Olá Pedro,

[EMAIL PROTECTED] (Pedro Kröger ) escreveu:
> em seu lugar eu consideraria a possibilidade de usar linha de comando o
> tempo todo, se é que voce já não está fazendo isso. é muito mais fácil
> usar sintetizadores de voz com esse tipo de programa, e ter maior
> controle do que está acontecendo. eu não sou cego, mas sou capaz de
> fazer muita na linha de comando com o monitor desligado :-)

    Eu uso a linha de comando, mas não é só de linha de comando que se
vive, veja que tem uma distribuição para cegos, a Oralux, que vem com o
leitor de tela para modo texto com voz em Português,
http://www.oralux.org
prá baixar
http://oralux.rs.sr/
mas como disse, é necessário a integração, por exemplo, é preciso editar
um arquivo .DOC usar um Open Office com corretor ortográfico, como fazer
em modo texto? Usar máquinas virtuais e utilizar outros sistemas dentro
delas não vai em modo texto também.

    Valeu pelos links, já tinha até navegado em alguns deles antes, mas
há muita coisa para modo texto e para hardware que não estão
disponíveis para a realidade brasileira.
    Um exemplo, é um terminal braille, algo que a meu ver, não substitui
um bom leitor de tela, o terminal braille é um hardware externo, que
conectado a uma porta serial recebe os caracteres enviados por um daemon
como o BrlTTY, e imprime na superfície desse aparelho o que esta sendo
enviado para o monitor, mas só que nesse caso aparece em braille. É
realmente algo fantástico para um Cego, dá até para instalar o Linux
pelo modo texto, dá prá fazer 99% das coisas pelo modo texto, mas é um
dispositivo que não conheço onde venda por aqui no Brasil e é muito
caro. Então só conheço de descrição, nunca peguei em um desses.
    Há também sintetizadores externos, que são acionados pelo SpeakUp,
mas também tem que serem comprados a parte, com um Kernel com o SpeakUp
incluso e um desses sintetizadores, o cego ouve o que vai sendo enviado
para o monitor desde o boot do Kernel. É algo também fantástico, o
controle do que se aparece na tela é bem mais abrangente que um terminal
Braille, além do uso ser mais rápido, a leitura do Braille é mais lenta
do que ouvir o que vai aparecendo na tela, mas o custo de alguns
sintetizadores é caro, fora que não compensa tanto um investimento
desses.
    O bom mesmo, é o uso de leitores de tela, que não necessite de
linha braille nem sintetizador externo, como o YaSR que eu uso, ele
converte texto para fala enviando a saída para a placa de som. Não é
necessário nesse caso a compra de hardware, só um computador com Linux
instalado, com a placa de som configurada, e o leitor de telas instalado
e funcionando. Porém, o Yasr só funciona em modo texto.

[EMAIL PROTECTED] (Pedro Kröger ) escreveu:
> voce poderia fornecer mais informações sobre o sistema que está usando?
> (isso é, sintetizadores de voz, etc?)

    Eu uso o Linvox, é o Kurumin 6 com WINE para fazer com que o Dosvox,
funcione no Linux. O Dosvox, é um sistemas de programas, que engloba
editor de texto, leitor de texto, navegador de internet, correio
eletrônico, utilitários diversos, telnet falado, jogos etc, todos os
programas usam síntese de voz embutida, só que são para Windows, mas uso
o Dosvox como já disse, no WINE.
    Uso o Yasr, leitor de tela para modo texto, quando utilizo os
terminais texto eu aciono ele, mas que ele só fala em inglês, tem o
ScReader, que utiliza o Festival, mas ele não está funcionando nessa
versão do Kurumin, o Festival é um servidor de vozes, pode se instalar
nele diversas vozes de diversas linguagens, tanto que essas vozes
existam para ele, sendo a voz em Espanhol a mais próxima que podemos
usar, então o ScReader é um leitor de telas que usa o Festival com a voz
que estiver instalada. Existe uma voz em Português da UFRGS, mas ela não
é totalmente free, além que tem que recompilar o Festival e aí muitas
pessoas encontram dificuldades.
    Para modo gráfico temos o Gnopernicus, usa o Festival com suas
vozes, para ler o ambiente Gnome.
    Desculpe se me alonguei muito, mas foi necessário, vamos a meu
problema: Não consigo usar o Gnopernicus, está instalado, o Gnome
também, o Festival foi recompilado e está funcionando com a voz em
português, porém, o Gnopernicus não dá um pio sequer! Creio que também o
Gnome não está a ser iniciado, acho que o KDE está entrando no lugar
dele, mesmo eu tendo configurado o Gnome e o GDM como principais. Mas
mesmo assim, era para o Gnopernicus falar, pedi a uma pessoa para me
dizer o que estava na tela, ele está aberto, aparece suas funções, mas
não fala nada. Segui o tutorial desse endereço:
http://www.linuxabordo.com.br/projetos/wiki/index.php?pagename=GnopernicusFalandoPortugues
    Quando eu usava o Kurumin3, instalei o Gnopernicus na
época e nem Gnome estava instalado, ele funcionou, como não tinha Gnome
ele não leu o que estava fora da janela dele, mas na janela dele deu
para mexer nas configurações, ele estava a falar tudo!

[EMAIL PROTECTED] (Pedro Kröger ) escreveu:
> Outro documento interessante é o Linux Accessibility HOWTO (infelizmente
> sem tradução em portugues?)

    Vou dar uma lida nele usando o tradutor do Google, valeu!

    Um bom trabalho é da Carol Rodarte, o endereço é:
http://gnosislivre.org/simba/
   Um abraço! Grato!

      Tiago Melo Casal
____
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