Eu acho que o dilema é entre o que é crime aqui e o que é crime lá.

Lá, na terra do Google e do Orkut, pode-se dizer que drogas são uma coisa boa e que todos deveriam experimentar. Lá pode-se dizer que uma raça é superior às demais e que deveria ter mais direitos. Lá se pode dizer que mulheres não deveriam votar. Lá se pode dizer e pensar quase qualquer bobagem. Ao menos por enquanto.

Lá, como aqui, linchar uma pessoa por causa da cor ou religião é crime do mesmo jeito que fotografar crianças peladas ou vender drogas.

Aqui, o que dizemos e pensamos pode, por si, ser um crime.

E eu fico ao lado do Google nesse caso porque é uma aberração traçar uma linha entre o que se pode e o que não se pode pensar e dizer. Nem parece que alguns dessa lista (Ada, cadê você?) sentiram na pele o que é ser perseguido pelo que pensavam. Minha família (avós e tios) deixou a Hungria para trás por causa do regime totalitário que se instalou lá (meu avô, como juiz, fez um bom número de inimigos). A linha entre o que se pode e o que não se pode pensar ou dizer é uma das ferramentas essenciais em qualquer regime assim. Eu ficaria muito mais confortável se leis como essas fossem impossíveis aqui como são lá.

Marcelo D'Elia Branco wrote:
Nao é com os clientes em geral. Mas o sigilo SÓ dos criminosos...
Toda investigaçao judicial, policial, CPI e escambau, trabalha com
quebra de sigilos.

Para ti, os sigilos de telefonemas de bandidos do PCC que comandam os
crimes de dentro dos presídios nao devem ser quebrados pela justiça com
objetivo de coibir estes crimes ou obter provas?
Ou vamos ficar defendendo o direito da corporaçao de telefonia em manter
o sigilo de seus clientes criminosos?

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