Um grupo de atletas cubanos passeava por Winnipeg quando um
dos cartolas da delegação - um velhinho de oitenta e tantos anos -
sofreu um ataque cardíaco. Caído no chão, pediu, como último
desejo, uma bandeira para se despedir de sua querida Cuba.

Procura daqui, procura dali, não havia por perto sequer uma
flâmula de mão. Foi quando uma das mais belas atletas,
penalizada com o sofrimento do ancião, confessou que tinha
tatuada na bunda a bandeira de Cuba. E logo se ofereceu para
ajudar.

 No meio da rodinha, a mulher virou-se de costas para o moribundo,
baixou  o short e deixou à vista, a bandeira cubana tatuada em
meio àquela colossal abundância.

O velho a agarrou fortemente e beijou a bandeira, bradando:

 - Mi querida Cuba. Me despido con recuerdos, mi vieja Habana, mi
hermosa tierra.

 E tome de beijos e mais beijos na bandeira, diante do grupo
emocionado.
 Depois de um certo tempo, o moribundo pediu, então à mulher:

 - Mira, chica, ahora date la vuelta que tambien quiero despedirme
con um beso bien grande de mi amado Fidel...


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Renato Lima
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