Ribamar Sousa <[EMAIL PROTECTED]>:
> Em 15/04/08, Leandro DUTRA<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> > 2008/4/15, Ribamar Sousa <[EMAIL PROTECTED]>:
> > Mas quem está preocupado com o mercado?  Ninguém 'produtizou' o Cedrus.
>
> Não falo em mercado em termos de gerar algo que seja útil e útil ao
>  máximo de usuários possível. Pode acontecer sim, mas acho que sempre
>  deveriamos criar algo que seja útil.

O Cedrus é útil.  Só não é útil para _todos_.  Mas nada é útil para todos.


>  Sei que nem o Rodrigo nem ninguém tem obrigação de produzir qualquer
>  ferramenta, tenho consciência disso.

Exato!  Se essa consciência permear toda a tua atitude face à
comunidade, será muito mais simples para todos.


>  >  >  Nem por isso você nem outros colegas deveriam reagir dessa forma, como
>  >  >  se eu os tivesse agredido.
>  >
>  > Onde está essa reação?  Sinceramente não a vi.
>
> Bem, é que me parece coisa do gênero.

Temos um problema cultural aqui, Ribamar.  A cultura brasileira é
supersensível, leva tudo para o lado pessoal.  Mas a cultura técnica
mundial que tem se formado pela Rede não, e isso gera um choque.

Outros países, como o Japão, criaram a figura de tradutores culturais,
que buscam aplainar os contatos entre a cultura local e a global.
Isso lá é facilitado por uma notável coesão cultural interna e uma
enorme barreira lingüística, sendo essa figura de tradutor cultural (o
nome é meu, o conceito do Fetter) coincidente com o tradutor
lingüístico.

Isso não se aplica ao nosso caso, porque a discussão se desenvolve
entre pessoas da mesma língua mas de históricos diferentes.

Então, o que posso sugerir é que esse tipo de discussão seja levado
para a -dev, ou que você crie casca grossa... nossa comunidade ainda
não tem massa crítica suficiente para uma lista 'de iniciantes' onde
se possam isolar de um lado essas sensibilidades típicas brasileiras,
e de outro uma de 'avançados' onde haja maior liberdade de expressão.

Veja também que sua atitude acaba desencorajando desenvolvedores; a
pessoa cria algo útil para alguns, e aí é criticada por não ter feito
mais.  Isso é justo?


> Tem mais, puxar a orelha vale, mandar estudar vale, até chamar o cara
>  de preguiçoso vale quando o cara foge de consultar a documentação e
>  vem direto perguntar, mas eu acredito que nós aqui deveriamos fazer
>  mais jus ao termo "comunidade". Recebo ajudas valiosíssimas nesta
>  lista, inclusive suas Leandro, até já mandei uma mensagem sobre isso,
>  mas eu, particularmente, gostaria de respirar aqui um clima mais de
>  "comunidade", no sentido de cordialidade.

Agora vou te chocar.  O que você chama de cordialidade é o que os
sociólogos chamam de formalismo cultural, e o que eu e alguns amigos e
conhecidos chamamos de falsa intimidade: no caso brasileiro, o
formalismo é disfarçado por uma 'intimidade superficial' que
efetivamente dispensa as formas estabelecidas de tratamento como
pronomes de tratamento, igualando o 'você' originalmente formal ao
'tu' íntimo; mas nem por isso deixa de ter suas regras muito estritas,
que o pessoal técnico internacionalizado acaba por desprezar, assim
gerando choques.

Ou seja, há sim cordialidade na atitude do Rodrigo, mas é uma atitude
cordial genuína que choca o formalismo hipócrita brasileiro.  Em
nenhum momento ele ofendeu ninguém, mas vários podem se sentir
ofendidos.

Resumindo, mais tolerância e empatia, por favor...

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