Olá pessoal;

Vejam esta síntese do Daniel Tyguel sobre o que rolou no Fórum
Intenacional de Software Livre (FISL)  sobre software livre e EconomIa
Solidária. Caso queiram contribuir ou responder esta mensagem, por
favor, mandem um email para esta lista:
http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/ecosol

Em breve eu enviarei um relato mais detalhado do Encontro das
Cooperativas de Software Livre,ok?

Vamo que vamo...

Vicente Aguiar :-)

Colivre - www.Colivre.coop.br
Cooperativa de Tecnologias Livres.
(71) 3331-2299



---------- Forwarded message ----------
From: Daniel Tygel <[EMAIL PROTECTED]>
Date: 17-Apr-2007 12:09
Subject: [EcoSoLivre] Economia Solidária e Software Livre: participação no FISL

 Oi pessoal da lista EcoSoLivre,

     Estive, por apoio da SENAES, nos dias 12 e 13 de abril no 8.
Fórum Internacional de Software Livre, com dois objetivos principais:
       1) apoiar e participar do processo de integração entre Economia
Solidária e Software Livre; e
       2) discutir com a Colivre o desenvolvimento do sistema virtual
Anheteguá de articulação dos atores de Economia Solidária.

     Abaixo segue um relato sobre os itens 1) e 2):

 1) Integração entre Economia Solidária e Software Livre
     Houve dois eventos importantes neste sentido:

     1.1 - o primeiro deles foi o evento comunitário organizado  em
parceria entre ATES/RS, Casa Brasil/ITI, e outras pessoas e grupos da
lista de e-mails EcoSoLivre
http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/ecosol , tais
como Vicente Aguiar e José Monserrat.

        Este evento contou com a presença de Edgard Piccino
(coordenador do programa Casa Brasil), de Paul Singer (SENAES), e de
Marcelo Branco (responsável na Cataluña por adoção de softwares livres
no poder público). Na mesa estavam também Vicente Aguiar (COLIVRE),
Luciano (ATES/RS), Dione Manetti (SENAES), e Eudes Xavier (dep.
federal PT/CE). Foi um debate muito interessante, especialmente quando
abriu-se a palavra para a plenária, que trouxe questionamentos
importantes: "Como é que parte do governo fala de software livre e
economia solidária e outra parte defende o aumento de patentes e a
macro-economia capitalista convencional?" (o debate em torno do
governo de coalizão)... Ou então: "A própria esquerda concebe esse
processo de desenvolvimento em rede de soluções e alternativas?"
(debate sobre a esquerda tradicional e sua dificuldade em lidar com
formas diferentes, colaborativas, em rede, de tomada de decisão)...
Outra questão foi: "A ES representa mesmo uma alternativa ao
capitalismo, ou restringe-se a pequenas iniciativas de baixa
complexidade?" (este debate remeteu à possibilidade ou não de
transformação da sociedade para uma que seja baseada em valores de
solidariedade e cooperação, ao invés de baseada na competição e no
lucro)... Por fim, a que mais apareceu, foram as várias interfaces e
similaridades (princípios, valores, forma de articulação em rede)
entre os movimentos de Software Livre e Economia Solidária...

      Realmente, valeu à pena o debate. Ficou constatado o quanto a
Economia Solidária tem a aprender com o Software Livre, o quanto o
Software Livre tem a aprender com a Economia Solidária!


      1.2 - O segundo evento importante foi o de integração entre as
Cooperativas de Software Livre  existentes no país. Atualmente,
plenamente formalizadas temos a SOLIS (do RS, com 4 anos de idade já)
e a COLIVRE (da Bahia, integrante do BanSol e do Fórum Baiano de ES).
Além disso, estão em processo de constituição a COOPERJOVEM (de SP, lá
representado pelo Rodolfo), a Tecnolivre (de Lavras/MG, representado
lá pelo Monserrat), e a Intectus (de GO, representada pelo Akira).

      Boa parte da conversa foi de apresentação detalhada de cada uma
das cooperativas: como se organizam? como é o processo de gestão e de
tomada de decisões? como se faz a retirada? quais projetos já assumiu?
quie perspectivas futuras? quais os maiores desafios de ser uma
cooperativa de software livre? Foi riquíssimo ver as diferentes formas
de organização de cada uma, e ficou clara a necessidade de uma
aprender com a outra, em vários campos, desde o gerencial até o de
procedimentos de trabalho e mesmo para trocas comerciais
(desenvolvimento partilhado de soluções).

     Este evento teve continuidade numa nova reunião entre as
cooperativas, onde ficou acertado que elas começarão agora processos
efetivos de colaboração técnica e econômica, o que foi um grande
resultado.

 2) Primeira reunião técnica para desenvolvimento do Anheteguá -
sistema virtual de integração dos atores da Economia Solidária no país

     Na Carta-Convite 002/2007 do início deste ano, a COLIVRE foi a
vencedora  (www.colivre.coop.br), e portanto será ela que desenvolverá
o sistema Anheteguá. Aproveitamos que todos estaríamos no FISL para
fazermos a primeira reunião técnica de desenvolvimento. Foi uma
reunião acalorada, com Leandro e Vicente, ambos da Colivre, em que
ficou claro o desenho inicial do sistema.

     Neste link deixo uma breve descrição de como ele deve ser.
Aconselho a leitura para quem quer entender o que será a Colivre e
como tem andado as negociações:
 www.fbes.org.br/docs/descricao_resumida_anhetegua_abr2007.pdf

     Aliás, quem tiver idéias e sugestões é bem-vindo a contribuir!!

     O recurso para o desenvolvimento do Anheteguá veio da SENAES (no
convênio via Fundação Banco do Brasil, tendo como entidade proponente,
pelo FBES, a Cáritas Brasileira), para busca de maneiras de
potencializarmos os resultados do mapeamento 2005-2006 para processos
de comercialização e constituição de redes e cadeias solidárias.

      Na última reunião do Comitê Gestor Nacional do SIES o Anheteguá
foi apresentado, em paralelo com os Sistemas Estaduais de Informação
em Economia Solidária: há o compromisso explícito de que os dois
sistemas serão complementares e vão dialogar completamente. Vejam o
documento em anexo para detalhes!

     A previsão é que uma versão inicial do sistema esteja pronta no
fim de 2007 (ou início de 2008).

     Desta conversa, fizemos outras, com os seguintes atores:

       2.1 - Cultura Digital: conversamos com Uirá, Daniel Pádua e
Fabiano, que, no Cultura Digital, vão trabalhar no desenvolvimento do
Conversê, ferramenta que em muitos aspectos se assemelha ao Anheteguá.
A conversa foi no sentido de fazermos os dois sistemas conversarem, de
modo que um usuário de um sistema consiga acessar diretamente o outro
sistema. Assim, será possível aos usuários navegarem entre
empreendimentos solidários e pontos de cultura!!

       2.2 - Correios: A conversa foi rápida, e a intenção é avançar
na mesma, buscando parceria para um módulo de e-comércio dentro do
Anheteguá (ou seja, além de se comunicar, de montar cadeias e redes,
de montar comunidades, e de fazer busca de produtos e serviços da ES,
está aberta a possibilidade de fechar a compra pela internet, via
e-comércio). Ainda precisaremos aprofundar esta conversa, em parceria
com Casa Brasil e SENAES;

       2.3 - Casa Brasil: Também foi rápida a conversa, apenas para
retomar as negociações que vínhamos tendo ao longo do ano passado, no
sentido de oferecer processos de capacitação para os empreendimentos
usarem e se apropriarem do Anheteguá e outras ferramentas
informáticas, e de articular com os Correios. Combinamos uma reunião
para amanhã, quarta-feira, em que pretendemos afinar os ponteiros
nesta articulação.

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     Como foi dito no evento comunitário de integração entre ES e
Software Livre: "quem diria, há 30 anos atrás, que o Software Livre,
baseado no trabalho criativo, colaborativo e divertido, sempre no
pressuposto da cooperação e da disponibilização do código, rompendo
com o conceito competitivo de patentes, se tornaria o que é hoje, uma
alternativa concreta e muito mais promissora e melhor em muitos
aspectos do que os sistemas proprietários, tais como windows e
word???? Da mesma maneira é a ES: parece uma loucura achar que seria
possível reorganizar o sistema produtivo e de consumo nacional para
que seja baseado na cooperação e na vida, ao invés do lucro... será?".

     Pois é, vamos que vamos! É importantíssimo articularmos a ES com
o Software Livre, mas também com outros "fronts" de resistência, tais
como o consumo responsável, as lutas ambientais, as questões de
gênero, da juventude, a educação popular, livre, entre outros!

     Volto animado do encontro em Porto Alegre: ver aquelas mais de
5.000 pessoas (houve mais de 5.300 inscrições!) circulando, trocando,
construindo, tendo idéias... tudo baseado no princípio de que o
conhecimento é livre, e assim deve ser, pois é de todos.

         Abraços,

               daniel tygel

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