> > O poema da foda
> >
> > Neste Brasil imenso
> > Quando chega o verão,
> > Não há um ser humano
> > Que não fique com tesão.
> >
> > É uma terra danada,
> > Um paraíso perdido.
> > Onde todo mundo fode,
> > Onde todo mundo é fodido.
> >
> > Fodem velhos, fodem velhas,
> > fodem cão, fodem cadelas.
> > E pra ficar com cabaço,
> > Fodem o cu das donzelas.
> >
> > Fodem moscas e mosquitos,
> > Fodem aranha e escorpião,
> > Fodem pulgas e carrapatos,
> > Fodem empregadas com patrão.
> >
> > Os brancos fodem os negros
> > Com grande consentimento,
> > Os noivos fodem as noivas
> > Muito antes do casamento.
> >
> > General fode Tenente,
> > Coronel fode Capitão.
> > E o presidente da República
> > Vive fudendo a nação.
> >
> > Os freis fodem as freiras,
> > O padre fode o sacristão,
> > Até na igreja de crente
> > O pastor fode o irmão.
> >
> > Todos fodem neste mundo
> > Num capricho derradeiro.
> > E o danado do Dentista
> > Fode a mulher do Padeiro.
> >
> > Parece que a natureza
> > Vem a todos nos dizer,
> > Que vivemos neste mundo
> > Somente para fuder.
> >
> > E tu que está lendo
> > Com essa tua risadinha
> > Eu te faço um convite:
> > "Vamos dar uma fodinha?"

Abracos,
                 Luiz Liborio

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