Ricardo L. A. Banffy wrote:
> Pois bem - se eliminarmos o sintoma (menos mulheres do que homens em
> TI), não estaremos removendo a "doença" (os pais que educam as filhas
> para serem donas-de-casa). Se eliminarmos apenas o sintoma, acabaremos,
> no final, deixando de tratar a doença.

Isso não é verdade. Porque mulheres que se interessam por tecnologia
oferecem tecnologia aos seus filhos de forma mais igualitária, sejam
filhos homens ou filhas mulheres. Isso a longo prazo então conserta o
problema.

> E a idéia da FSF é brilhante principalmente porque evita uma "endogamia
> de idéias".

Eu não concordo que seja certa porque o argumento é: pessoas da
comunidade já trabalham de graca. Pagar a eles é desperdicar dinheiro,
já que eles fariam de graca mesmo.

> Eu não entendo nada de fonoaudiologia. Deveríamos então ter incentivos
> para que homens pudessem participar mais desse pujante mercado?

Não conheco como é o mercado de fono. Mas eu apoiaria uma campanha como
a Fabs sugeriu ou uma para dar cursos de graca de manicure e pedicure
para homens.

> Não estão ignorando. Só não resolvem o problema.

Porque você está vendo a solucão do problema prático como target, e não
a mudanca cultural por trás da aplicacao prática da compensacao.

> Pois bem - Quando criamos um regime em que mais estudantes vindos de
> escolas públicas possam ingressar nas universidades públicas, ignorando
> o mérito individual, estaremos dormindo tranquilos porque a justiça foi
> feita. Certo?
> 
> Errado. Teremos varrido para baixo do tapete o problema de que a escola
> pública é uma merda. Estaremos ignorando o fato de que os poucos que
> entraram não são exemplos típicos e que deveríamos mesmo esperar deles
> um desempenho acima da média - afinal, eles alcançaram o mesmo
> desempenho partindo de condições piores. Teremos aberto o caminho para
> perpetuar essa condição porque ela não gera mais os sintomas claros que
> vinha gerando.

Errado: estaremos dando condicoes a essas pessoas de acesso mais digno a
educacao e ao mercado de trabalho, e elas por sua vez poderao, mesmo que
o governo não corrija o problema da escola publica, pagar uma escola
particular para seus filhos, fruto de trabalho digno, e os seus filhos
concorrerão com iguais possibilidades por sua vaga na universidade
publica no futuro.

Não podemos esperar que todas as pessoas sejam sangue-sugas do sistema
que queiram sempre investir menos e ganhar mais. Senao a mudanca
cultural nao será possível.

Mas afinal, pelo que você disse...pobre é assim mesmo né?

Aliás, eles tomam remédio antes de ir no médico e não tem nada a mostrar
pro médico depois porque a fila pra conseguir uma consulta é de meses e
meses ;)

Abracos,
Fernanda
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