On 6/25/06, Fabianne Balvedi <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

ok, se você clama por um tipo de linguagem menos pop, pois isto parece
interferir na sua credibilidade sobre o que falam pessoas que estudaram
muito mais que você sobre o assunto, então leia o Tao da Física mesmo. Ele
foi escrito em 1975, muito antes de toda popularida que o ying, o yang e a
física quântica estão tendo nos dias de hoje.


Não é a linguagem "pop" em si que atrapalha, mas o que geralmente vem
com ela. E o que vem e a simplificação da questão a ponto de tornar os
fatos da teoria simplesmente errados. E isso acontece quando dão muita
ênfase a efeitos especiais e "forçam" a barra pra conectar um fato com
algo que comprova um ponto de vista. E uma coisa que eu não aprovo
nunca é favorecer a forma e deixar conteúdo em segundo plano, é por
isso que eu não aprovo esse filme.

Outro sintôma disso é o uso exagerado de marketing para vender o
produto como algo estiloso e inovador.


> O argumento não foi esse. O que eu quero dizer é que você dizer que
> não faz tal coisa ou que não se comporta de tal maneira porque sabe
> que isso é ruim ou errado não muda o fato de que esses preconceitos
> estão aí e que outras pessoas os cometem.

Não muda o fato imediatamente, mas ajuda a mudar.


Isso não é muito relevante para a questão dentro desta discussão
(estávamos discutindo um caso hipotético, não é?).


Dar o exemplo é fundamental, mas em nenhum momento falei que
se deve resumir as ações somente a isso.


O que você disse é que você não se importaria se os valores fossem
invertidos e que os homens tivessem ocupando lugares que antes eram
exclusivamente das mulheres. Então, o que eu disse é que você não
poderia ter certeza de que outras pessoas pensariam da mesma forma que
você. Especialmente quando isso envolve algo que se julga mais
importante, tal como dinheiro ou projeção profissional.

Você disse que ter ou não pessoas se importando com isso não mudaria
nada, porque você continuaria não se importanto. Só que eu acho que é
importante, sim, porque mostra que invertendo os atores, a situação se
repete da mesma forma. Então políticas de incentivo, de um jeito ou de
outro, causam polêmicas e protestos.

Foi isso que eu entendi. Corrija-me no que eu estiver errado. :)


> Se ao invés de ficarmos nos
> defendendo de coisas que não fazemos para os outros ou de ficarmos
> adotando posturas "holier than thou", tentássemos entender o que há de
> errado

eu e outras pessoas já citamos por aqui muitos exemplos do que está errado.
o que você não entendeu?

> por quê,

também eu e outras pessoas já citamos por aqui muitos porquês.
qual deles você não entendeu?

> como e quando dessas coisas se repetirem,

está se repetindo neste exato momento :(

> podemos
> começar a falar mais sobre elas.

Ei, mas olha só, nós já estamos falando!


Essa indagação foi retórica, não tinha a intenção de que você levasse
isso ao pé da letra. Era apenas no tocante às considerações
hipotéticas que foram lançadas na questão acima.


[]'s!
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Pedro de Medeiros - Computer Science - University of Brasília
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