Rudá Porto Filgueiras escreveu isso aí:
[...]
> > O custo de estar à mercê dos interesses (unicamente) comerciais do
> > fornecedor do software, que pode descontinuá-lo sem te perguntar e te
> > deixar na mão?
> 
> Novamente, a lei deveria garantir isso, sem termos que acabar com o SP.

Leis são rasgadas todos os dias. A gente precisa de cultura e educação.
(isso vale pra todas as outras vezes que você citou leis aí embaixo e eu
cortei fora)

[...]
> > Quem falou em detrimento de liberdade e de individualidade? Eu estou
> > falando de oportunizar que as pessoas se esclareçam sobre o assunto ...
> 
> Claro, eu concordo. Mas para mim ao esclarecer deve-se falar dos
> potenciais e reais problemas do SP, mas sem ser "absolutista" quanto a
> isso.

Velho, quem está falando em absolutismo? Pare com isso, na moral.

Assim como você tem a sua opinião, eu tenho a minha. Elas são
diferentes, e eu só espero que as pessoas possam ter acesso às duas pra
poder formar as suas próprias.

Lembrando que o contexto inicial da discussão foi a minha sugestão de
incluir na lista de palestras do FLISOL uma que discuta o que é software
livre e por quê -- e provavelmente quando -- usá-lo, e não somente
apresentações de ferramentas.

> Ou seja, ao menos na minha opinião, acredito que empresas de SP e
> produtos que sigam padrões abertos e respeitem os usuários e que
> colaboram com a comunidade também não são "prejudiciais" a sociedade,
> pelo contrário.

Nisso eu concordo com você. Usar um software proprietário que manipule
formatos abertos e que interopere com outros softwares é melhor do que
usar um que não faça isso.

Mas e se o usuário precisar de uma funcionalidade que não seja do
interesse comercial do fornecedor do software? ;)

[...]
> > Existem os casos em que na prática pode ser mais vantagem imediata
> > adotar software proprietário, mas quanto mais "dependente" o usuário se
> > tornar pior vai ser pra ele no futuro.
> 
> Bem, nem sempre, e tem empresas que estão felizes pagando para usar
> produtos proprietários e não enxergam essa dependência como algo
> problemático.
> Isso é o que vemos, é o que está ai, e náo a minha opinião. A questão
> é por que?
> Eles são dependentes? Acredito que sim, mas no SL também somos
> depentes em algum grau e do que dependemos?
> Profissionais que conheçam e melhorem o SL, a comunidade, do código
> legado se quisermos evoluir o SL, etc.
> Ou seja, não existe "cerveja grátis".

Somos dependentes porque _podemos_, e não porque somos obrigados. No dia
em que a minha dependência em relação aos desenvolvedores do (coloque
aqui seu software livre preferido) me incomodar eu _posso_ estudar o
(coloque aqui o mesmo software livre de antes) e resolver os meus
problemas. Vai ser fácil? Não sei.  Mas vai ser _possível_.

Ninguém está dizendo que tudo é lindo e maravilhoso no software livre e
que tudo é fácil. No software livre as coisas não são necessariamente
fáceis, mas elas certamente são possíveis.

-- 
Antonio Terceiro <[EMAIL PROTECTED]>
http://people.softwarelivre.org/~terceiro/
GnuPG ID: 0F9CB28F


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