Author: ari.constancio
Date: Sat Aug 18 12:50:46 2007
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 <chapter id="social-infrastructure">
 
-<title>Infraestrutura Social e Pol�tica</title>
+<title>Infraestrutura Social e Política</title>
 
 <simplesect>
 
-<para>A primeira pergunta que as pessoas fazem sobre o software livre �
-"Como funciona?  O que � que move um projecto?  Quem toma decis�es?"
+<para>A primeira pergunta que as pessoas fazem sobre o software livre é
+"Como funciona?  O que é que move um projecto?  Quem toma decisões?"
 Fico sempre insatizfeito com respostas prontas sobre meritocracia, o
-esp�rito de coopera��o, o c�digo falar por si mesmo, etc.
-O facto � que a quest�o n�o tem resposta f�cil. A meritocracia, a 
-coopera��o e a execu��o de c�digo fazem parte da resposta, mas n�o 
-explicam como � que os projectos s�o geridos no dia-a-dia e nada dizem
-sobre como s�o resolvidos os conflitos.</para>
-
-<para>Este cap�tulo tenta mostrar as funda��es estruturais que os projectos
-bem sucedidos t�m em comum. Digo "bem sucedidos" n�o s� em termos de 
-qualidade t�cnica, mas tamb�m sa�de operacional e sobreviv�ncia.
-Sa�de operacional � a capacidade sustendada de um projecto incorporar novas
-contribui��es de c�digo e novos programadores e ter capacidade de resposta
-aos relat�rios de erros que entrem. Capacidade de sobreviv�ncia � a capacidade
+espírito de cooperação, o código falar por si mesmo, etc.
+O facto é que a questão não tem resposta fácil. A meritocracia, a 
+cooperação e a execução de código fazem parte da resposta, mas não 
+explicam como é que os projectos são geridos no dia-a-dia e nada dizem
+sobre como são resolvidos os conflitos.</para>
+
+<para>Este capítulo tenta mostrar as fundações estruturais que os projectos
+bem sucedidos têm em comum. Digo "bem sucedidos" não só em termos de 
+qualidade técnica, mas também saúde operacional e sobrevivência.
+Saúde operacional é a capacidade sustendada de um projecto incorporar novas
+contribuições de código e novos programadores e ter capacidade de resposta
+aos relatórios de erros que entrem. Capacidade de sobrevivência é a capacidade
 de um projecto existir independentemente de qualquer participante individual ou
 sponsor; pense nisto como a probabilidade do projecto continuar mesmo que todos
-os seus membros fundadores se mudarem para outras coisas. O sucesso t�cnico 
n�o 
-� dif�cil de alcan�ar, mas sem uma base de programadores e uma funda��o
+os seus membros fundadores se mudarem para outras coisas. O sucesso técnico 
não 
+é difícil de alcançar, mas sem uma base de programadores e uma fundação
 social robustas, um projecto pode ser incapaz de tratar o crescimento que esse
-sucesso inicial tr�s ou a partida de indiv�duos carism�ticos.</para>
+sucesso inicial trás ou a partida de indivíduos carismáticos.</para>
 
-<para>H� v�rias maneiras de alcan�ar este tipo de sucesso. Algumas envolvem uma
-estrutura de governo formal, pela qual os debates s�o resolvidos, os novos 
-programadores s�o admitidos (e por vezes exclu�dos), novas caracter�sticas
-s�o planeadas e assim sucessivamente. Outras envolvem uma estrutura menos
-formal, mas maior auto-controlo, para produzir uma atmosfera de justi�a em
-que as pessoas possam confiar como uma forma de governa��o <foreignphrase>de
+<para>Há várias maneiras de alcançar este tipo de sucesso. Algumas envolvem uma
+estrutura de governo formal, pela qual os debates são resolvidos, os novos 
+programadores são admitidos (e por vezes excluídos), novas características
+são planeadas e assim sucessivamente. Outras envolvem uma estrutura menos
+formal, mas maior auto-controlo, para produzir uma atmosfera de justiça em
+que as pessoas possam confiar como uma forma de governação <foreignphrase>de
 facto</foreignphrase>. Ambos os caminhos levam ao mesmo resultado, perenidade 
-institucional, suportada por h�bitos e procedimentos bem compreendidos por
-todos os participantes. Estas caracter�sticas s�o ainda mais importantes
+institucional, suportada por hábitos e procedimentos bem compreendidos por
+todos os participantes. Estas características são ainda mais importantes
 em sistemas auto-organizados do que em sistemas controlados centralmente,
-porque em sistemas auto-organizados todos t�m consci�ncia que algumas ma�as
+porque em sistemas auto-organizados todos têm consciência que algumas maças
 podres podem estragar toda a caixa, pelo menos durante algum tempo.</para>
 
 <sect1 id="forkability">
 <title>Ramificabilidade</title>
 
-<para>O ingrediente indispens�vel que serve de argamassa a que os programadores
-se mantenham unidos num projecto de software livre e os leva a estarem 
dispon�veis
-para o compromisso quando necess�rio � a 
<firstterm>ramificabilidade</firstterm>: a
-capacidade de qualquer pessoa a partir de uma c�pia do c�digo fonte e usando-o 
como
-base come�ar um projecto concorrente, conhecido como <firstterm>ramo 
(fork)</firstterm>.
-A coisa paradoxal � que � esta <emphasis>possibilidade </emphasis> de ramos �
-normalmente uma for�a muito maior nos projectos de software livre que os 
-ramos reais, os quais s�o muito raros. Porque um ramo � mau para toda a gente
-(por raz�es explicadas em detalhe em
+<para>O ingrediente indispensável que serve de argamassa a que os programadores
+se mantenham unidos num projecto de software livre e os leva a estarem 
disponíveis
+para o compromisso quando necessário é a 
<firstterm>ramificabilidade</firstterm>: a
+capacidade de qualquer pessoa a partir de uma cópia do código fonte e usando-o 
como
+base começar um projecto concorrente, conhecido como <firstterm>ramo 
(fork)</firstterm>.
+A coisa paradoxal é que é esta <emphasis>possibilidade </emphasis> de ramos é
+normalmente uma força muito maior nos projectos de software livre que os 
+ramos reais, os quais são muito raros. Porque um ramo é mau para toda a gente
+(por razões explicadas em detalhe em
 <xref linkend="forks"/><phrase output="printed"> em
 <xref linkend="managing-volunteers"/></phrase>), quanto mais
-s�ria uma amea�a de ramifica��o fica, mais as pessoas est�o dispostas a 
+séria uma ameaça de ramificação fica, mais as pessoas estão dispostas a 
 efectuar um compromisso para a evitar.</para>
 
-<para>Os ramos, ou o potencial para o seu surgimento melhor dizendo, �
-a raz�i pela qual nos projectos de software livre n�o h� verdadeiros
-ditadores. Pode parecer uma afirma��o surpreendente, tendo em conta a 
-frequ�ncia com que se ouve falar de "ditador" ou de "tirano" num dado
-projecto de �open source�. Mas este tipo de tirania � especial, muito
+<para>Os ramos, ou o potencial para o seu surgimento melhor dizendo, é
+a razãi pela qual nos projectos de software livre não há verdadeiros
+ditadores. Pode parecer uma afirmação surpreendente, tendo em conta a 
+frequência com que se ouve falar de "ditador" ou de "tirano" num dado
+projecto de «open source». Mas este tipo de tirania é especial, muito
 diferente do significado convencional da palavra. Imagine um rei cujos
 subditos possam copiar o seu reino completo a qualquer momento  e possam
-mudar para a c�pia para governarem como acharem mais apropriado. Esse
-rei n�o governaria de modo completamente diferente daquele ao qual os subditos
-est�o sob tutela independentemente do que ele fa�a?</para>
-
-<para>� por esta raz�o que projectos que n�o t�m uma organiza��o formal
-como democracias s�o, na pr�tica, democracias quando se chega ao momento
-de tomar decis�es importantes. A replicabilidade implica a ramificabilidade;
-a ramificabilidade implica o concenso. � perfeitamente poss�vel que se 
-deseje atribuir a um l�der (o exemplo mais famoso � o de Linus Torvalds no
+mudar para a cópia para governarem como acharem mais apropriado. Esse
+rei não governaria de modo completamente diferente daquele ao qual os subditos
+estão sob tutela independentemente do que ele faça?</para>
+
+<para>É por esta razão que projectos que não têm uma organização formal
+como democracias são, na prática, democracias quando se chega ao momento
+de tomar decisões importantes. A replicabilidade implica a ramificabilidade;
+a ramificabilidade implica o concenso. É perfeitamente possível que se 
+deseje atribuir a um líder (o exemplo mais famoso é o de Linus Torvalds no
 desenvolvimento do cerne do Linux), mas isso foi porque assim o 
-<emphasis>escolheram</emphasis>, de uma maneira n�o c�nica e n�o sinistra.
-O ditador n�o tem uma m�o m�gica sobre o projecto. A propriedade chave de
-todas as licen�as de �open source� � n�o darem a ningu�m mais poder do que a
-qualquer outra entidade na decis�o de como o c�digo pode ser alterado ou
-usado. Se o ditador come�ar de repente a tomar decis�es m�s, haver� uma paragem
-de actividade, seguida eventualmente de uma revolta e uma ramifica��o. Claro
-que isto normalmente n�o chega t�o longe porque o ditador faz um compromisso
+<emphasis>escolheram</emphasis>, de uma maneira não cínica e não sinistra.
+O ditador não tem uma mão mágica sobre o projecto. A propriedade chave de
+todas as licenças de «open source» é não darem a ninguém mais poder do que a
+qualquer outra entidade na decisão de como o código pode ser alterado ou
+usado. Se o ditador começar de repente a tomar decisões más, haverá uma paragem
+de actividade, seguida eventualmente de uma revolta e uma ramificação. Claro
+que isto normalmente não chega tão longe porque o ditador faz um compromisso
 antes.</para>
 
-<para>Mas s� porque a ramificabilidade coloca um limite m�ximo no poder que
-uma pessoa pode exercer num projecto n�o quer com isto dizer que n�o haja
-importantes diferen�as em como os projectos sejam governados. N�o quer que 
-cada decis�o venha at� � pergunta extrema de quem est� a pensar num ramo. 
+<para>Mas só porque a ramificabilidade coloca um limite máximo no poder que
+uma pessoa pode exercer num projecto não quer com isto dizer que não haja
+importantes diferenças em como os projectos sejam governados. Não quer que 
+cada decisão venha até à pergunta extrema de quem está a pensar num ramo. 
 Isso seria cansativo muito rapidamente, retirando energia do trabalho 
-propriamente dito. As duas sec��es seguintes examinam maneiras diferentes de
-organizar projectos de tal modo que a maior parte das decis�es sejam
-adoptadam sem guerra. Estes dois exemplos s�o de algum modo extremos ideais;
-v�rios projectos caiem no continuo entre ambos.</para>
+propriamente dito. As duas secções seguintes examinam maneiras diferentes de
+organizar projectos de tal modo que a maior parte das decisões sejam
+adoptadam sem guerra. Estes dois exemplos são de algum modo extremos ideais;
+vários projectos caiem no continuo entre ambos.</para>
 
 </sect1>
 

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