Sangue sobre Patópolis - Parte III

----

TÁ LÁ O PATO ESTENDIDO NO CHÃO

- IRMÃOS, ESTE É O DIA DA VITÓRIA DEFINITIVA! - bradou o Metralha
176-761 enquanto pilotava habilmente o helicóptero entre os arranha-céus
da Avenida Cornélio Patus.  Seus irmãos - ou nem nem tão irmãos assim -
que o acompanhavam não continham sua curiosidade pelo que tinham deixado
para trás.
- 
Mas agora não era o momento mais adequado para especularem se o bico de
Patinhas entalou no asfalto, pois finalmente a Força Aérea mostrou algum
esforço para defender a fortuna do pato mais rico do mundo.

Três caças supersônicos abriram fogo contra o helicóptero. Mostrando
incrível habilidade, mesmo com a enorme carga de três acres cúbicos de
dinheiro, o helicóptero se desvencilhou dos tiros.  Mas o revide não
tardou.  O co-piloto 176-671 sacou uma espécie de controle remoto do
bolso, apontou para os aviões, pressionou um botão vermelho e explodiu
os caças.  As três bolas de fogo caíram certeiramente no estádio
municipal de beisebol.

O pânico era geral.  Sirenes soavam por todos os lados enquanto
multidões corriam a esmo, como se fosse o fim do mundo. Mas naquele
momento pouco importava a explosão no subsolo da Caixa, os edifícios
semidestruídos, o rastro de dinheiro, o fracasso da investida militar
contra os ladrões.  O que todos queriam conferir era o destino final do
velho Patinhas.

- Onde estooooou...?

Finalmente Esther abriu os olhos.  A dose de sedativo foi trabalho de
profissional: nenhum efeito colateral observável.  Ela ainda estava
amarrada, escondida atrás dos bancos dianteiros do apertado carro
patopolense por medida de segurança.  Para me proteger do esguicho do
hidrante quebrado, eu estava sentado no banco dianteiro direito.

- Bem-vinda a Patópolis, Esther.

- O quêêêêê?????

Em cinco segundos Esther se remexeu um pouco, e de alguma forma
misteriosa, conseguiu escapar das cordas e saltou para o banco traseiro.
Ela vociferava:

- Quem é você?  Como você chegou aqui?  Quem te indicou o caminho de
Patópolis?  O que veio fazer aqui?

- Ei, um momento, Esther!  Sou eu que faço as perguntas por aqui.

Quando viu que eu levei a mão direita à tranca da porta, Esther segurou
meu pescoço e encostou uma gélida Magnum 44 na minha nuca.

- E como é que você descobriu o meu nome verdadeiro, seu canalha?

Enquanto a histeria tomava Patópolis, lá estava eu sob a mira de um
trabuco que eu  não sabia se era de amiga ou de inimiga.  Mas o que me
preocupava é que a Organização me incumbiu de entregar Esther com vida
ao Patacôncio.  Se ela não estourasse meus miolos naquele exato momento,
meu chefe o faria mais tarde.  Mantive o sangue frio, pensando no que
dizer, quando de repente ouvi um forte ruído de passos.  Do prédio
misterioso saíram rapidamente uns 150 Metralhas, que corriam o mais que
podiam rumo à Avenida Cornélio Patus.

- Ei, o que é aquilo?  Parece que armaram uma festinha para a nossa
chegada... - Esther apertou a arma contra a minha nuca - Vamos ver o que
é aquilo.  Abra a porta lentamente, mantenha as mãos onde eu possa
vê-las, não tente nenhum truque, e vamos saindo.

(continua...)
-- 

              [],
                 2.000ton
 ________________         _      
 \__(=======/_=_/ ____.--'-`--.___   Visite Minha Home Page:
            \ \   `,--,-.___.----'   http://users.sti.com.br/yamato
          .--`\\--'../               http://users.sti.com.br/stoledo
         '---._____./]               http://sites.uol.com.br/filpo
                                     http://users.sti.com.br/gtraxx
 Nós saudamos as estrelas            http://www.fconline.net
                                    
http://www.geocities.com/miltongoya/
          
Realidade é uma ilusão que ocorre devido a falta de alcool
---------------------------------------------------------------------
Você tem email?? Que tal mudar gratuitamente para [EMAIL PROTECTED]?
Visite http://www.email.com.br e faça seu pedido. Esse email é seu!
---------------------------------------------------------------------

Responder a