Sangue Sobre Pat�polis - Parte XXIII
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MATO SEM CACHORRO
- Controlem o avi�o! Vamos nos espatifar na montanha!
Os sobrinhos de Donald estavam desesperados. Nenhum cap�tulo do Manual
do Escoteiro-Mirim explicava como funcionava o avi�o. O r�dio n�o dava
resposta. Zezinho, alucinado, come�ou a apertar todos os bot�es do
painel em busca de algum efeito positivo. Nada.
- Luisinho, est� encontrando algum p�ra-quedas?
- Que p�ra-quedas o qu�?
J� era tarde demais. A asa esquerda se chocou com o rochedo; o avi�o
rodopiou no ar e despencou no cora��o da Floresta Negra.
*****
Margarida n�o parecia se dar conta que o Expresso Bicanca era a linha
mais s�rdida e decadente do sistema ferrovi�rio. Desde que os avi�es
dominaram o transporte entre Pat�polis e Gans�polis, a viagem nos
velhos trens ficou restrita aos muito pobres, a um punhado de
nost�lgicos amantes dos trilhos, e a todo tipo de punguistas,
prostitutas, fals�rios, vigaristas e picaretas em geral.
- A senhorita tem fogo?
- Perd�o, eu parei de fumar... O senhor... H�... O dia n�o est� quente
demais para usar esse casaco?
Os funcion�rios das Ferrovias Patinhas, sob os reluzentes bot�es
dourados de seus uniformes, ainda tentavam manter o aplomb e as
maneiras polidas de um passado pr�ximo. Mas nada conseguia esconder a
decad�ncia dos terminais, o estado prec�rio dos carros, os constantes
atrasos, o baixo estrato social dos passageiros.
- Eu n�o me preocupo com o calor, muito antes pelo contr�rio...
senhorita...
Margarida ignorou tudo isso. Afinal, ela tinha pavor de viagens de
�nibus. Seu dinheiro n�o era suficiente para uma passagem a�rea. Seus
cart�es de cr�dito dificilmente seriam aceitos pela Patinhas Airlines
sem complica��es posteriores. Pela primeira vez na vida, a pata mais
fr�vola e superficial de Pat�polis teve que tomar uma atitude s�ria:
ir a Gans�polis de qualquer jeito encontrar-se com seu querido Donald.
- Alt�ia. Alt�ia Marreco. - mentiu Margarida.
- Ol�mpio Chipper. Encantado em conhec�-la. O que a leva a Gans�polis?
*****
O tempo estava ficando quente para n�s. Os Metralhas brandiam suas
tochas, prontos a acender a fogueira a uma ordem do fantasma de
Beg�nia Beagle.
Esther e eu, amarrados no poste, esperando o Ju�zo Final. Eu matutava
um meio de sairmos dali. Quando os Metralhas come�aram a se exaltar,
comentei com Esther:
- Temos que fugir. N�o d� para dissolver a corda?
- O qu�?
- � como no truque do jornal que voc� me ensinou. Como � que funciona?
N�o estou conseguindo nada.
- Meus pulsos est�o amarrados. N�o consigo agarrar a corda!
- Sei l�; tente se concentrar, movimentar os bra�os ou...
Naquele momento, Beg�nia baixou sua varinha de cond�o e comandou os
Metralhas:
- Acendam a fogueira!
Tarde demais. Fatalmente virar�amos churrasco. O fogo crescia sob
nossos p�s. Esther, num �timo, olhou para Beg�nia e gritou:
- N�����������o!!!!!!!!!!
Um poderoso raio luminoso se desprendeu de sua boca, abrindo caminho
entre os Metralhas e atingindo Beg�nia como um cruzado no peito. Os
Metralhas deram um passo para tr�s e fizeram sil�ncio. Naquele momento
desapareceram as cordas que nos prendiam. Esther marchou, decidida,
para fora da fogueira:
- Agora � entre n�s duas, Beg�nia.
{Continua...)
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1.000ton
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Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa...
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