O rapazinho da recep��o, n�o ag�entando a curiosidade com os barulhos,
murm�rios, unfs, arghs, ais e a�s que vinham da su�te do casalzinho em
lua-de-mel, encostou o ouvido na porta:
-- Posso agora, benzinho? -- pedia o noivo.
Nenhuma resposta. A voz do noivo cada vez mais angustiada seguia no mesmo
refr�o, madrugada adentro:
-- E agora, benzinho, posso agora? Nada, nenhuma resposta.
Quase dia claro, um �ltimo apelo:
-- Deixa, benzinho, deixa agora.
-- Est� bem, est� bem, pode tirar!

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Renato Lima
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