Continuo achando que seria legal a Fernanda, ou quem citou a Fernanda ser específico sobre o que exatamente quebra o SO. Porque acho que re-compilar o Kernel tirando alguns módulos não faria isso, em todo caso...

Sobre a inscrição no encarte do Ubuntu o que está lá é: "Ubuntu é um sistema operacional consistindo inteiramente em software livre e open source". (minha tradução).

O original: "Ubuntu is an operating system consisting entirely of free and open source software".

Isso parece ser verdade, o sistema consiste inteiramente em software livre e de código aberto. O sistema, pois o Kernel utilizado é o Linux (uma parte do sistema), possibilita a instalação de alguns binários provenientes de código proprietário, como acontece com qualquer distribuição baseada em Linux.

Quem se der ao trabalho de ler a documentação on-line do projeto vai evitar ficar apenas  especulando. Sugiro a leitura de:

http://www.ubuntu.com/ubuntu/licensing
http://www.ubuntu.com/ubuntu/components
http://www.ubuntu.com/ubuntu/philosophy

Vou citar outro trecho, que se encontra em http://www.ubuntu.com/ubuntu/philosophy:

"When you install Ubuntu almost all of the software installed already meets these ideals, and we are working to ensure that every single piece of software you need is available under a licence that gives you those freedoms. Currently, we make a specific exception for some "drivers" which are only available in binary form, without which many computers will not complete the Ubuntu installation. We place these in a restricted section of your system which makes them trivial to remove if you do not need them.

For more information on the components of Ubuntu, please visit Components."

E também esse (http://www.ubuntu.com/ubuntu/components ):

"The Ubuntu software repository is divided into four components, main, restricted, universe and multiverse on the basis of our ability to support that software, and whether or not it meets the goals laid out in our Free Software Philosophy ."

Pra mim isso deixa as coisas bem claras, que não concorda está com má vontade!

Desculpe, mas em minha modesta opinião isso deixa claro que o sistema não tem nenhuma condicionante a usar software não-livre ou de código não aberto, oferece esse tipo de componente como opcional (para facilitar a vida do usuário - em conformidade inclusive com as recomendações da FSF), de forma organizada e com a possibilidade de remoção, "sem quebrar" o sistema.

Mas para não nos basearmos tão somente na documentação, uma vez que podemos estudar e alterar o sistema como quisermos pedi que a Fernanda ou qualquer outra pessoa que levantou essa polêmica a encerre informando o que realmente removeu e fez o sistema "quebrar" para que possamos ver se toda a documentação publicada trata-se ou não de uma falácia.

Se isso não for feito podemos apenas ficar especulando, especulando por exemplo que o PC dele/dele precisava de um driver para um componente obscuro para o qual ainda não existe contra-partida livre e que sem isso ele não funcionou, ou coisa do gênero. E isso companheiro não contradiz o exposto na documentação, muito pelo contrário.

O resto é pura discussão ideológica. E acho que não tem relação mais profunda com o fato concreto.

Abraço,

ASF


On 8/2/06, Olival Gomes Barboza Junior <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Pra mim essa thread já estava enterrada, mas . . .

Em 01/08/2006, às 17:14, Antonio Fonseca escreveu:

> 1- A pessoa que informou do uso de software proprietário, que
> quando retirado do Ubuntu "quebraria" o sistema, já repassou
> informações mais específicas sobre do que se trata para podermos
> analisar melhor?

A pessoa, no caso, seria a Fernanda Weiden (q andou postando umas
msgs recentemente), conforme indicação do Alexandre Oliva. Ela não
postou nada, mas eu - particularmente - havia entendido q a msg q o
Tiago cita posteriormente sobre os firmwares proprietários já
bastaria pra definir a questão do q vem de proprietário no Ubuntu e q
não pode ser removido tão facilmente (neste caso, me parece q no
mínimo vc teria de recompilar seu kernel, o q pode até ser simples,
mas . . .). Pela capacidade técnica da Fernanda, certamente deveria
ser algo q "pega" mesmo.

> 2- É realmente possível "viver" somente com o que já existe em
> forma de software livre hoje? Ouso dizer que não (essa parece ser
> inclusive a opinião da própria FSF). Oferecer facilidade para o
> usuário do sistema Linux poder utilizar qualquer hardware
> disponível no mercado não me parece ser algo errado? Mas concordo
> que é preciso deixar claro como isso está sendo feito.

Repetindo um pouco o q vcs já colocaram adiante: o problema aqui não
foi a distribuição trazer software proprietário q até serve para
"facilitar" as necessidades gerais de várias pessoas (eu mesmo
ficaria sem acesso a redes wifi sem o firmware proprietário da Texas
para o PCCard Dlink q eu usava no meu notebook HP), a questão é
estampar no encarte dos CDs q o Ubuntu é composto *inteiramente* de
SL. Não precisava chegar a tanto e passar por mentiroso. Pra mim, a
proposta de valor da distribuição sempre foi clara: rodar em qqr
lugar e facilitar ao máximo pro usuário, mesmo sacrificando algumas
liberdades, porém sem cair na "libertinagem" de um Linspire, por
explo. Ou, citando uma brincadeira q li outro dia: "Ubuntu é uma
antiga palavra africana q significa: não consigo instalar o Debian". ;-)

[ ]s,

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