André Pinto escreveu isso aí:
> Eu discordo do posicionamento do Antônio Terceiro pois a idéia de 
> propriedade intelectual é justamente agrupar os direitos autorais, 
> patentários e marcários pois os mesmos são frutos da criatividade humana e 
> não estão apenas misturados "num mesmo saco".

Direito autoral diz respeito a criações literárias, artísticas,
musicais, e programas de computador. 

Patentes são um mecanismo de proteção a criações que possuam aplicações
industriais.

Marcas dizem respeito ao direito exclusivo de explorar comercialmente
nomes e imagens.

Elas são coisas diferentes, são regidas por legislações diferentes,
acordos internacionais diferentes. Tratar tudo como um conjunto uniforme
é um erro (IMHO).

> Pode ser coincidência mas o posicionamento e declaração do colega está 
> parecendo a reprodução do  discurso do Richard Stalmann no Icba nesta 
> sexta-feira ;)

Não é coincidência. Ambos acreditamos que o conhecimento livre é um dos
pilares para uma sociedade melhor.

Criações intelectuais (idéias) não podem ter donos, por quê não são bens
rivais: a posse de uma idéia por uma pessoa não impede a posse por
outra. Atribuir donos a coisas que não podem fisicamente estar em posse
de alguém é absurdo. O conhecimento é um bem da humanidade.

Enquanto existir a possibilidade de alguém ser dono de conhecimento em
detrimento dos seus pares, existirá desigualdade de oportunidades,
concentração de poder, exploração e o sentimento de que a competição é a
melhor forma de se atingir resultados.

Continuar o regime da apropriação privada de idéias só vai aprofundar as
desigualdades que ele ajudou a criar.

-- 
Antonio Terceiro <[EMAIL PROTECTED]>
http://people.softwarelivre.org/~terceiro/
GnuPG ID: 0F9CB28F


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