Toda nossa admiração e respeito pelos Ministros Gilberto Gil e Juca
Ferreira, foram pessoas comprometidas e sérias, sem dúvida os melhores
Ministros de Estado que este país já teve. Porém o Governo  passado e nem o
atual são isentos de críticas, houveram falhas graves principalmente nos
encaminhamento administrativos. Não vamos deixar de apontar as falhas e
propor mudanças, existe uma brutal regressão nas políticas sociais.

  As conquistas sociais foram reconhecidas na última eleição, os Pontos de
Cultura reconhecem todas as beneficies e agradecem porém não podem se calar
diante do atual quadro de abandono. Nem os Pontos, nem os muitos Projetos
Sociais  e a própria comunidade Software Livre tem que se atentar para o
retrocesso nas políticas pró Software Livre.

  Já ao Governo de Jacques Wagner, lamentável desde o inicio e sem sinais
de melhorias a frente. O que obviamente não abona qualquer outro governo
passado, o descaso e o abandono persiste na Bahia desde sempre. Nosso
estigma da cabeça branca todos simpáticos, populares e bonachões.


Em 5 de novembro de 2011 09:07, Luiz Paulo Colombiano <
lpcolombi...@gmail.com> escreveu:

> JUnta,
>
> Eu não sou a melhor pessoa para defender as políticas do governo Lula em
> relação ao S.L e suas vinculações com o que acostumou-se a chamar de
> Cultura Digital :)
>
> Mas também não querer mais dialogar com quem estiver sentad@ por lá não
> resolve. O que irá acontecer é que mais e mais pessoas descaradas,
> picaretas e sem a total noção de bem comum irá escrever projetos, editais
> ou pior pautar políticas públicas para o ganho pessoal.
>
> E essa omissão é não resolve. E eu sei como é não conseguir compreender
> como um governo de centro-esquerda não consegue entender o quanto a linha
> político-ideológica adotado pelo Ministério da Cultura é lesiva aos parcos
> projetos que eram/são bons, interessantes.
>
> Concordando em parte com o que o Thiago falou, a gestão do Gil/Juca não
> foi ruim como um todo.
>
> Pelo contrário, foi progressiva, tirou o MInC do ostracismo que sempre o
> envolveu e colocou o mesmo para pautar uma política que, se levada ao pé da
> letra, possui um caráter emancipatório. Pense que foi nessa gestão que o
> caráter de genialidade de quem faz arte, foi colocada em dúvida, colocou
> comunidade quilombolas para mostrar o que produzia e dizia que isso tinha o
> mesmo valor que uma obra de Chico Buarque, Caetano Veloso,etc.
>
> Além disso, colocou o código fonte como um bem cultural. No Brasil isso só
> existia, esse conceito, em parcos grupos de pesquisa.
>
> Trazer essas e outras práticas para o tal mundo real é emancipador.
> Contudo não honrou os compromisso, seja por falta de verba ou por problemas
> internos (boicote por outras do Governo, com os velhos contingenciamentos,
> etc) ou mesmo falta de gente qualificada para fazer os trâmites
> burocráticos.
>
> Não concordo com a Creative Commons, acho a ideia do devolucionismo (
> http://lasindias.net/indianopedia/Devolucionismo) muito melhor, mas vamos
> com calma que o santo é de barro ! A coisa toda deve ter uma constante de
> tempo, a constante de tempo do capacitor, deve ser bem alta...
>
> Somos um país provinciano em alguns aspectos. Aliás, em muitos aspectos.
> Lembram da polêmica que rolou aqui por causa do Gnome Womem Outreach (
> http://live.gnome.org/GnomeWomen/OutreachProgram2011) ?
>
> Somos também provincian@s :)
>
> Voltando aos pontões...
>
> O grande problema dos Pontões é que eles foram pensados apenas como
> acesso, como uma ferramenta de acesso a rede, como um instrumento
> subalterno a uma política estatal.
>
> Não se pensava por exemplo que o Junta Dados fosse fazer um distro, isso é
> produto dos esforços e acumulações de vocês. Mas a ideia de pontão nunca
> foi isso, a ideia nunca foi dar autonomia nem para ele e nem para a
> comunidade na qual o mesmo estava inserido.
>
> Nenhum governo quer isso, pois com isso o governo não é necessário :)
>
> Lembra da putaria (melhor palavra é essa) que foi, inclusive aqui nessa
> lista, (http://permalink.gmane.org/gmane.org.psl.ba/7010) quando o pontão
> de vocês cunhou a sentença "Universidade Pirata" ?
>
> Se tentar sem diferente do "mais do mesmo", os censores, o vigilantismo
> legalista aparece :)
>
> Mas voltando...
>
> E creio que essa mentalidade, esse mentalidade tacanha de entender
> Inclusão digital como acesso. Isso é algo fortemente arraigado no
> imaginário da maioria dos pontões e ainda é assim na Academia.
>
> Veja quais ainda continuam, mesmo com todos os problemas e escassez de
> recurso (humanos/financeiros/afetivos) ?
>
> Quais dialogaram de forma real com a comunidade ?
>
> Quem sujou os pés e subiu o Nordeste de Amaralina e não ficou com #$
> piscando com medo de morrer por que alí , no nosso imaginário
> pequeno-burguês só tinha ladra/ladrões, assasin@s e estupradores ?
>
> Quem foi lá no pontão de Plataforma e em vez de ensinar coisas no
> Cinelerra, sentou com a galera e ensinou a fazer transmissor FM e falou
> "olha conectar no seu mp3 play e grava o que tu quiser aqui Grava que está
> doendo no seu peito e isso vai sair na frequência da rádio xx" para acabar
> com as rádios dos pastores e dos "capo"/coronéis da região ?
>
> E principalmente, quem se dispôs a aprender com a cultura popular, com o
> aprendizado do cotidiano das pessoas que estão ali se lascando todo dia ?
>
> Poucos Junta. #fato
>
> Ficamos a ensinar a mexer no openoffice, no cinelerra, ou no raio que o
> parta com código aberto. Nada de ensinar a programar para resolver as suas
> demandas locais e depois quem sabe pensar glocalmente (é assim que se
> escreve).
>
> E isso não é só explicado com o lance do fim da verba. É mais profundo,
> muito mais. A precarização explica em parte a celeuma. No final das contas,
> esses projetos, no qual também está incluso o Cultura Viva, fizemos apenas
> os números que o governo queria. Os números para usar e justificar o roubo,
> essa também é a melhor palavra, das verbas do FUST. (
> http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9998.htm)
>
> Mas tentando ser menos meta e mais concreto...
>
> A gente está a pensar em duas coisas diferentes. A primeira é política de
> fomento a tecnologias sociais e a outra é a sustentabilidade desse tipo de
> comunidade.
>
> Vou logo falando, precisa de grana para fazer essas coisas. Quem dará ?
>
> Penso numa alternativa híbrida, que exista contrapartidas estatais e da
> sociedade, com pessoas de dentro ou de fora da comunidade.
>
> Seria algo como ampliar o conceito de crowd funding (
> http://en.wikipedia.org/wiki/Crowd_funding)à 5 potência. Fazer com que
> projetos como o catarse.me (http://catarse.me/) ou o 
> www.kickstarter.com/tivessem um caminho mais próximo de quem quer doar e de 
> quem precisa
> receber. Algo que a P2P Foundation (http://p2pfoundation.net/) e a Open
> knowledged Foudation (http://okfn.org/ deve rolar em breve um capítulo
> aqui no Brasil) estão a tentar fazer.
>
> Mas enfim, não sou muito fã de transplantar coisas que estão rolando lá
> fora e copiar e colar por aqui. Mas nada contra em remixar, em reusar (como
> em reuso de software...) antropofagia dessas coisas.
>
> Uma boa seria a gente colar em listas que a discussão sobre isso está mais
> avançada aqui no Brasil (Redelabs, metareciclagem, Thacker) e também lá
> fora na gringa (p2pfoundation, openmanufactoring >>
> http://openmanufacturing.net/, hacklab)
>
> A grande questão é que a gente nunca foi forçado a criar autonomia no
> mundo real.
>
> Mas neg@ (a.k.a Junta_Dados), acabei não dialogando muito com seu email
> nem com o do Thiago.
>
> Sono, falta de foco, projeto semestral da Universidade no talo, tudo junto
> ?
>
> Inteh,
>
> ps: Mas o negócio é hoje :)
>
> Em 4 de novembro de 2011 17:03, juntaDados.org 
> <juntada...@juntadados.org>escreveu:
>
> Em 4 de novembro de 2011 17:26, Luiz Paulo Colombiano <
>> lpcolombi...@gmail.com> escreveu:
>>
>>> Mas o que é um governo, que se diz de esquerda, representa para tudo
>>> aquilo que entendemos como teórico, imaginário? O Lulismo/Dilmismo não
>>> significa absolutamente nada o pensamento ocidental e oriental com teor de
>>> crítico.
>>>
>>> O melhor então é não debater ? Nem entre a gente, noss@s pares, iremos
>>> debater mais ?
>>>
>>
>>   Já houveram debates infindáveis, longas discussões, sonhos mágicos,
>> imaginários sem igual, muito, muito mesmo desde os idos de 2003, da
>> fundação dos PSL, da formação de um novo governo que propunha
>> transformações, da concepção de Cultura Digital e tanto mais.
>>
>>   Antes disto é claro já se debatia, já se discutia todas estas questões.
>> É o que mais se faz neste Brasil é sonhar (debater), afinal somos o "país
>> do futuro", se debate, se propõe, se promete e se esquece.
>>
>>   E o debate não parou não, continua, o mesmo blá, blá, blá, mesmas
>> teorias, mesma utopia dialética sem qualquer cunho prático de ação concreta.
>>
>>   O povo aqui das antigas também já deve esta de saco cheio, não foram
>> uma, mas muitas reuniões, entre nossos pares, entre nos e a sociedade civil
>> organizada, entre nos e os representantes do poder vigente.
>>
>>
>>
>>> Como se consegue autonomia estatal sem construir isso em locais como
>>> aqui?
>>>
>>
>>   Não acho que aqui seja o espaço, o espaço é no Ponto de Cultura, no
>> Telecentro, nas comunidades, presencial, real e concreto.
>>
>>   E estes debates, estas discussões ocorreram ao longo de oito anos, e
>> posso lhe garantir que essa galera, esta de saco cheio também, promessas,
>> mentiras.
>>
>>   Muito Filósofo, Pedagogo, Sociologo, Humanistas usaram e abusaram da
>> boa fé desta gente, falaram em transformação e agora em apenas 10 meses
>> esta tudo indo por água a baixo. Os humanistas estão desesperados, é claro,
>> mas é porque perderam a mamata do governo.
>>
>>   Quer ajudar, participe das conferência, ou qualquer outro ato destes
>> palhaços do estado, e quando o "representante do estado" abrir a boca
>> jogue-lhe um tomate na cara e vista um nariz de palhaço. Convoque amigos,
>> conhecidos para todos usarem narizes de palhaço.
>>
>>
>>> Mágica, esmola, precarização ?
>>>
>>
>>
>>> O código fonte resolve isso ?
>>>
>>> Estamos apenas falando de uma escolha técnica ou é algo mais ? Se for vc
>>> está cert@.
>>>
>>
>>   O que menos se discute no Brasil em termos de Software Livre é a
>> Técnica. Em Projetos de CD e ID muito se falou dos aspectos sociais da
>> tecnologia, da importância, de como é grandioso e importante todos se
>> apropriarem da tecnologia. Discussões lindíssimas, palavras das mais belas
>> e profundas, lágrimas escorriam sempre nestes espaços.
>>
>>   Faltou explicar como se usa ou como se apropria de verdade da
>> ferramenta (tecnologia), e com certeza não é apenas discutindo ou debatendo
>> as lindezas do Software Livre e afins.
>>
>>   Botaram um bando de humanistas para explicar epistemologicamente o que
>> é tecnologia e o Software Livre. Dissecaram todo o impacto social do bom ou
>> mal uso da tecnologia, mostraram que era hora da mudança, dai, dai... Dai
>> acabou a bolsa, acabou a verbinha do caboclo que estava ali falando, dai
>> ficou ali no meio do caminho, e dai que as palavras viraram vento quando a
>> fome apertou, quando a conta atrasou.
>>
>>   E agora? Como o cabra se sustenta, alguém vai pagar a ele para ficar o
>> dia inteiro falando da importância da tecnologia da informação face ao novo
>> paradigma da sociedade moderna frente as adversidades da sociedade de
>> consumo?
>>
>>   Agora o sujeito lá no Ponto de Cultura, Telecentro, na comunidade
>> ribeirinha, quilombola e afins tem a certeza de que se ele não aprender
>> este troço ele esta na merda mesmo. Coisa que ele já sabia a muito tempo.
>> Porém, agora ele tem muitas palavras bonitas pra falar isto, o que é do
>> ponto de vista de supostos educadores sociais, humanistas, filósofos um
>> progresso, né?
>>
>>
>>
>>> Caso contrário:
>>>
>>> Show me your proof :)
>>>
>>> Teoria social e código devem andar juntos. Um sem o outro não resolve. É
>>> pobre pensar apenas na meritocracia do código fonte ou o esquemático do
>>> hardware. Os dois são apenas vontade de potência.
>>
>> A última parte concordo com tu.  Mas qual ou quais motivos impedem que
>>> tenham mais gente programando e além disso, utilizando ferramentas livres e
>>> difundindo esse conhecimento ?
>>>
>>
>>   É Teoria Social já temos demais, muito mesmo. Falta o Código, Falta a
>> meritocracia na prática.
>>
>>
>>> E quem, diferente da gente, não tiver tesão em programar faz o que ?
>>> Senta e olha gente fazer a revolução ?
>>>
>>
>>   Sei lá, Traduz, Reporta Bug, Doa um trocado, Bate Palma, Crimpa Cabo,
>> Carrega Piano, faz o que tiver vontade de fazer. Agora faz algo prático,
>> real, concreto. Vai num Telecentro, Ponto de Cultura, comunidade
>> quilombola, ribeirinha e mostra aos caboclos o que ele pode fazer de real
>> para transformar sua realidade.
>>
>> Inteh,
>>>
>>>
>>> Em 4 de novembro de 2011 15:36, juntaDados.org <
>>> juntada...@juntadados.org> escreveu:
>>>
>>>>
>>>>   Porque se não é concreto vai embora na primeira ventania de mudança.
>>>> O teórico, o imaginário, o debate e a discussão ocorreram em 8 anos do
>>>> governo federal e 4 no âmbito estadual, muita gente ganhou muito para
>>>> imaginar o novo, para propor ideias e agora pouco disto se tornou fato
>>>> concreto, real, prático a sociedade.
>>>>
>>>>   Hoje a gente tem mais pensadores, teóricos, humanistas na questão
>>>> Software Livre do que qualquer outro lugar no mundo. Sabemos muito bem dos
>>>> impactos sociais, das implicações e da importância social do Software Livre
>>>> na sociedade porém muito pouco se trabalha para tornar este suposto impacto
>>>> em resultado reais.
>>>>
>>>>   *"Talk is cheap*. *Show me the code*"
>>>>
>>>> Em 4 de novembro de 2011 15:23, Luiz Paulo Colombiano <
>>>> lpcolombi...@gmail.com> escreveu:
>>>>
>>>> Talvez seja isso mesmo Terceiro. Até agora nunca compreendi esse
>>>>> necessidade de concretude e meritocracia que permeia o mundo do S.L.
>>>>> Talvez um dia eu entenda. Vou continuar a tentar.
>>>>>
>>>>> Quanto as palavras, deve ser a frieza de fazer uso delas em um email.
>>>>> Mas não era esse o sabor que eu queria que elas tivessem. Queria um bolo
>>>>> doce e parece que ficou cheio de sal :)
>>>>>
>>>>>
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>>> "Contra Negantem Principia Non Est Disputandum"
>>>
>>> >>Graduando Eng Elétrica - Unifacs
>>> >>Linux User # 415937
>>> >>Lattes:http://lattes.cnpq.br/9789604686994795
>>>
>>> "O possível só é atingível através da tentativa de se atingir o
>>> impossível."
>>>
>>> Karl Liebcknecht
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> impossível."
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