Uirá,

Acho que você está tendo uma visão um pouco romântica das coisas.

Continuo achando que se você quiser comprar sua licença do Windows (de R$ 600,00 a R$ 800,00 aproximadamente, dependendo do tipo) fique à vontade. Até mesmo pode comprar o PC do programa do governo, apagar o Linux e instalar o seu Windows.

Mas não acho razoável que o governo dê isenção fiscal para estimular a venda de um produto que já é praticamente hegemônico no mercado. Isso foge completamente do razoável e não tem nada de radicalismo nisso, trata-se apenas de zelo pelo mercado.

Abraço,


On 6/9/06, Uirá <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
ué Antonio,

Você começa falando que "a decisão de utilizar SL nesse programa do governo não se deve a nenhuma forma de radicalismo", afirmando, desse modo, que não existe radicalismo.
Mas logo depois você descreve [1] uma prática que 'eu' considero radical (e que imagino que algumas outras pessoas possam achar...)

1 <-[Agora o governo deve ter responsabilidades com o desenvolvimento do país e com os gastos do nosso dinheiro e não pode subvencionar a expansão do mercado de um produto de uma empresa estrageira.]

Acho radical o governo não subsidiar (fiscalmente falando) a compra do computador com o software que eu escolhi, simplesmente por ser uma escolha que difere da politica que ele prega. Afinal, eu tenho que ser livre para discordar da política do governo né...?

No mais, acho que a faceta mais interessante dessa conversa é a discussão sobre

'Quais devem ser as regras para a cessã o do sobsídio [fiscal] do governo à compra de computadores ?'

e nesse ponto eu acredito que não deve haver nenhum tipo de restrição quanto à escolha de softwares.
Pelo contrário, como 'servidor publico' o governo deveria se preocupar em incentivar que as pessoas prestem atenção na escolha do Sistema Operacional (seja ele livre, ou não). A meu ver, tudo seria melhor se as pessoas fossem mais conscientes ativas em suas escolhas. Mas é claro que isso exigiria toda uma postura da sociedade..


bloguemos mais sobre isso!
;)


PS: Só pra não dizerem que eu num tô a favor do 'Movimento'... Muita gente achou (e ainda acha) a GPL muito radical, por impedir que as pessoas possam fechar o código. [Abusando da piada:] Além do mais, radicais também devem ser livres pra serem o que são.




On 6/8/06, Antonio Fonseca < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
Uirá,

Na minha modesta opinião a decisão de utilizar SL nesse programa do governo não se deve a nenhuma forma de radicalismo, trata-se tão somente de uma condição para as empresas interessadas e aderir ao programa.

Veja a decisão sobre o que você vai instalar em sua máquina deve ser somente sua é claro, então existe a opção de comprar outro equipamento com Windows, ou até mesmo o PC do programa e adquirir uma licença do Windows e instalar nele. Niguém vai impedí-lo disso. Agora o governo deve ter responsabilidades com o desenvolvimento do país e com os gastos do nosso dinheiro e não pode subvencionar a expansão do mercado de um produto de uma empresa estrageira.

É simples assim.

Não se trata exclusivamente de ser ou não SL, tenho a certeza que se não houvesse um monopólio do mercado por parte da Microsoft e existisse por exemplo um sistema operacional brasileiro, mesmo que de código fechado, certamente ele seria (e deveria ser) avaliado e incluído no programa.

Abraço,

ASF

On 6/8/06, Uirá < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
Eu acho que o governo deveria permitir isso SIM.

Afinal, o programa computador para todos (a meu ver) deve ser um programa que visa 'facilitar o acesso ao computador' e não um programa para 'difundir o software livre'.

Também entendo que a medida que foi tomada para reduzir impostos, não se baseou no uso do softwarelivre, mas sim no preço final para as pessoas.

Sem contar que o SistemaOperacional deve ser uma escolha das pessoas, não do governo. Desse modo, se o cara quiser pagar mais por isso... que pague.

Na verdade, eu não entendi direito... As empresas estão colocando o Windo$ e mantendo o mesmo preço?

Outra coisa, o governo poderia "também" instruir que as empresas mantenahm o linux instalado, mesmo na versão 'window$ inside' do computador para todos.
Mas acho que o governo deveria colocar isso deixando claro que essa é uma posição de apoio ao software livre.


Como já disse o Pilger, radicalismos nem sempre são bons.


abraços!

/me


On 6/8/06, Charles Pilger < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
On 6/8/06, Charles Pilger <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Pois é, fico então com uma pergunta no ar: caso a pressão seja muito
> grande para a implementação de dual-boot no programa Computador Para
> Todos será que não seria interessante o Governo Federal responder com
> algumas exigências? No caso:
>
> - o Windows a ser instalado não pode ser restritivo, como é o caso do
>   Windows XP Starter Edition, que permite apenas três programas por
>   vez, tendo cada um direito a três janelas, ou seja, limite máximo de
>   nove janelas em execução.
>
> - Devem estar disponíveis também na partição Windows todos os software
>   que estão na partição Linux e que constam do ANEXO II À PORTARIA
>   MCT No  624, DE  4  DE OUTUBRO DE 2005, item b.2 em diante
>   http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/17040.html
>
> - Esses softwares devem ser preferenciais, de forma que quando o usuário
>   por exemplo, clicar sobre um .doc o editor que funciona em ambas as
>   partições abra

Esqueci mais uma exigência:

- Na hora de boot a partição Linux é a partição preferencial. Usuário entra
  na partição Windows após uma ação consciente dele.

[]'s
Charles - [EMAIL PROTECTED]
http://www.charles.pilger.com.br
ICQ 306563363 MSN [EMAIL PROTECTED]
"Antes, eu era meio quieto, calado, o conhecimento era meu,
eu era um software proprietário. Agora, quero espalhar o que
sei e mostrar que, da forma como eu evoluí, muitos outros
podem crescer." - Cleber de Jesus Santos
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