[EMAIL PROTECTED] wrote:
Devem estar em cameras digitais e tocadores de MP3.


Ou sendo preparados para as próximas eleições.
O caso da Bahia foi arquivado em 2005 pela perda do objeto
e todo mundo se deu por satisfeito e o TSE não teve que
admitir que existiu fraude.

Eles devem ter números de série no próprio dispositivo. Se não me engano, isso faz parte da especificação do Compact Flash. Usá-las em uma eleição seria assim facilmente identificável.

Fazer isso é ridiculamente simples.

Concordo. Ridiculamente simples de fazer.

A mágica acontece se alguém conseguir fazer isso
  sem ser notado antes, durante e depois da eleição.

Não precisa do durante e nem do depois.
Basta ANTES o candidato a fraudador ter algumas horas
de acesso às urnas e trocar os flash-cards

Ainda assim, ela precisa ser violada sem que isso seja notado. Se violar as urnas for considerado "normal" e forem inseridos, digamos, 100 votos de papel em uma urna descartável para um candidato, em quem você vai acreditar, nos números da urna ou nos pedaços de papel? Lembre-se que algumas pessoas que iriam votar não foram votar e que os 100 votos podem estar dentro da margem de abstinência. Se ela tiver abstinência negativa, fica estranho, mas, se não tiver, acho que as pessoas tenderão a acreditar mais no papel.

Por isso o papel em que os votos da urna são impressos precisa ser marcado de forma a não poder ser falsificado.

Não precisa ser muito bom não, basta conhecer que dê o
acesso por algumas horas (proporcionalmente ao número de
urnas em determinada Comarca Eleitoral).

Ele precisa fazer com que as flashes trocadas não sejam notadas. Quero crer que isso seja menos fácil.

Em 2002, o DF e SErgipe, usaram impressoras, com a PIOR orientação
possível. O resultado (forjado pelos TREs) foi trágico e voltado
para dar o veredicto de que impressoras não deviam existir para
mostrar voto ao eleitor. Assim foi feito e em 2003 retirada a
obrigatoriedade das impressoras.

Argh. Isso é ruim.

No minimo tres municipios, nas demais unidades da federação, usaram
impressoras para conferencia de voto pelo eleitor em 2002.
Acompanhei em tres municipio mineiros o processo.
Uma lástima. os juízes foram pessimamente orientados. Dá para escrever
um livro.

Fizemos o possível para elas serem à prova de idiotas. Aparentemente, isso não foi o bastante.

Havendo suspeita, os
votos de papel são verificados. O que não pode é qualquer um pedir
recontagem de votos de papel para todas as urnas ou poderiamos
simplesmente voltar à época dos votos de papel.

Nao tenho tanta certeza de que a VERIFICACAO/FISCALIZACAO
por parte do eleitor provocaria o retorno do voto em papel.
FUD!

Se qualquer um puder pedir a recontagem de qualquer urna, podemos até continuar votando apertando botões, mas a contagem vai continuar sendo feita como na idade da pedra.

É uma impressora diferente, ligada a uma urna descartável e com uma
janela (e componentes mecânicos bem chatos de manter funcionando) para
que o eleitor visualize seu voto. E sim, eu acho que o BU deveria ser
fornecido a qualquer cidadão interessado, inclusive, dentro dos limites
do razoável.


Em tempos de altíssimos MTBF para equipamentos impressores
o TSe ainda está na Idade Média.

A impressora de visualização é realmente mais complicada do que você pensa. Ela tem que imprimir, posicionar o voto em um display, esperar que o eleitor confirme (ou não), imprimir a confirmação (ou não), cortar o voto e tracioná-lo em direção à urna descartável. As possibilidades do papel enroscar são grandes. A forma do mecanismo de impressão torna o projeto profundamente perverso do ponto de vista mecânico.

Essa é uma das coisas que fazem sentido. Eu sempre tenho vontade de
surrar quem propõe que se imprima o voto para levar pra casa.


Concordo SE vc fala em levar o voto da forma como ele
foi verificado.
mas o Schaum, se nao me engano, tem uma solução bastante
interessante para o assunto. Aliás, uma solução que
responderia a maioria das questões colocadas. Poderia
ser o comprovante de votação, com o voto (não decifrável)
e com a possibilidade de recontagem rápida e mecânica.

Explica isso melhor. Como dá para recontar se ele é indecifrável?

Com o BU impresso (e eu sugeriria que ele fosse impresso ao mesmo tempo
em forma legível para humanos e também para máquinas - "códigos de
barra" que hoje em dia não são mais barras, mas pontos). A impressão do
BU na hora da lacração da urna dificultaria o ataque à urna depois de
lacrada. Se bem me lembro, para dificultar ataques à urna em trânsito,
ela tem um prazo de algumas horas para chegar ao tribunal eleitoral e,
se perder esse prazo, é impugnada.


Não é bem assim.... e acontece de tudo com os disquetes que
transitam com a imagem do BU. A impressao do BU
no local da votação assim que encerra-se a mesma é ESSENCIAL.

Não pode acontecer de tudo com as urnas após a votação.

Todos estes mecanismos são rejeitados pelo TSE.
Só quem recebe um CD com parciais (estes CDs são entregues
aos partidos) e o analisa sabe que diferenças gritantes são
"normais".

Como assim diferenças gritantes são normais? Comuns, talvez. Normais, nem a pau.

Segurança por obscurantismo é o nome.

Obscurantismo pode ser útil, se revestir outras medidas de segurança. Sozinho não funciona muito. Os testes propostos são válidos mesmo que os especialistas tenham que assinar um NDA. Afinal, uma comissão parlamentar de inquérito pode atropelar o NDA.

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