Le mer. 15 févr. 2017 à 16:16, Luiz Carlos L. Nogueira Jr. <[email protected]> a écrit :

Gostaria que minha aplicação apontasse pra um IP/porta e o Cluster fizesse um balanceamento de carga e distribuisse entre os servidores (nós) onde estão os bancos . Quando os servidores de banco estivessem topados, poderia colocar mais uma máquina para distribuir melhor o processamento.
Seria uma solução parecida com que a Oracle oferece (RAC)
A aplicação abstrairia de como o banco está (standalone ou vários nós de banco). o importante pra ela seria um IP/Porta para conexão.

Luís, esse é o problema do fechamento cognitivo precoce.

Trocando em miúdos, você diz o que quer fazer, e explica os porquês genericamente; não diz exatamente os detalhes de que problemas quer resolver, e porquê descartou outras alternativas.

Por exemplo, o Oracle RAC é conhecido por causar mais problemas do que resolve na grande maioria dos casos; casos em que as soluções verdadeiras estão noutros aspectos do sistema, desde modelagem de dados até gestão de risco, passando por perfis de execução de aplicação, análise de planos de execução, planejamento de capacidade, monitoramento &c.

Infelizmente, a Oracle e vários jornalistas especializados, para não falar de bloqueiros e pitaqueiros em geral, vendem determinadas arquiteturas de sistema como panacéias, o que engana muitos usuários a crerem que basta comprar ou implementar algo, sem jamais entender requisitos, situações, limitações, funcionamento &c.

Veja também que o RAC não se encaixa perfeitamente em tua descrição; o RAC trabalha com E/S centralizado, sendo que geralmente o gargalo é justamente E/S. Ou seja, o RAC não é verdadeiramente distribuído, no sentido de que não particiona nem replica informações, mas depende de uma única unidade de armazenamento centralizada. Em outras palavras, o RAC será útil mais quando o gargalo for processamento (CPU) ou memória, casos em que geralmente há soluções mais baratas e mais simples, desde otimização do modelo e dos programas aplicativos até servidores mais parrudos; e, sendo mais simples, mais confiáveis.

Na prática, nunca vi uma questão dessas se resolver por lista de discussões; sempre é algo que se resolve ou por aprendizado e experiência do usuário, que eventualmente aprende a analisar o sistema como um todo (desde infraestutura até interface de usuário), ou mais freqüentemene com consultoria local, em que o prestador de serviço tem condições de levantar todas as informações necessárias.

A vantagem do PostgreSQL especificamente, e de sistemas livres em geral, é termos implementação livre ou pelo menos gratuita de várias dessas ‘soluções’ comumente propostas, o que permite ao usuário instalá-las e aprender ‘chutando os pneus‘, o que não é ideal mas é sempre um aprendizado útil, e por vezes necessário; nesse sentido, veja se o PosgreSQL XL não é o que você queria.


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