O Movimento de ocupação da reitoria da UFBA vêm à público esclarecer
informações que circularam pela imprensa baiana após a suposta
realização da reunião do Conselho Universitário da UFBA


No dia 20 de outubro, foram veiculados nos três jornais da capital
baiana (A Tarde, Correio da Bahia, e Tribuna da Bahia) uma série de
informações sobre a realização do Conselho Universitário da UFBA no
dia anterior e sobre a ocupação da reitoria da universidade.

Entretanto, constatamos uma série de equívocos nessas reportagens que
vimos a público esclarecer.

Ao contrário do que foi veiculado, por exemplo, na matéria intitulada
"Adesão ao REUNI tem aprovação sob protesto, veiculada na página 07 do
caderno "Salvador", do jornal A Tarde, onde foi afirmado que "a
intenção dos estudantes era impedir até que uma assembléia geral fosse
convocada para ampliar a discussão", uma de nossas reivindicações
naquele momento era exatamente o oposto. Nossa intenção era pressionar
a reitoria para que esta convocasse uma assembléia geral universitária
(instância máxima da universidade e que, segundo estatuto da UFBA em
seu art. 23, deve ser convocada para tratar de "assuntos de alta
relevância). Ou seja, levar a deliberação para um espaço mais amplo e
mais democrático.

O programa REUNI impõe uma série de transformações nas universidades
públicas federais e, exatamente por isso, que defendemos que o debate
sobre ele ocorra de uma maneira democrática. Conforme declaração do
profº Naomar Monteiro de Almeida Filho, "mais de 80% da universidade
se posiciona a favor". Entretanto, este é uma grande inverdade e que
não pode ser comprovada. Em plebiscito realizado no Instituto de
Geociências, 97% dos estudantes foram contrários à adesão ao programa.
Mesma porcentagem apurada em plebiscito realizado na Escola de
Administração. Em assembléia geral, realizada no dia 18 de outubro, os
estudantes da universidade referendaram seu posicionamento contrário
ao programa. Ou seja, questionamos fortemente esse falso consenso que
a reitoria da universidade propaga.

Assim, reivindicamos a realização de uma assembléia geral
universitária e de um plebiscito para que, assim, fique exposto o real
posicionamento da comunidade universitária sobre o REUNI.

Além disso, é uma reivindicação nossa, e de todos aqueles/as que
defendem o ensino a educação pública, a expansão de vagas no sistema
público de ensino. Entretanto, queremos que esta expansão se dê de
maneira sustentável, com garantia de uma verdadeira ampliação no
aporte de recursos, na contratação de professores e servidores
técnico-administrativos de maneira proporcional ao aumento de
estudantes e da revitalização da atual estrutura da universidade, que
se encontra em pleno estado de sucateamento. Consideramos que aumento
em até 20% das verbas oferecidas às universidade que o decreto é
insuficiente para repor a perda de investimentos dos últimos anos.

A afirmação por parte da reitoria, e veiculada por esses meios de
comunicação, de que os estudantes estão mal informados e que "não
leram o projeto" é uma clara tentativa de deslegitimar o movimento de
ocupação. Nosso posicionamento e nossas pautas de reivindicação podem
ser claramente percebidas em três documentos disponíveis em nosso blog
[1]: "Comunicado", divulgado no dia 12 de outubro, "Carta à Sociedade"
divulgada no dia 17 de outubro e "Carta à Comunidade da UFBA e à
Sociedade", divulgada no dia 19 de outubro.

Assim, continuaremos neste movimento, em luta por uma educação
pública, democrática e à serviço da transformação social.


MOVIMENTO DE OUPAÇÃO DA REITORIA DA UFBA

[1]http://www.ocupacaoufba.blogspot.com/
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