Oi Ada, eu acho muito legal a gente apoiar deputados e políticos pois eles
vão nos ajudar.
Mas quando agente cria uma instituição a gente não pode ligar 100% desta
instituição em um ou mais políticos de um partido.
Acharia bom que o PFL, PSDB entrassem também no parlamento livre será que
eles teriam espaço?
Você poderia criar esta articulação mesmo você não apoiando estes partidos?
Se eles já viraram as costas antes você poderia pedir para eles não virarem
e apoiarem nossa causa?
Acho que é ai onde entra a questão apartidária. O balanceamento das
instituições.
Eu posso até pedir articulação com pessoal do psdb local que tem feito um
pouco para o sl do Ceará também mas ele teria espaço?

Marcus de Vasconcelos Diogo da Silva
SENAI CETAFR
fone(085) 32153026

 "O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos
desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética.O que mais preocupa é o silêncio
dos  bons" Martin L. King


Caros,

Meu candidato a Federal perdeu a eleição, ou seja Sérgio Miranda não
foi reeleito após dois mandatos.O SL perdeu muito com isto.
Entrementes, Walter Pineiro foi reeleito e bem, assim como Paulo
Teixeira candidato de vários companheiros nossos de SP.
Estou debruçada estudando os resultados para os legislativos.Qd
terminar, escreverei algo e publicarei no Parlamento Livre
Tb estou postando abaixo uma boa exposição de Lúcia Hipólito que é um
dos meus motes, e que me leva a ter meus projeto como são.
Abs,
Ada

""Accountability não é contabilidade (por Lucia Hippolito)""

Nas democracias, o governante presta contas de seus atos à sociedade.
O presidente dos Estados Unidos dá entrevistas quinzenais na Casa
Branca, tendo que enfrentar perguntas às vezes constrangedoras, muitas
vezes duras, mas quase sempre leais. Na França, o presidente cumpre o
mesmo ritual.


Nos países parlamentaristas, além das entrevistas periódicas, o
primeiro-ministro vai semanalmente ao Parlamento, onde é "premiado"
com uma saraivada de críticas da oposição, ouve discursos fortes,
recebe perguntas sobre seus atos e pedidos de explicação sobre atos de
governo. Tudo dentro da mais perfeita normalidade democrática.


Nos Estados Unidos, secretários e titulares de agências do governo
comparecem rotineiramente às comissões da Casa dos Representantes e do
Senado para responder a perguntas e prestar contas das ações dos
órgãos sob sua responsabilidade.


Nos países parlamentaristas, então, nem se fala. Como os ministros
saem, praticamente todos, do Parlamento, têm que prestar constas à
sociedade, através de seus pares.


O que sustenta este procedimento é a accountability, palavra ainda
intraduzível em todo o seu conteúdo.


Accountability contém a idéia de que a autoridade é um servidor
público. Eleito ou não, tem que prestar contas de seus atos à
sociedade. Ou através de periódicas entrevistas coletivas, ou através
de periódicas visitas ao Parlamento. Ou ambas.


(Nos Estados Unidos existe a figura do General Accounting Officer,
espécie de presidente de tribunal de contas, a quem todos os
secretários do governo prestam contas.)


Autoridades são remuneradas pelo povo. Muitas dormem em palácios pagos
com o dinheiro do povo, locomovem-se em automóveis e aviões pagos pelo
povo, movidos a combustível pago pelo povo. Alimentam-se às custas do
povo.


Devem, pois, satisfação de seus atos.


No Brasil, disseminou-se ? e não é de hoje ? a noção de que
autoridades não precisam prestar contas à sociedade. Sentem-se como se
tivessem recebido do eleitorado um cheque em branco. Tudo podem, nada
devem.


Ministros "fazem o favor" de comparecer às comissões da Câmara e do
Senado para prestar contas sobre sua pasta.


O comparecimento de agentes do governo ao Congresso transforma-se numa
batalha campal entre oposição e situação. Oposição querendo extrair o
fígado da autoridade, situação prestando-se aos mais ridículos papéis
para evitar a saia justa para a Excelência. Papelão!


Governos brasileiros confundem prestação de contas com publicidade.
Gastam fortunas em publicidade paga, como se isto bastasse para
justificar seus empregos.


Sinto muito, mas não basta. Accountability não é contabilidade das
empresas de publicidade.


Accountability é um dos pilares da democracia. De agentes públicos, o
mínimo que se espera é respeito ao dinheiro do contribuinte, que paga
seu salário e suas mordomias.


Accountability é menos palanque e mais debate, menos pronunciamentos e
mais entrevistas, menos portarias ministeriais e mais comparecimento
ao Congresso.


Afinal, se uma autoridade não resiste a uma crítica ou a uma palavra
mais dura, talvez esteja no cargo errado.


Como se diz no interior de Minas, se não agüenta o calor, que saia da
cozinha.

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