A fonte desse texto é o site PSL-Brasil, com data de 24/Aug/2006 - 11:01
Mas a fonte original está aqui
http://www.planetaportoalegre.net/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/1P4OP/view_OP_1P_N.htm?infoid=11545&user=reader&editionsectionid=244

A data é só de 1 ano atrás....

Paulo

On 8/28/06, Roberto Freitas <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Ai moçada,

    Mais uma do Governo Federal. Vamos re-eleger esse cara que abre mão de
tudo para conseguir apoio?

Abraços,
Roberto Parente

Abaixo o texto:

Software Livre no governo Federal: Sinal amarelo - por Rafael Evangelista

24/Aug/2006 - 11:01
Mexidas nos ministérios começam a minar base de apoio ao software livre no
governo federal. Cai diretor de importante programa de inclusão digital

A crise política do governo Lula já começa a afetar concretamente os avanços
alcançados nas políticas de apoio ao software livre. Desde o início do
governo, a administração federal vem apoiando tanto programas educacionais
em software livre como a migração de sistemas proprietários usados pelo
governo para programas livres da família GNU/Linux.

Mas alterações ministeriais, somadas a erros de planejamento e conflitos
internos tem causado turbulências em Brasília.

O fato mais recente é a saída do diretor do programa Gesac (Governo
Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão), Antonio Albuquerque,
exonerado na última sexta-feira pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa.
A demissão de Albuquerque e declarações públicas e reservadas do ministro
Costa fazem crer que o programa Gesac sofrerá alterações significativas.
Perguntada sobre o assunto software livre no Ministério das Comunicações a
assessoria responde com um silêncio sepulcral.

O programa Gesac consiste na cessão de uma antena parabólica digital e uma
grande gama de serviços na web (blog, espaço para armazenamento de dados,
serviço de voz sobre IP, transmissão de canais de som e vídeo, entre
outros). Voltado principalmente a localidades distantes dos centros do país
– aquelas com maiores problemas de conexão como quilombos e aldeia
indígenas–, o programa tem 3200 pontos espalhados pelo Brasil. Muitos desses
pontos ainda usam tecnologia proprietária (alguns estão instalados em
escolas) mas uma equipe de técnicos está sendo montada para oferecer
oficinas de capacitação que permitam um melhor uso da tecnologia e
incentivem a migração a softwares livres. Os programas Pontos de Cultura, do
Ministério da Cultura, e Casa Brasil, comandado pela Casa Civil, são grandes
usuários da infra-estrutura tecnológica do Gesac.

Preocupados com o futuro do programa, já que Albuquerque foi o grande
responsável pela atual estratégia do programa, os co-gestores do Gesac,
redigiram um manifesto logo após a saída do diretor. No documento, os
co-gestores elogiam o respeito às diferentes realidades locais que teria
sido demonstrado por albuquerque e sua equipe na elaboração das estratégias
em cada estado. "Surpreendidos pela notícia do desligamento do Sr. Antônio
Albuquerque, nos deparamos com uma enorme preocupação em relação aos passos
previstos por nós e a continuidade do Programa Gesac, visto que há
satisfação com o andamento dos trabalhos", afirmam os co-gestores. Também
ressaltam como ponto positivo os treinamentos que foram realizados nas
últimas semanas, afiirmando que "conceitos foram desmistificados e
paradigmas quebrados, pois, a idéia da verdadeira inclusão digital, que vai
muito além do acesso as tecnologias da informação e da comunicação, foi
amplamente disseminada, alavancando uma ação conjunta em prol da construção
de uma política pública de inclusão digital séria e comprometida com as
causas sociais existentes."

A equipe do Gesac e representantes ligados a outros ministérios tentam,
agora, agendar uma reunião com o ministro Hélio Costa e com a ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff. O objetivo é apresentar a eles diversos
relatórios que mostrem a diversidade do programa e as eventuais
consequências de sua interrupção. Em paralelo, a ONG Hipatia (
www.hipatia.info), a quem Albuquerque é ligado, tenta organizar um abaixo
assinado em apoio à continuidade do Gesac e em repúdio ao desligamento do
antigo diretor.

Embora elogie o programa publicamente- "é bom e inteligente", declarou à
Agência Brasil – o ministro faz críticas em declarações reservadas e afirma
querer reduzir custos. Como entre os motivos para a saída de Albuquerque
estiveram divergências políticas e discordâncias sobre a estrutura do Gesac,
há temor sobre o futuro do programa, o que poderia afetar outras iniciativas
do governo no campo da inclusão digital. O ministro já deu diversas
declarações reticentes com relação aos softwares livres questionando,
inclusive, seu potencial de redução de custos.

Fonte: http://www.softwarelivre.org/news/7196
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Paulo Henrique de Lima Santana
Estudante de Ciência da Computação - UFPR
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