Em 23-02-2011 20:10, Tiago Adami escreveu:
> Mas... mesmo com hardwares como HP e Dell alguns servidores de
> clientes que rodam Windows 2003 e 2008 e a mesma versão do PostgreSQL
> que citei acima já tiveram vários problemas com logs e registros de
> tabelas corrompidos (coisa que era fácil eliminar com o DBUtil para
> DBF hehehe).
>
Os problemas emergem de várias frentes (mas não são limitados a essas):

(i) o port para plataforma Windows é recente: a quantidade de bugs em uma 
plataforma recém suportada é muito maior nesta plataforma do que nas que já 
são suportadas a vários anos (UNIX-like);
(ii) o Windows não implementa uma API padronizada: os caminhos para execução 
de algumas rotinas são totalmente diferentes das plataformas já suportadas. 
Assim, a probabilidade de bugs é muito maior;
(iii) a M$ não atualiza a documentação de sua API: o uso de algumas rotinas da 
API têm um comportamento totalmente obscuro. Assim, vários bugs são detectados 
mas, às vezes, demoram muito tempo para serem corrigidos porque os 
desenvolvedores não conseguem reproduzí-los ou mesmo, encontrar respostas na 
documentação fornecida;
(iv) o Windows não oferece opções seguras para SGBDs: em algumas versões do 
Windows (para desktops), as opções de escrita segura não são o padrão (porque 
degradam muito a performance?). Muitas dessas versões são usadas para colocar 
um PostgreSQL em produção (é claro que desaconselhamos isso severamente mas 
alguns usuários insistem?!).

> A boa notícia é que, em todos os servidores Linux e Unix rodando
> PostgreSQL que eu tive contato, nunca precisei realizar operações de
> recovery,e nunca vi problemas parecidos. O pessoal me critica muito
> quando falo isso, mas IMNSHO Windows e PostgreSQL não combinam. Talvez
> a versão paga da EnterpriseDB...
>
Windows e PostgreSQL combinam sim. Basta utilizar o SO apropriado (Windows 
Server -- XP, Vista: não obrigado!) com a última versão do PostgreSQL (9.0 
atualmente). As melhorias das rotinas específicas para Windows no código do 
PostgreSQL continuam. Posso dizer que as rotinas específicas estão bem 
estáveis agora do que a uns três anos atrás (aka 8.2).

O código do EDB está alinhado com o código da comunidade atualmente; salvo, o 
negócio deles: funcionalidades semelhantes as do Oracle. A alguns anos atrás 
eles implementaram funcionalidades que não estavam no core mas chegaram a 
conclusão de que a mantenabilidade de tais funcionalidades fogem ao escopo do 
negócio deles e não vale o esforço. O que eles fazem atualmente é contribuir 
essas funcionalidades ao projeto ao invés de mantê-las fechadas. Nós ganhamos 
e eles também (com melhorias).


-- 
   Euler Taveira de Oliveira
   http://www.timbira.com/
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