Oi Marcelo,

Obrigado por compartilhar este artigo conosco. Acho que a questão da coerência da política de inclusão digital nacional passa por alguns desafios:
- por exemplo, eu estou de saída por questões pessoais, mas trabalho num projeto de inclusão digital do governo do DF e a falta de coerência da política pública nacional não se dá apenas por causa das pessoas que  estão trabalhando no governo federal e seus projeto, mas porque muitos projetos estaduais as vezes se recusam a dialogar com a política do governo federal por ser do "partido da oposição". Quantas vezes não tentei mostrar para a minha chefe geral os relatórios com a política pública nacional e tentei até convidar palestrantes do governo federal, mas não houve abertura por um motivo pautado nas questões técnicas, mas por ideologia e ser do partido da oposição.

A outra dificuldade para haver uma maior coerência da política pública nacional, é a fragmentação do movimento de inclusão digital brasileiro. Por mais que o governo federal tenha tido a nobre iniciativa de construir uma política pública dando abertura para a sociedade opinar nas Oficinas de Inclusão Digital, antes de colocar o seu posicionamento final na Cúpula da Sociedade da Informação de Genebra (2003) e da Tunísia (2005), a questão é que hoje tem projeto de inclusão digital nascendo em cada local diferente deste país. Os políticos perceberam a mina de ouro que é investir em inclusão digital, pois é um dos projetos de governo que mais da votos a um político nas comunidades carentes;

As dificuldades são imensas e a outra foi também o corte de verba que estes projetos tiveram e gerou muita frustração em quem trabalhava e coordenava estes projetos. Eu acho que é interessante e realista este ponto da Lia Ribeiro, só que eu acho que ela deveria ter argumentado melhor esta questão ao invés de só falar que o Brasil tem uma política coerente de inclusão digital, porque a questão das ações não coordenadas, não está só acontecendo no Brasil, mas em muitos países do mundo. É uma questão do movimento mundial, e não refere só a um problema do Brasil, como dá a entender. A inclusão digital está cada vez mais fragmentada e a questão de se não se ter um objetivo comum ou ações mais coordenadas é em decorrência da fragmentação que está rolando no Brasil e em vários outros países. Eu acho que faltou a Lia em sua reportagem fazer um paralelo com os desafios do movimento mundial de inclusão digital mundial, porque isso não é só uma questão de competência ou incompetência de quem está gerindo os programas governamentais, mas é uma questão muito mais complexa que envolve muitas variáveis.  A fragmentação do movimento mundial é um posicionamento defendido por muitos pesquisadores, tais como Paul Rankin do projeto Voices in Your Hand da Universidade de Stanford na California. Ele tem esta opinião também sobre o movimento brasileiro, pois o projeto tem um ponto em Recife.

A reportagem está boa e obrigada por compartilhar conosco o que acontece pelas bandas aí da Espanha.

Um abraço,
Ana Maria Moraes.
http://br.geocities.com/bibliotecamicromundos

Marcelo D'Elia Branco <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Brasil no El País...




anexo página HTML
(www.elpais.es/articulo/semana/Inclusion/digital/caso/Brasil/elpportec/20060914elpciblse_2/Tes/)



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