Sinceramente isso tem dedo da MS.
Eu não entendo como o SL esta prejudicando o pais, nós temos a maior boa vontade de ajudar, de desenvolver e ainda vemos uma reportagem dessas. Eu estou indignado com isso.

Em 16/05/06, goa <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:


Encaminhando... com gráficos em anexo.

ciao
goa

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Pessoal, consegui o texto da revista.

Peguei em http://veja.abril.com.br/170506/p_068.html
se ele pedir uma senha de banca, informem "sapezal"

Segue o texto abaixo:

Detalhe: como mero aprendiz de web developer que sou, tenho ao menos a
capacidade de dizer que ess site da VEJA é muito mal-feito... gerado
pelo DreamWeaver, cheio de código _javascript_ que torna a página lenta,
e no final o arquivo ficou com uns 135KB!!! Bem, vamos ao texto...
inclui umas imagens em anexo, que são os gráficos da reportagem.

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Tecnologia-
O grátis saiu mais caro

"Ao insistir no software livre, o governo
deixa de melhorar os serviços eletrônicos
aos cidadãos e desperdiça dinheiro"

Um critério para avaliar a eficiência da administração pública é o uso
da informática para reduzir a burocracia estatal e facilitar a vida do
cidadão. Quatro anos atrás, o Brasil pertencia à elite mundial nesse
quesito, à frente do Japão. Brasileiros eram convidados para descrever
em congressos internacionais a experiência nacional com as compras
públicas pela internet, com a declaração on-line do imposto de renda e
com o voto eletrônico. O governo Lula mudou radicalmente as
prioridades nessa área. Em lugar de ampliar as experiências
bem-sucedidas, passou a priorizar a implantação do software livre na
administração federal. O resultado: o Brasil caiu dezenove posições no
ranking das Nações Unidas que avalia o uso da informática pelos
governos, ficando atrás do Chile e do México.

A oposição aos programas comerciais – leia-se aí a Microsoft,
fabricante do sistema operacional Windows e a maior empresa mundial de
software – é uma bandeira do PT. A posição está baseada, em parte, na
desconfiança ideológica que o partido nutre em relação às grandes
corporações capitalistas. "Não podemos depender dos programas vendidos
por uma ou outra empresa privada", explica Rogério Santanna,
secretário do Comitê Executivo de Governo Eletrônico, subordinado ao
Ministério do Planejamento. O software livre é um programa ou sistema
operacional que pode ser modificado por qualquer um e, em princípio,
pode ser obtido gratuitamente na internet. Em teoria, é uma boa idéia
usar e não pagar. Na prática, talvez seja um problemão, sobretudo se o
uso se transformar em obrigação. "Ao optar por um programa, é preciso
pesar cuidadosamente os prós e os contras", diz Fernando Parra,
presidente da DTS, empresa de São Paulo que desenvolve softwares e
presta serviços de tecnologia. "Não se podem tomar, com base em
motivos ideológicos, decisões que deveriam ser técnicas."

A migração para o software livre custou caro para os cofres públicos.
O governo federal precisou contratar 2.000 técnicos em informática. Só
os salários e os encargos trabalhistas desses programadores
ultrapassam 56 milhões de reais por ano – o dobro do que o Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação, vinculado à Casa Civil, estima
que o governo federal economizou com os programas que deixou de
comprar em 2004. Nem sempre o software livre é pior que o comercial,
mas sua adoção pelo governo brasileiro revelou-se ineficiente. Os
técnicos do Serpro, empresa de processamento de dados subordinada ao
Ministério da Fazenda, tentaram em vão substituir por software livre
os programas que funcionavam com perfeição mas estavam sendo
rejeitados apenas porque operavam em Windows, o sistema da Microsoft.
Foram feitas versões em código aberto do programa de imposto de renda
on-line e do portal de compras públicas ComprasNet. O resultado foi
tão ruim que os dois programas continuam funcionando no sistema
Windows. "A cruzada ideológica pelo software livre é apenas a ponta do
iceberg", diz Florencia Ferrer, diretora-presidente da FF Pesquisa &
Consultoria, de São Paulo, especializada em governo eletrônico. "O
governo também foi incapaz de inovar na administração pública usando a
tecnologia."

O governo do Paraná envia mensagens para o celular de desempregados
informando sobre vagas disponíveis. Em São Paulo, já é possível
preencher o boletim de ocorrência policial pela internet e pedir
segunda via do documento de identidade. O governo federal nem sequer
conseguiu fazer o mesmo com a emissão de passaportes. Um dos
principais atrasos refere-se à licitação on-line. O governo federal
faz apenas 46% de suas compras públicas – de material de escritório a
papel higiênico – pela internet, contra 80% do governo de São Paulo.
Em uma licitação on-line, a União informa que bens deseja comprar, e
fornecedores de todo o país e do exterior se engalfinham para ganhar a
concorrência com o menor preço. O comprador sempre sai ganhando,
porque o número de ofertas é muito maior, e a transparência no
processo diminui os riscos de corrupção. Se o governo federal tivesse
o mesmo padrão de compras on-line que o estado de São Paulo, teria
economizado 3 bilhões de reais nos últimos três anos, segundo estudo
da FF Pesquisa & Consultoria.

Algumas promessas de governo eletrônico foram cumpridas apenas
parcialmente, como a de fazer com que as bases de dados dos diversos
órgãos públicos conversem entre si. O governo tenta sem sucesso fazer
o cruzamento de dados entre as secretarias de Segurança, da Receita
Federal e dos tribunais eleitorais. Em lugar de investir para oferecer
serviços aos cidadãos e melhorar a eficiência da máquina burocrática,
o governo Lula usou as conquistas eletrônicas da administração
anterior em sua desastrada campanha para se tornar líder
sul-americano. A conseqüência dessa política foi um banho de água fria
nas aspirações comerciais de muitas empresas sediadas no Brasil que
desenvolvem software e urnas eletrônicas. A Unisys e a Diebold
Procomp, fabricantes de urnas eletrônicas de São Paulo, tinham planos
de exportar a tecnologia para os países vizinhos. Em vez de emprestar
algumas poucas urnas para fazer propaganda, o governo Lula decidiu
bancar as eleições alheias. Só para o Paraguai foram emprestadas
15.000 urnas para as eleições de 2005 e 2006. A empresa Vesta, de São
Paulo, deixou de vender softwares de compras públicas on-line para a
Bolívia porque Lula, em seu primeiro ano no poder, resolveu oferecer
ao país, de graça, um programa com a mesma função. "O governo federal
não só reinventou a roda com o software livre à custa do contribuinte,
como prejudicou a competição no mercado de tecnologia", diz Paula
Santos, sócia da Vesta. É a política do software livre contra o livre
mercado.

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