2008/8/7 <[EMAIL PROTECTED]>: > Prezado Pablo: > > Mandou bem. Meus parabéns.
Obrigado, embora eu tenha achado meio pífia minha participação, hehehe. > Só acho que cada participante ficou olhando para o próprio umbigo em vez > de generalizar. Um usuário comum que viu o programa não entendeu nada. O problema é que as perguntas foram muito direcionadas, não abrindo muita margem para discussão. Eu até tentei entrar em 2 perguntas, pegando o microfone e tudo, e mulher viu, mas fez sinal de depois as duas vezes, e quando a gente viu, já tinha dado o tempo do programa. O que acho que é o problema no formato do programa é que ele é muito direcionado e sem edição, quer dizer, são 50 minutos direto, e esse é o programa. Deveria ter tido essas perguntas, e no final ter tido a discussão, ou seja, 2 horas de gravação para depois ter uma edição, mas não foi isso o que aconteceu. :-( > Na minha humilde opinião os principais problemas do software livre são: > > - documentação; Esse problema é decorrente do fato de que o programador não gosta de perder tempo documentando, mas fazendo funcionar, e os documentadores que existem não querem trabalhar de graça. Acho que é um pouco do problema do modelo "bazar". Se tivesse um meio termo, algo como: pessoas que definem o que deve ser feito com documentação, e pessoas que implementam o que foi documentado, no lugar de pessoas que implementam, e pessoas que talvez vão documentar, isso seria resolvido. Poucos projetos de SL fazem isso, e pode ter certeza que os que fazem são os que você conhece... (FreeBSD, Debian, OpenOffice, Mozilla, etc). > - usabilidade; Nesse aspecto não vejo problemas, exceto em softwares de fim muito específico. Os softwares para um ambiente desktop utilizável são muito coerentes nesse aspecto. > - melhor divulgação (o cliente não sabe diferenciar software livre e > comercial, com exceção dos sistemas operacionais e micro$$oft); Divulgação no sentido marketing requer investimento financeiro que geralmente os projetos e comunidades de SL não detém, infelizmente. Então, sua divulgação acaba sendo boca-a-boca e no meio especializado. > E quando comentei que o governo apóia muito pouco o software livre, eu > quiz na verdade expressar que a maioria dos softwares fornecidos pelo > governo são para rodar na plataforma windows, proibindo o uso do linux > para quem necessita desses programas, por exemplo. Alguns sim, mas isso está mudando, só que é uma revolução lenta, a passos de elefante branco... Veja que redesenvolver um software que já existe requer todo um processo licitatório, justificativas, obtenção de orçamento, etc etc etc. Então, não é apenas uma coisa de vontade, como é nas comunidades de SL, onde a coisa é rápida e "fácil", com Governo, a coisa é bem burocrática... > Lembra-se quando os HomeBanking não rodavam no firefox e outros browsers > que não fosse Internet Explorer? Conheço muitos sites ainda assim. Só para > ficarem pasmos, o site de inscrição para trainees da Brahma só funciona no > internet explorer (pelo menos até dezembro/2007). E pedem que o trainee > saiba linux. EHEHEH. Claro que lembro! Ficava feliz que o Bradesco Pessoa Física era um dos poucos que não dava nenhum problema. Graças a Deus os bancos perceberam que tinham que desenvolver usando JavaScript e não VBScript! Ainda assim, tem muito legado rodando por aí que não tem como fugir. > Mais uma vez, meus parabéns. > Representou bem a comunidade. Acho que outros representariam melhor. Aliás, indiquei um monte de gente para ir no meu lugar, mas a moça insistiu em me convidar, só porque eu indiquei praticamente todo mundo que estava lá, noawuieheaiaew. :-D mas valeu. -- ================================= Pablo Santiago Sánchez Análise e Desenvolvimento de Sistemas Web Zend Certified Engineer #ZEND006757 [EMAIL PROTECTED] (61) 9975-0883 http://www.tiblog.com.br "Quidquid latine dictum sit, altum viditur" ================================= _______________________________________________ pgbr-geral mailing list [email protected] https://listas.postgresql.org.br/cgi-bin/mailman/listinfo/pgbr-geral
