Em 14/01/06, Aurélio A. Heckert <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Que o KDE é mais usado todo mundo já sabe, mas acho
que as coisas estão muito mais equilibradas hoje e imagino
que a coisa se inverta em brave.

De que importa se hoje mais pessoas usam KDE ou GNOME? O que importa, ao meu ver, é que cada vez mais pessoas utilizem KDE e GNOME ou qualquer outro gerenciador livre (ou até nenhum).

Mesmo que a comunidade KDE fosse 3 vezes maior do que a GNOME, isso não significa que o GNOME deveria se render ao KDE ou algo assim. Especialmente se estamos falando em milhões de pessoas. O que importa é o benefício que cada projeto traz aos seus usuários. Ponto final.

Além disso, temos que pensar em utilização, não só em números de usuários, mas em utilização dos recursos. Uma enquete interessante seria avaliar se os usuários estão realmente usufruindo de todos os recursos oferecidos pelo Desktop.


Mas isso não tem nada de
estranho... Estranho é isso:
http://br-linux.org/linux/resultado-favoritos

Na moral, essas enquetes são um bando de bobagens. Só refletem a popularidade. Exemplo: Java é tida como a linguagem mais votada. Mas quantos Softwares Livres em Java você conhece? Eu conheço muito poucos...
 

Não é a primeira vêz que vejo isso.
Aplicativos Gnome ou baseados em GTK são normalmente
preferidos pelo pessoal,

???  De onde você tirou esta conclusão? Não existe um consenso ainda sobre isso. Eu por exemplo uso GNOME, mas executo várias aplicações Qt e KDE e elas se integram normalmente para a maioria das tarefas (copiar/colar, arrastar, etc).

Com execção dos applets KDE e GNOME, o resto é indiferente pra mim.


mas o KDE aparece como mais usado.
Por que isso? Um desktop integrado não é mais eficiente?

A verdade é que por detrás da preferência KDE/GNOME se escondem preferências Qt/GTK+, GPL/LGPL, C/C++ e por aí vai. Temos que parar com essa bobagem de competir entre nós mesmos.

Uma questão, por exemplo, é a usabilidade de um desktop gráfico. Existem algumas tarefas em que eu prefiro usar um terminal ao invés de cliques e menus. Talvez fosse mais interessante repensar as funcionalidade mais importantes oferecidas pelos terminais de uma forma mais intuitiva e menos cansativas integradas ao desktop gráfico.

Certas navegações de menus são muito cansativas e pouco intuitivas e um terminal resolve rapidinho. Além disso, usuários mais avançados gostam de realizar tarefas complexas utilizando scripts. Num futuro próximo, talvez fosse interessante pensar numa forma de automatizar algumas tarefas sem o usuário ter que aprender linguagens de scritps.

Ex: Outro dia alguém me perguntou como organizar/separar todos os mp3 e wma (como era Windows eu pulei fora). A forma mais simples e tediosa é fazer manualmente. Mas com a ajuda de scritps fica bem mais fácil.

Agora imagine um programa que divide esse desejo do usuário em tarefas menores, mais simples e encadeadas. Afinal ele sabe que o ele quer fazer:
1 - buscar todos os arquivos mp3 e wma de sua máquina
2 - mover todos para uma pasta
3 - separar wma de mp3 em outra pasta
4 - gravar os wma em um (ou mais) CDs. Fazer o mesmo com mp3.

Obviamente isso é um script, mas poderia ser feito de forma gráfica (fluxograma). Veja que GTK+ ou Qt aqui, não importa, mas temos que pensar na usabilidade.

Vou parar senão começo a viajar...

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Eric Jardim
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