repassando...

---------- Forwarded message ----------
From: Rafael Gomes <[EMAIL PROTECTED]>
Date: 18/05/2006 09:41
Subject: Re: [Gnufacs] Fwd: [PSL-BA] Reportagem da VEJA na íntegra
To: [EMAIL PROTECTED]



Olhem isso...

Por Sérgio Amadeu, São Paulo, 16 de maio de 2006

A revista Veja novamente divulga uma matéria mentirosa. Chamada
O Grátis que sai caro, a matéria procura atacar o avanço do software
livre usando releases publicitários da Microsoft, empresa monopolista que
vai perdendo seus lucros monopolistas diante do avanço do modelo de software
aberto.

Como o jornalista Eduardo, o Duda, tem muita experiência sabemos que seu
texto não trouxe enganos, mas mentiras:

1. Somente um único Ministério, do Desenvolvimento Agrário, economizou
R$ 2 milhões usando aplicações de segurança livres em sua rede. Isto sem
contar a economia com suporte e com a estabilidade da rede. Apesar da
campanha da Microsoft, o software livre é muito mais econômico e estável.

2. A Veja contraria as matérias da Info Exame (do mesmo grupo Abril),
uma revista técnica e séria, sobre os enormes benefícios do software
livre. Quem está mentindo: a Veja ou a Info Exame? A resposta é óbvia. A
Veja mente.

3. Nunca se vendeu tanto computador no Brasil por causa do programa PC
Conectado, devido ao financiamento e aos 26 softwares livres embarcados
nos computadores. Só o Duda não viu. A venda de mais de 450 mil
computadores com software livre fez até que as licenças proprietárias
caissem de preço. A Veja esqueceu que a concorrência gera melhores
produtos e a redução de custos da tecnologia da informação.

4. Veja não viu que enquanto 69,7% do mercado mundial (mais de 2/3) usa
Apache, software livre para webservers, menos de 4% dos servidores do
governo federal seguiam o padrão do mercado. Duda acha normal quando o
uso é de programas da microsoft, mesmo que estes produtos sejam mais
caros e mais instáveis. O que o governo federal fez foi quebrar a
reserva de mercado para produtos de uma única empresa. Hoje, um pouco
mais de 30% do governo federal utiliza Apache. A economia mal começou.
Será que algum lobista pediu para a Veja dar uma força e paralisar a
redução de custos do Estado?

5. Duda esqueceu de contar o grande lobby da microsoft sobre o governo.
Ele sabia, mas omitiu que o chefe de gabinete da presidência do Serpro,
maior empresa de TI do governo, saiu direto de uma empresa pública para
o escritório de vendas da microsoft em Brasília. Isto ocorreu no segundo
semestre de 2004. Se fosse no mercado financeiro, a lei de querentena
proibiria tal absurdo, mas na área de TI isto não ocorre.

6. Os equívocos da matéria são tantos que não podem ser simplesmente
erros. Veja chegou a dizer que quem decide pelo empréstimo de urnas
eletrônicas (que usam somente software proprieta?io) para o Paraguai foi
o governo federal. Qualquer jornalista sabe que esta decisão é do TSE,
Poder Judiciário. Ela não tem nada a ver com software livre e muito
menos com o governo Lula. Duda não sabe disto? Claro que sabe, mas fez
de propósito. Por que? A serviço de quem?

7. Cada parágrafo da matéria é meticulosamente escrito para distorcer a
realidade. Vou parar por aqui, mas seria necessário reestabelecer a
verdade em cada linha. Apenas mais uma: Duda escreveu que o Serpro
contratou 2000 funcionários para desenvolver software livre. Mentira
descabida. Isto sim é que deveria ter sido feito, mas o concurso foi
para técnicos em geral e até para escriturários. Mas para Veja toda
informação pode ser manipulada e distorcida. Não é mesmo, Duda?

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Notas, por Rubens Queiroz de Almeida

Eu trabalho com software livre há aproximadamente quinze anos. A lista
Dicas-L, hoje com 26.000 assinantes, existe há 9 anos, sempre com o
intuito de esclarecer e informar sobre os benefícios do software livre.

Por toda a minha experiência no assunto, sinto-me no direito de afirmar que
a matéria da Revista Veja, além de tendenciosa, é um festival de incorreções
e mentiras. Tradicionalmente o software livre tem pouquissimo espaço tanto
na mídia impressa como televisiva, e o que se normalmente se vê não difere
muito da matéria publicada pela Veja. O movimento de software livre e seus
desenvolvedores possui entusiasmo, criatividade e um grande espírito de
solidariedade, mas isto não compra espaço na mídia.

O site BR-Linux está encabeçando um movimento de reação
a este artigo da revista Veja, a partir do endereço
http://br-linux.org/linux/governo_vai_responder_s_perguntas_do_br-linux?mvh
O editor do BR-Linux, Augusto Campos, encaminhou uma carta aos órgãos de
informática do governo federal  envolvidos na implementação do programa software
livre na esfera federal com o intuito de obter mais informações sobre
o andamento
do projeto.

Transcrevo abaixo um pequeno trecho publicado no site:

      A transparência dos órgãos de informática do governo federal é
exemplar, e ontem mesmo representantes da SLTI, ITI e Serpro decidiram
em conjunto que irão responder às questões enviadas pelo BR-Linux -
não como uma resposta à Veja, mas sim em respeito à comunidade que os
apóia e colabora na legitimação de seus esforços em prol do software
livre.

Aproveitando, para quem ainda acredita que a mídia é isenta e honesta,
não deixe de ler o excelente livro O repórter e o poder, de autoria de
José Carlos Bardawil, da Editora Alegro, 1999.

      Esta autobiografia do jornalista José Carlos Bardawil ajuda a
desvendar o que realmente está por trás das empresas de comunicação.
Até que ponto interesses particulares ou políticos influenciam a
cobertura dos fatos jornalísticos? Ao mesmo que narra sua trajetória
pessoal, na forma de entrevista ao jornalista Luciano Suassuna,
Bardawil relata importantes etapas da história mais recente da
imprensa nacional. O leitor irá conhecer o funcionamento interno de
jornais e revistas e o clima nas redações durante a cobertura de
episódios fundamentais da história do Brasil. Cada fato é narrado com
o olhar particular de um repórter vibrante, inflexível na defesa de
seu papel de vigilante dos poderes públicos, acostumado a brigar
sempre pelas melhores notícias. Um livro, enfim para quem gosta de
debater sobre história, imprensa, política e poder.  (Fonte:
http://www.bazarcultura.com.br)

Indo mais longe, o livro Cobras Criadas, de Luiz Maklouf
Carvalho, conta a história da revista O Cruzeiro, e de seu maior
expoente, o jornalista David Nasser. O livro conta como se faziam as
matérias jornalísticas daquele tempo. Ao que tudo indica a prática de
misturar realidade com ficção, prática comum daquela época, não mudou
muito de lá para cá. Para saber mais sobre este livro, leia o
artigo ( http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/al171020013.htm)
publicado
no site do Observatório de Imprensa.



2006/5/17, Guilherme Rocha <[EMAIL PROTECTED]>:

Em 17/05/06, marcos cunha<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
nenhuma! alias... "qual a credibilidade de um palhaço?", e de uma
revista "palhaça" como a Veja?

btw, o q eh FUD?

Opa, blza Marcos?

FUD =   fear, uncertainty and doubt ou deception.


Extraído do Guia do Hardware:

"Fear, Uncertainty and Deception". Esta sigla é freqüentemente usada
sobretudo em grupos de discussão para designar artigos, entrevistas e
publicações em geral que de alguma forma espalham informações falsas
ou confusas sobre o Linux (e softwares de código aberto em geral),
procurando desenvolver um sentimento de "medo, incerteza e decepção"
nos leitores. Frases como "o Linux é complicado", "os softwares livres
são inseguros pois qualquer um pode olhar o código e procurar por
brechas de segurança", "se o software é gratuíto, como alguma empresa
poderia investir e ganhar dinheiro com ele?" são bons exemplos.

A Microsoft por exemplo lançou no final de 2004 a campanha "Get de
Facts" que utiliza um conjunto de pesquisas e relatórios patrocinados
pela empresa para tentar provar que o custo de propriedade das
diferentes versões do Windows é mais baixo que o de diversas soluções
Linux e que servidores Windows são mais seguros. Em geral as pesquisas
não chegam a utilizar dados falsos, mas apontam situações muito
específicas ou dados manipulados, que são divulgados como se fossem
aplicáveis na maioria das situações.





On 5/17/06, Guilherme Rocha <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> 2006/5/17, Joao Victor < [EMAIL PROTECTED]>:
> > Essa reportagem é um ultraje, a coisa mais absurda que eu já li nesse
> > panfleto sem-vergonha que é a Veja.
> >
> > > Não é por eu discordar do que ela diz. É porque o que ela diz aí é a
> > mais pura *mentira*, deslavada, descaradamente.
> >
> > Peguemos esse trecho por exemplo: "Os técnicos do Serpro, empresa de
> > processamento de dados subordinada ao Ministério da Fazenda, tentaram
> > em vão substituir por software livre os programas que funcionavam com
> > perfeição (...)"
> >
> > "EM VÃO"??? O Serpro é exemplo mundial de orgão que adotou e continua
> > adotando SL. Cerca de 60% das estações do Serpro já usam *hoje* Linux.
> > Estamos falando de uma empresa com 40 anos de legado de software.
> >
> > Depois, a reportagem se utiliza de outras artimanhas (típicas da Veja)
> > pra defender um ponto que não existe. Como relacionar alhos com
> > bugalhos. Por exemplo:
> >
> > "Quatro anos atrás (...) Brasileiros eram convidados para descrever em
> > congressos internacionais a experiência nacional com as compras
> > públicas pela internet, com a declaração on-line do imposto de renda e
> > com o voto eletrônico"
> >
> > Há 4 anos atrás o IRPF era novidade, e portanto ganhava mais atenção.
> > Mas "supresa": o Serpro esteve presente no JavaOne (em San Francisco,
> > EUA), pra falar do IRPF e outras coisas, no *ano passado*. Pois é, em
> > pleno governo do PT, quem diria.
> >
> > E aliás, cadê os projetos que _foram_ desenvolvidos nesse últimos 4
> > anos? Ah, aí é outra artimanha: ser omisso. Por exemplo, que tal o
> > sistema de passaporte eletrônico -- um exemplo mundial.
> >
> > Ou o sistema de emissão de notas fiscais eletrônicas -- outro exemplo
> > mundial. Ou o sistema de controle de frequência estudantil.
> > Ou o sistema que gerencia os metrôs de São Paulo -- esse, uma
> > migração/reconstrução de software prop. pra SL.
> > Ou o sistema de leitura de textos para pessoas com deficiência visual
> > e que roda em Linux e pode ser obtido gratuitamente -- um serviço do
> > governo para o cidadão comum.
> >
> > Ainda na seção "omissões", a "reportagem" esquece completamente de
> > mencionar os ganhos a longo prazo que se tem ao migrar pra SL.
> >
> > E por fim, a matéria é tão ruim que por vezes foge completamente do
> > assunto. Do tipo:
> >
> > "Em vez de emprestar algumas poucas urnas para fazer propaganda, o
> > governo Lula decidiu bancar as eleições alheias" -- que eu nem sei se
> > é verdade, mas o que é q isso tem a ver mesmo com SL? Ah, nada.
> >
> > T+!
> > J.V.
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> >
>
>
> João, ótimos questionamentos,
>
>
> a sociedade  tecnológica/acadêmica está aderindo em massa ao SL.
> acredito que seja necessário a articulação política dos movimentos
> independentes de SL a boicotar essas coisas. Tipo botar nos sites de
> PSL's regionais e orgs de incentivo ao SL algum banner ou algo do
> tipo.
>
>
> A Veja tem se superado, acho que esse é o maior FUD que já vi.
> Que credibilidade merece uma revista dessas?
>
> abraço,
>
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