Apoio o que Terceiro apontou.

E reforço com um depoimento pessoal: desisti de fazer engenharia
elétrica pra fazer ciência da computação porque comecei a estudar
programação no ensino médio e me apaixonei. Hoje trabalho com
infra-estrutura, mas nunca deixei de programar ou diretamente para
facilitar minha vida ou indiretamente usando as técnicas de
desenvolvimento pra achar se um erro é de infra ou bug do sistema.

É bem difícil desenvolver um sistema que extraia o máximo que o
hardware pode oferecer (por exemplo, multiprocessamento, uso eficaz de
mecanismos de cache, etc) sem entrar um pouco no "mundo" da
infra-estrutura.

Ao mesmo tempo é complicado trabalhar com infra sem qualquer noção de
como as aplicações que estão lá funcionam (quando os desenvolvedores
fazem bons manuais com as dicas de tuning, ótimo, mas quase sempre não
há algo do tipo, talvez até pq os próprios desenvolvedores não tenham
lá muita noção disso). Vejo muito coisas do tipo: comprar uma máquina
com vários cores de processamento, achando que vai melhorar a
aplicação... (um tiro no escuro) e no final das contas não adianta pq
a aplicação não foi projetada pra isso (e ainda por cima mascara o
resultado pq a média de "Uso de CPU" vai ficar baixa, aí lá vão mais
tiros: olhar rede, banco de dados, etc).

Talvez seja difícil mudar algo agora, mas fica a sugestão ;)

[ ]'s
Gilmar

Em 9 de março de 2012 23:23, Antonio Terceiro
<terce...@softwarelivre.org> escreveu:
> Rafael Gomes escreveu isso aí:
>> Como de costume, teremos duas salas, uma voltada para as pessoas
>> interessadas na área de desenvolvimento e uma especializada em
>> infraestrutura.
>
> Eu tenho acompanhado bastante coisa do movimento DevOps. Em parte em
> função disso, e em parte em função de uma intuição que eu já tinha desde
> antes de ficar sabendo que DevOps existia, eu acho que essa separação é
> uma furada.
>
> Quem é desenvolvedor e não se interesse por infraestrutura não vai
> conseguir desenvolver software robusto que funciona em ambientes
> realistas, nem projetar sistemas que sejam viáveis de implantar e
> escalar.
>
> Quem trabalha com infraestrutura e não se interessa por desenvolvimento
> perde a chance de promover automatização extrema (infrastrutura pode ser
> código -- vide sistemas de gestão de configuração como puppet, chef
> etc), e está sujeito a trabalho manual desnecessário.
>
> No final das contas, desenvolvimento e operações são dois perfis
> complementares.
>
> Minha sugestão prática: ao invés de separar, vocês podem tentar agrupar
> as palestras por temas que não necessariamente separem desenvolvimento
> de infraestrutura: web, desktop, processemento de alto desempenho, ...
>
> --
> Antonio Terceiro <terce...@softwarelivre.org>
> http://softwarelivre.org/terceiro
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