On 6/25/06, Fabianne Balvedi <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
On 6/25/06, Pedro de Medeiros <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> On 6/25/06, Fabianne Balvedi <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> > Minhas citações se referem a "elementos", Ying e Yang, que tanto homens
> > quanto mulheres tem dentro de si, mas que estão em desequilíbrio faz
séculos
> > em tod*s os aspectos de gênero. Eu tanto desejo poder competir sem ter
que
> > me masculinizar ao máximo, quanto desejo que um homem possa escolher não
> > competir sem ser chamado de boiola.
>
> Desculpe, mas eu não acredito nessa história de equilíbrio ying e
> yang. Acho que podemos conversar sobre esse assunto do estereótipo dos
> papéis sexuais sem descambar para esse lado místico. ;)

Hehehe, mais uma vez você está a ilustrar o desequilíbrio (Capra também se
refere a religião como um valor feminino e a ciência como um valor
masculino). Eu não vejo como conversar sobre gênero sem falar em Ying e
Yang, pois minha ficha só caiu depois que me permiti reconhecer estes
elementos em mim mesma e no meio em que vivo.

Você já assistiu "what the bleep do we know"? Acho que talvez este filme te
deixasse menos cético a respeito do que não conseguimos definir através da
ciência.


Vi um pouco do filme, mas não gostei da abordagem. O comportamento
quântico não é observado em nosso universo macroscópico, não da forma
como tentam passá-lo no filme. Por causa disso, o filme perpetua
alguns equivocos outros equívocos, por passar, por exemplo, que a pura
observação do fenômeno altera o resultado do experimento. Mas não é
bem assim que acontece.

São apresentados "experimentos" sem metodologia adequada e uma física
quântica "pop", com sensacionalismo e marketing, pegando carona em
elementos meio Matrix. Tanto foi forte o aspecto do marketing que já
existe uma continuação.

Tem uma história também de que filme foi feito por discípulos de
Ramtha, um suposto espírito evoluído que se rebelou contra os tiranos
de Atlântida. Depois dessa eu disse a mim mesmo que vou dispensar o
resto do filme. :)


> > Talvez, mas eu não faria parte da turma que iria chiar. E você está se
> > confundindo no público alvo. Minha observação anterior continua válida,
pois
> > quem faz o trabalho de cuidar da casa sem remuneração é tão voluntário
> > quanto quem codifica software livre sem remuneração, não é mesmo? ;-)
>
>
> Mas isso não vale para nós, que somos pouco representantivos da
> população. Se estamos falando de cultura, educação e sociedade, essas
> coisas envolvem a população e seu comportamento. Não podemos nos
> eximir dizendo "eu não faria isso". Certamente, que como indivíduos
> inteligentes e pensadores independentes, "não faríamos", mas deixemos
> de lado a barreira natural que erguemos para nos defender quando somos
> acusados de alguma coisa e tentemos pensar mais como homens ou
> mulheres no dia-a-dia, obedecendo as convenções sociais sem pensar
> muito nelas, e como se comportariam no geral para esses casos.

Deixar de fazer algo só porque muitos vão chiar não me parece um bom
argumento.


O argumento não foi esse. O que eu quero dizer é que você dizer que
não faz tal coisa ou que não se comporta de tal maneira porque sabe
que isso é ruim ou errado não muda o fato de que esses preconceitos
estão aí e que outras pessoas os cometem. Se ao invés de ficarmos nos
defendendo de coisas que não fazemos para os outros ou de ficarmos
adotando posturas "holier than thou", tentássemos entender o que há de
errado, por quê, como e quando dessas coisas se repetirem, podemos
começar a falar mais sobre elas.


[]'s!
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Pedro de Medeiros - Computer Science - University of Brasília
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