opa galera

to chegando de paraquedas nessa tredi.

Terceiro, a idéia por trás da utilização do termo pirata é de desvincular a
criminalização uma prática que visa acesso a cultura -- não é a mesma coisa
que a industria prega, [ o pirata pode ser comparado a um traficante de
drogas]. Isso é na real uma tática da industria e essa tática que é furada,
eu luto pelo acesso justo a cultura - mesmo que de massa -  e mesmo que para
isso precise se usar de artifícios como pirataria de obras.

Eu assumo todo o risco de lutar pela democratização da informação, assumindo
que para isso, muitos de nós aqui somos piratas.

Também piratas eram aqueles que montavam rádios nos navios depois das 200
milhas maritmas para não ser pegos pelo estado quando estavam exercitando
seu direito constituído de expressão :-) pense nisso.

Prefiro acreditar, como colocou muito bem o gilfran, que estamos
desconstruindo um marketing agressivo da industria cinematográfica,  e de
fato tocar no bom senso de todos que levantam a bandeira da democracia
direta, da informação responsável, da generosidade intelectual e do
compartilhamento.

gxis revido

goa


Em 30 de março de 2010 22:07, Gilfran Ribeiro <gilf...@gmail.com> escreveu:

> A ideia é muito boa, mas tenho que concordar com o Terceiro...
>
> Associar o termo pirata a qualquer coisa pode desmoralizar e ter um
> efeito contrário ao pretendido... No lugar de "limpar" o nome
> "pirata", que tradicionalmente, como o Isamar até falou, remete aos
> criminosos dos mares, com ênfase aos navegantes caribenhos...
>
> Acredito sim que a ideia de combater o marketing agressivo de associar
> o uso de cópias não autorizadas ao tráfico e o crime organizado como
> um todo é uma ótima bandeira a ser defendida... Mas sejamos
> comedidos...
>
> É como a ideia do Partido Pirata... A filosofia é muito interessante,
> mas o termo pode vir a atrapalhar bastante as suas pretensões
> teóricas.
>
> Já pensei com alguns amigos em formar uma "Universidade Aberta" ou
> "Universidade Livre", termos que já são usados mas que dá uma ideia
> das pretensões que são bem parecidas com a própria universidade
> pirata.
>
> Enfim, parabéns pela ideia... Eu pensaria duas vezes só em relação ao
> nome, mas entendi que é justamente parte do trabalho, que visa
> "hackear" o termo e destroçar, trazendo para o lado da propagação
> cultural e do conhecimento, interessante a ideia da desconstrução do
> termo, desejo sucesso nesse difícil trabalho.
>
> Força aí pra vocês e espero podermos criar algo parecido por aqui
> (Ceará) o quanto antes...
>
> Ĝis revido...
>
> Em 30 de março de 2010 14:13, Antonio Terceiro
> <terce...@softwarelivre.org> escreveu:
> > juntaDados escreveu isso aí:
> > [...]
> >> Nosso objetivo é fomentar o uso de tecnologias livres (software e
> >> hardware livre) e promover discussões sobre democratização da
> >> comunicação, apropriação tecnológica, conservação ambiental dentro de
> >> um espaço autônomo na Universidade, estabelecendo assim um contato com
> >> diversos grupos de pesquisa.
> >>
> >> A “Universidade Pirata” vem de um esforço para demonstrar que o termo
> >> pirata não indica cibercriminalidade, e sim o grupo de pessoas que
> >> busca meios reparar as restrições ao mercado cultural, intelectual e
> >> de informação. Objetivamos rebater a intensa propaganda que compara a
> >> compra de um filme no mercado informal por exemplo, ao tráfico de
> >> drogas ou de armas.
> >
> > Infelizmente a estratégia de vocês parece furada, porquê "pirata"
> > significa sim "criminoso". É de propósito que a indústria usa o termo
> > "pirataria" para se referir à distribuição não autorizada de obras de
> > sua propriedade.
> >
> > Como desenvolvedor de software livre, eu não quero que o que eu faço
> > seja associado ao termo "pirata". Note que a situação é diferente do que
> > aconteceu com o termo "hacker", que tinha um significado que foi
> > deturpado pela mídia e pela indústria. Já o "pirata", nesse contexto,
> > foi sempre associado à idéia de que compartilhar equivale à saquear
> > navios e cometer assassinato. Se a intenção é combater essa associação,
> > a última coisa que eu faria seria vestir a carapuça. :)
> >
> > Pra mim faz mais sentido divulgar a idéia de que "compartilhar não pode
> > ser associado a 'pirata'", e não de que "'pirata' é massa e não quer
> > dizer 'criminoso'".
> >
> > [...]
> (...)
> >
> > --
> > Antonio Terceiro <terce...@softwarelivre.org>
> > http://softwarelivre.org/terceiro
> >
> >
> >
> > -----BEGIN PGP SIGNATURE-----
> > Version: GnuPG v1.4.10 (GNU/Linux)
> >
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