Oi André,

Que bom ter mais pessoas da área de Direito por aqui. :-)

Em 17/11/07, André Pinto<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Concordo com a idéia de que o conhecimento deve ser livre, ainda mais nos
> países subdesenvolvidos, mas enquanto não criarem um mecanismo para os
> autores serem remunerados eu acho inviável ser totalmente contra a
> propriedade intelectual, destaco que a exploração eterna de uma propriedade
> intelectual é um absurdo.

Cara, os mecanismos já existem...  resta agora que boa parte das
empresas e governos se atualizem.  ;-)

Para você entender melhor o que eu estou falando, dê uma olhda neste vídeo:
"Good Copy - Bad Copy"  - http://www.goodcopybadcopy.net/  [1]

Com entrevistas que vão desde o DJ Girl Talk, até o produtor nigeriano
Charles Igwe e passando pelo presidente da International Federation of
the Phonografic Industry, John Kennedy, este documentário  conseguiu
captar a tensão existente no debate atual entre detentores de conteúdo
da indústria tradicional e artistas da nova indústria.

E que nova Indústria é esta? Boa parte dos exemplos da nova indústria
fonográficos que foram apresentados no documentário estão aqui:
http://openbusiness.cc/

Contudo, existem outros diversos exemplos de organizações que estão
gerando renda, inovação e desenvolvimento com conteúdo abertos,
disponíveis na internet  e, em alguns casos, 100% livres. Eu mesmo
participo de uma empresa de TI que só trabalha e desenvolve softwares
livres (www.colivre.coop.br). E nós não estamos só, pois fazemos parte
de uma rede de 6 empresas cooperativas com o mesmo perfil no Brasil.

> Vivemos numa sociedade que precisamos do capital para nos sobreviver, sem
> este não podemos nos alimentar e ter forçar para produzir conhecimento.

Com certeza, concordo 100% contigo. E a proposta das licenças livres é
permitir que mais pessoas possam viver da produção de música, software
ou qualquer outro bem não-rival sem prejudicar o acesso da sociedade à
essa riqueza. No entanto, para isto, existe também uma proposta de
reformulação da atual indústria.

> O ponto chave é...como é que vai viver um programador, para enfocar melhor o
> assunto, se ele não é remunerado pela sua criação, pode-se alegar em
> prestação de serviço e suporte, mas e aquele que só gosta de programar?

Ele será pago pelo trabalho que teve para desenvolver o software....

A remuneração é gerada pelo serviço de desenvolvimento e não pela
venda ou "aluguel" da propriedade intelectual. De forma simplificada,
esta é mudança do paradigma industrial.... afinal, software livre não
é, necessariamente, trabalho gratuito. Ao contrário. O sonho da
maioria dos hackers que conheço é de poder viver de software livre. E
tenha certeza que muitos já estão realizando este sonho. ;-)

> É um debate interessante e só crescemos quando expomos nosso pontos de
> vista.

Com certeza!

Vamo que vamo...

[1] Link com Torrent Legendado:
http://thepiratebay.org/tor/3720299/Good_Copy_Bad_Copy_%28Legendas_PTBR%29

Vicente Aguiar :-)

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