pre...@s,
recebi este e-mail no trabalho e dei uma olhada no vídeo.
Ao que parece, a era dos ciborgues está chegando...
Como disseram num comentário no Youtube, façam suas apostas: vai ser
Passageiro do Futuro; Exterminador do Futuro; Eu, Robô; I.A.; Robocop;
Serial Experiments Lain; Ghost in the Shell ou Matrix?? :D
Quando isso chegar aos computadores de forma massiva, sei não... Hackers
biônicos, processamento/fatoração de chaves criptográficas de números primos
gigantes (afinal, não terão a limitação física de uma placa de silício atual
e serão infinitamente mais concentrados em uma tarefa específica que um ser
humano), soldados ciborgues, uma possível "vida eterna" para cérebros
humanos dentro de corpos inorgânicos...
Quem viver, verá!

Fonte: Redetec-RJ – Rio Inteligente – Programa de Divulgação C&T, 29/11/2009

Um projeto realizado no Reino Unido defende a ideia de que parte da
estrutura molecular humana pode dar a robôs a capacidade de tomar decisões.
Nos testes realizados em laboratório, neurônios de rato foram inseridos em
um autômato que passou a se movimentar de forma a desviar de obstáculos ¿
habilidade que não foi programada mas aprendida pelo mini-cérebro. A próxima
etapa envolve o uso tecido humano.

De acordo com um artigo publicado pela h+ Magazine, o professor Kevin
Warwick e sua equipe no Departamento de Cibernética da University of Reading
estão tentando desenvolver uma maneira de fundir estruturas moleculares
humanas com computadores ou robôs. Warwick disse que seu projeto é uma
sequência de antigos estudos de inteligência artificial, onde, em teoria,
poderia se criar uma estrutura de rede neural com tecido humano. Um projeto
como esse pode gerar um certo temor de uma "rebelião das máquinas" no
público em geral, nos moldes dos filmes Matrix e Exterminador do Futuro.

Questionado sobre essa possibilidade, o professor mostrou-se cauteloso:
"precisamos aprender sobre todas as possibilidades para nos certificarmos de
que nada de errado aconteça", afirmou. "Se esta pesquisa é feita abertamente
e é relatada de forma sensata na mídia de um modo geral, como esta está
sendo, então nada de errado deve acontecer. Me preocupo diariamente em
garantir que não haja nenhum tipo de estudo em curso que o mundo não
conheça". Warwick (que tem um dispositivo implantado no braço esquerdo que
permite que seu sistema nervoso seja conectado a um computador) e seu
colega, o professor Ben Whalley, criaram recentemente um robô que recebeu
cerca de 300 mil neurônios de rato, cultivados em laboratório.

Os picos de atividade elétrica dos neurônios foram então conectados à saídas
de sensores de distância do robô, que se mostrou capaz de se locomover sem
encostar nas paredes, demonstrando que o organismo deu ao robô uma
significante capacidade de tomada de decisões. O "senso direcional" do robô
foi aprendido pelo pequeno cérebro e não previamente programado por
software. "Esta nova pesquisa é tremendamente excitante primeiramente pelo
fato de o cérebro biológico controlar seu próprio corpo robótico móvel.

Além disso, ela irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e
memoriza suas experiências. Esta pesquisa representa um avanço de nossa
compreensão sobre como os cérebros funcionam, e poderia ter um efeito
profundo em muitas áreas da ciência e da medicina.", disse Warwick. Segundo
um comunicado de imprensa divulgado no site da universidade, o cérebro
biológico do robô é composto por neurônios que são colocados em uma matriz
com 60 eletrodos encerrados em uma cápsula.

Os eletrodos recebem os sinais elétricos gerados pelas células, que são
então utilizados para direcionar o movimento do robô. Cada vez que o robô se
aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em
resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda
e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos. O robô não tem
nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de
decisão é a partir do seu próprio cérebro. Esse resultado é um passo
importante para descobrir como as memórias criam estruturas neurais no
cérebro, e como determinadas informações são armazenadas, além de um melhor
entendimento quanto à doenças e distúrbios como Alzheimer, Parkinson,
derrame e lesão cerebral.

O estudo dessas doenças, e não a criação de um robô humanizado, é a
principal motivação de Warwik e equipe. "Para qualquer ser humano, uma ação
pode ser repetida até sentir-se que tal atitude está se tornando automática
- bem, de fato, as conexões em seu cérebro estão reforçando de forma eficaz
o processo de repetição em busca do movimento automático - com o cérebro de
rato do robô realmente podemos olhar para estas ligações de reforço dia a
dia sob o microscópio. É fascinante", completou Warwick. Um vídeo com uma
demonstração do ciborgue pode ser visto em bit.ly/BrainBot.
Abraços livres,
Adriano Duarte
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