Em 02/02/07, Osvaldo C. de Matos Júnior <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:


Um Linux unificado  [image: Converter para PDF]   [image: Versão para
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*Por John C. Dvorak *


Como já disseram, esse cara (nunca ouvi falar dele) não sabe o que está
falando. Não entendo porque as pessoas acham que as coisas só dão certo se
dominam o mercado completamente.

No meu ver o "Linux", (que eu chamo de Gnu) e o Software Livre em geral, deu
certo. Ponto. Ele possibilita (há muitos anos) que pessoas como eu, que não
estão disposta a abrir mãos de alguns direitos digitais (alguns chamam de
liberdade), possam usar computadores. Só isso.

O problema é que todos querem ver o "Linux" como o carro chefe de uma
"revolução digital" onde todas as pessoas vão parar de usar Windows e usar
"Linux". Eu acho que esse é uma tarefa mais pra Apple/Mac do que pra
comunidade SL.

O Software Livre está associado à liberdade de escolha. Num mundo onde a
liberdade de escolha é possível, cada um usa o que quiser. Inclusive
Software Proprietário. Aliás, a comunidade precisa perder o medo do SP.

Temos, sim que brigar pelo que impede nossa liberdade. Às vezes, as coisas
são mais sutis do que vemos. Nunca me esqueço de uma palestra do Thiago
Tavares no FISL 6. Ele mostrou uma foto de uma ponte que não aparentava nada
de errado. Mas era uma ponte que não previa a passagem de pedestres. De
alguma forma, aquela ponte obrigava as pessoas a utilizar um veículo para
atravessá-la.

É exatamente esse tipo de ameaça que a comunidade que utiliza SL enfrenta. É
esse tipo de coisa de que devemos combater. Se para acessar um site, você é
obrigado a usar Flash/Macromedia, (por exemplo, para comprar um ingresso de
cinema ou verificar um exame de laboratório), este serviço está
impondo, sutilmente
que você abra mãos de seus direitos.

Não adianta dizer que existe "plugin Flash pra Linux". Isso não basta.
Ficaremos eternamente dependente da Adobe. Até hoje, por exemplo, não existe
este plugin para 64bit, abrigando os usuários a utilizar a versão 32bits do
SO (ou pelo menos emular uma parte do sistema em 32bits). Isso é vergonhoso.

Segundo eles, e é óbvio, não existem usuários 64bits suficientes para
justificar este "trabalho" para eles. É claro que eles estão mais
preocupados com a grande massa que usa Windows, e estes ainda vivem no mundo
32bits.

Talvez esta nova realidade exija uma nova postura da comunidade SL. Ela tem
que se assumir como uma minoria e exigir direitos mínimos dos fabricantes
para que ela possa continuar a existir. É uma questão de respeito. Eu
prefiro ser minoria a ser extinto.

--
Eric Jardim
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