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1. Re: Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6 (Lu?s de Sousa)
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7. Estado perde todos os anos dezenas de milh?es de euros na
compra de software (Johnnycash)
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Message: 1
Date: Mon, 6 Dec 2010 19:36:17 +0000
From: Lu?s de Sousa <[email protected]>
Subject: Re: [Portugal] Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6
To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter
<[email protected]>
Message-ID:
<[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
Olá a todos,
Concluí uma versão preliminar do formulário para os termos em dúvida
no glossário. Foi baseado na versão de ontem de manhã, se alguém
quiser acrescentar alguma coisa é só dizer. Entretanto peço que
experimentem, a ver se funciona:
https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNLX3VzWmhQOTUwU3hXVVlEaG44YXc6MQ
Obrigado,
Luís
------------------------------
Message: 2
Date: Mon, 06 Dec 2010 20:06:12 +0000
From: Joaquim Luis <[email protected]>
Subject: Re: [Portugal] Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6
To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter
<[email protected]>
Message-ID: <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; format=flowed
Luis,
Irei dar a minha contribuição para o glossário mas aproveito para dar a
minha opinião aqui sobre dois dos termos onde aprecem alternativas
1- accuracy exactidão / consistência.
Sobre este termo não deve haver nenhuma dúvida de a tradução
correcta é "exactidão". Este termo já existe há muitos anos e é usado
por exemplo nos laboratórios de Física. É um dos termos do par
exactidão/precisão correspondente aos termos ingleses accuracy/precision.
2- grid grelha/malha/matriz
Em meu entender só deve ser "grelha" (na Geofísica é assim desde
que eu aprendi já lá vai muito tempo).
A "malha" deve ser guardada para um termo que falta no glossário e
que é o "mesh". Este termo é usado sobretudo nas engenharias e designa
nomalmente uma malha de triângulos usada para resolver problemas de
elementos finitos.
"Matriz", não é de todo uma boa tradução.
Joaquim Luis
Olá a todos,
Concluí uma versão preliminar do formulário para os termos em dúvida
no glossário. Foi baseado na versão de ontem de manhã, se alguém
quiser acrescentar alguma coisa é só dizer. Entretanto peço que
experimentem, a ver se funciona:
https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNLX3VzWmhQOTUwU3hXVVlEaG44YXc6MQ
Obrigado,
Luís
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Message: 3
Date: Mon, 6 Dec 2010 20:46:47 +0000
From: Lu?s de Sousa <[email protected]>
Subject: Re: [Portugal] Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6
To: Joaquim Luis <[email protected]>
Cc: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter
<[email protected]>
Message-ID:
<[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
Olá Joaquim, espero que de facto este Glossário dê alguma discussão, o
que só será bom.
Na área da programação (de onde venho) os termos grelha e matriz são
equivalentes, e algo mais abstractos que a partição ortogonal do
espaço. O termo malha é de facto mais abrangente, pois não implica uma
partição ortogonal do espaço (penso que nem regular). Outro termo
equivalente a malha neste contexto é tesselação.
Aproveitei também para adicionar o termo "canvas". Como muitos outros,
foi uma aplicação infeliz de um termo tradicional a uma área técnica
(obra dos americanos imagino). A tradução mais aproximada é o termo
"lona", mas mesmo assim não é perfeita, "canvas" era o termo usado em
Inglaterra para o pano crú usado para fazer as velas dos navios. No
contexto de uma aplicação SIG traduziria "map canvas" para
"[área/espaço/extensão] do mapa".
Luís
2010/12/6 Joaquim Luis <[email protected]>:
Luis,
Irei dar a minha contribuição para o glossário mas aproveito para dar a
minha opinião aqui sobre dois dos termos onde aprecem alternativas
1- accuracy exactidão / consistência.
Sobre este termo não deve haver nenhuma dúvida de a tradução correcta é
"exactidão". Este termo já existe há muitos anos e é usado por exemplo nos
laboratórios de Física. É um dos termos do par exactidão/precisão
correspondente aos termos ingleses accuracy/precision.
2- grid grelha/malha/matriz
Em meu entender só deve ser "grelha" (na Geofísica é assim desde que eu
aprendi já lá vai muito tempo).
A "malha" deve ser guardada para um termo que falta no glossário e que é o
"mesh". Este termo é usado sobretudo nas engenharias e designa nomalmente
uma malha de triângulos usada para resolver problemas de elementos finitos.
"Matriz", não é de todo uma boa tradução.
Joaquim Luis
Olá a todos,
Concluí uma versão preliminar do formulário para os termos em dúvida
no glossário. Foi baseado na versão de ontem de manhã, se alguém
quiser acrescentar alguma coisa é só dizer. Entretanto peço que
experimentem, a ver se funciona:
https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHNLX3VzWmhQOTUwU3hXVVlEaG44YXc6MQ
Obrigado,
Luís
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Message: 4
Date: Mon, 06 Dec 2010 21:31:30 +0000
From: Joaquim Luis <[email protected]>
Subject: Re: [Portugal] Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6
To: Lu?s de Sousa <[email protected]>
Cc: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter
<[email protected]>
Message-ID: <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; format=flowed
On 06-12-2010 20:46, Luís de Sousa wrote:
Olá Joaquim, espero que de facto este Glossário dê alguma discussão, o
que só será bom.
Luis,
Sim, porque como sabemos a coisa não é evidente.
Na área da programação (de onde venho) os termos grelha e matriz são
equivalentes, e algo mais abstractos que a partição ortogonal do
espaço. O termo malha é de facto mais abrangente, pois não implica uma
partição ortogonal do espaço (penso que nem regular). Outro termo
equivalente a malha neste contexto é tesselação.
Sendo eu também programador, embora com um percurso diferente, não posso
deixar de 'salientar' que matriz é um conceito matemático enquanto que a
'grelha' tem mais qualquer coisa que está relacionada com facto ser ser
um ficheiro e ter normalmente uma formatação. É verdade que uma grelha é
um armazenamento de uma matriz, mas também o são todos as imagens e não
é por isso que lhe vamos chamar matrizes. A este propósito, e apenas
marginalmente relacionado com este assunto, eu acho o termo 'raster'
(não interessa em que língua) um termo infeliz porque não reflecte o seu
conteúdo. Há que distinguir entre grelhas e imagens. Imagens são
representações coloridas (ou cinzentas) de uma coisa. Grelhas são as
representações núméricas dessa coisa. Um exemplo muito concreto é o dos
modelos de terreno. Podemos ter uma representação em forma de imagem dum
modelo de terreno. Temos também o modelo mumérico (vírgiula flutuante)
da topogrfia/batimetria. Com o segundo podemos por exemplo calcular o
declive. Com o primeiro, não. Contudo ambos caem dentro da designação
genérica de 'raster'.
Já agora mais termos do glossário cujas designações em português estão
firmemente estabelecidas
boundaries - fronteiras. Melhor que 'limites' (veja-se as "condições
fronteira" da matemática) e nunca 'contornos'
node - nó
partial derivatives - derivadas parciais (há mais de 200 anos que assim é)
password - senha
Ainda, sem opinião muito definida,
um 'lablel' é um 'rótulo' (Johny Walker 'rótulo preto') e um 'tag'
(ausente) é que é uma 'etiqueta'
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Message: 5
Date: Mon, 06 Dec 2010 21:45:11 +0000
From: Joaquim Luis <[email protected]>
Subject: Re: [Portugal] Re: Dispon?vel o manual de QGIS 1.6
To: OSGeo PT - The OSGeo Portugal Local Chapter
<[email protected]>
Message-ID: <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; format=flowed
'grelha' tem mais qualquer coisa que está relacionada com facto ser
ser um ficheiro e ter normalmente uma formatação. É verdade que uma
grelha é um armazenamento de uma matriz,
Relendo esta minha última afirmação não posso discordar de mim próprio
pois lembrei-me de uma outra discussão sobre formatos de grelhas (grids)
onde alguém apontou para esta página muito esclarecedora sobre o quão o
conceito de grelha (grid) está a evoluir.
http://www.gfdl.noaa.gov/~vb/gridstd/gridstdse2.html#x4-120012
<http://www.gfdl.noaa.gov/%7Evb/gridstd/gridstdse2.html#x4-120012>
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Message: 6
Date: Mon, 06 Dec 2010 23:12:59 +0100
From: [email protected]
Subject: [Portugal] Re: Usar GDAL com ficheiros NetCDF da ECMWF
To: [email protected]
Message-ID: <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; DelSp="Yes";
format="flowed"
Boa noite
Ainda em relação a este assunto 1 pessoa do ECMWF referiu-me que o
sistema de projecção é Equidistant Cylindrical. Contudo encontrei 2:
EPSG:3786 World Equidistant Cylindrical (Sphere)
e
EPSG:32663 World Equidistant Cylindrical/WGS84
Alguem que ja tenha usado produtos do ECMWF me pode responder?
obrigado
Antonio
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Message: 7
Date: Tue, 7 Dec 2010 03:32:55 -0800 (PST)
From: Johnnycash <[email protected]>
Subject: [Portugal] Estado perde todos os anos dezenas de milh?es de
euros na compra de software
To: [email protected]
Message-ID: <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset=UTF-8
http://economia.publico.pt/Noticia/estado-perde-todos-os-anos-dezenas-de-milhoes-de-euros-na-compra-de-software_1469867
Fonte
O Estado tem perdido todos os anos dezenas de milhões de euros com a
utilização de software de proprietário (de uma só empresa) e
não open source
(normas abertas), uma situação que vai ser discutida na quinta-feira no
Parlamento.
A denúncia parte da Associação de Empresas de Software Open Source
Portuguesas (ESOP), que explicou à agência Lusa que em Portugal não há
regulamentação sobre o uso das normas abertas e que, a partir do momento em
que o Estado usa software de proprietário, isso traz prejuÃzos para os
cofres estatais.
As normas abertas são âdefinições de formatos de ficheiros e
protocolos de
comunicação que permitem interligar sistemas de diferentes origens, marcas
ou fornecedoresâ, lê-se num comunicado da ESOP.
Em declarações à Lusa, o presidente da ESOP exemplificou que, caso a
Internet não se baseasse em normas abertas, haveria âdiferentes
segmentos da
Internet que tinham sido feitos com linguagens ou equipamentos
distintosâ, o
que faria com que deixasse de haver comunicações de uma cidade
para outra ou
de uma zona do paÃs para outra.
âA partir do momento em que o Estado não está obrigado a trabalhar com as
normas abertas, também o software que adquire não está em
condições de boa
concorrência e, se o Estado trabalha com formatos proprietários, que
dependem de um determinado vendedor, ele está automaticamente obrigado a
comprar sempre dessa determinada marca e, por conseguinte, quando alguém
está obrigado a comprar sempre a mesma coisa, esse produto pode ter um custo
arbitrárioâ, explicou Gonçalo Homem.
De acordo com o presidente da ESOP, e com base na opinião da comunidade
cientÃfica, o Estado tem vindo âa pagar valores muitÃssimo inflacionados
pelo software que usaâ, porque está dependente dos formatos
proprietários.
âIsso é que pode mudar, porque a partir do momento que usem as normas
abertas vai começar a haver uma convergência dos preços e uma
multiplicidade
de soluções que o Estado pode escolherâ, sublinhou.
Gonçalo Homem adiantou que a falta de regulamentação sobre as
normas abertas
e o facto de o próprio Estado não optar por este software tem prejudicado
também muitas empresas.
âHá muitas empresas que estão a usar software open source, algum do qual
utiliza as tais normas abertas, e depois têm atritos na sua relação com o
Estado quando o Estado as quer obrigar a usar formatos proprietáriosâ,
revelou.
De acordo com Gonçalo Homem, o Estado tem gasto 160 milhões de
euros por ano
em software e o Orçamento do Estado para 2011 prevê subir este valor para
190 milhões de euros.
âNós identificámos situações nas quais, se fossem consideradas todas as
soluções de software disponÃveis, poderiam conduzir a poupanças
entre 50 e
70 por centoâ, revelou, ressalvando que isso não acontecerá em todas as
situações.
No entanto, entende que, como essas situações ocorrem e ânão
estão a ser
devidamente atendidas nas compras do Estadoâ, uma solução seria o
regulamento das normas abertas.
A regulamentação das normas abertas vai ser discutida na quinta-feira na
Assembleia da República, na sequência de uma iniciativa
legislativa do PCP e
do Bloco de Esquerda. O CDS-PP também apresentou um projecto de resolução
favorável.
--
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http://osgeo-org.1803224.n2.nabble.com/Estado-perde-todos-os-anos-dezenas-de-milhoes-de-euros-na-compra-de-software-tp5811270p5811270.html
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End of Portugal Digest, Vol 33, Issue 12
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