Realmente vai ser um grande desafio para mim. Inicialmente, já identifiquei alguns problemas:
1- Usuário Mediano/Avançado que tem aversão a software livre. Esse aqui é um real problema. São alguns colegas de trabalho que simplesmente são preguiçosos a procurar algo na barra de ferramentas, ou na barra de menu. eu sei que 99,99% do que se faz no MS-Office é feito pelo Br-Office.
2- Usuário Final, não treinado, e acostumado com a ferramenta proprietária.

Aqui dentro da instituição tem um setor somente para atendimento do usuário final. Creio que se fossemos felizes em treinar bem esses usuários medianos/avançados, creio que o outro grupo de usuários não terão problemas.

Creio que o problema da formatação torna-se pior,  já que ha muito reaproveitamento de documentos. Imagina a aversão criada, já que o usuário final terá que "refazer" o documento, onde na ferramenta proprietária já estava feito ?

eu achei dentro do proprio site do openoffice uma ferramenta de conversão. se ela funcionar bem, seria de grande avanço dentro do projeto de migração.

de antemão já agradeço.




Carlos B. Schwab wrote:
Claro que é um saco ter de refazer um trabalho já feito, mas perda de
formatação não é nada, apenas um pequeno detalhe sem importância em meio
aos benefícios da adoção do BROffice. É um "mal" perfeitamente contornável
que resolve-se ao longo do tempo e com o uso continuado do BRO. 

É muito mais importante ater-se à questões como treinamento e suporte
adequado aos usuários.

Tive alguns problemas com meu público, e ainda terei, pois ainda estamos
migrando, mas vencidas as resistências iniciais, as coisas parecem
caminhar bem, apesar da administração não haver demonstrado, em momento
algum, qualquer preocupação com o treinamento dos usuários. Infelizmente o
processo foi tocado sem planejamento algum.

Para convencer os mais resistentes, adotei o que chamo de "tática do
estupro inevitável". Quando indagado das razões da adoção do BRO e da
possibilidade de continuarmos a utilizar o MSOffice, dava as seguintes
explicações: primeiro falava da qualidade, compatibilida e custo do BRO,
depois lembrava-lhes do licenciamento do MSOffice que NÃO tínhamos, de seu
custo e das implicações legais na continuidade de seu uso e do agravante
que seria um órgão público federal que faz, entre outras coisas,
consultoria jurídica para o governo e diversos órgãos públicos, utilizar
software pirata; e por fim, dizia-lhes para esquecerem o MSOffice, ao
menos  durante a atual gestão, que essa era uma decisão tomada que não
tornariam atrás... Enfim, relaxe e aproveite o momento, porque essa é a
ferramenta que tens disponível para fazer teu trabalho e garanto que é de
excelente qualidade.

Mas o argumento que mais calava-lhes a boca era, sem dúvidas, a questão
legal, engoliam em seco pois fica muito feio para um advogado pregar
abertamente o uso de software pirata no serviço público.



--- Alexandre Oliva <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

  
On Oct  9, 2006, Cristiano Gutierrez <[EMAIL PROTECTED]>
wrote:

    
- formatação perdida de documentos criados no MS Office.
- formatação perdida de documentos criados pelo Br-Office e salvos em
formato proprietário (.doc)
      
Isso só demonstra a urgência de se libertar do formato proprietário.
A perda de formatação é justamente a barreira que força os usuários a
permanecerem pagando o "imposto" ao monopólio.

Quanto antes o formato livre se tornar o padrão, mais cedo a
informação estará garantidamente disponível.

    
alguem já tem algum tipo de experiência por aqui ?
      
Júlio Neves tem ótimas histórias sobre migração para OOo na Dataprev,
ainda que tenha ocorrido ainda na era do OOo 1.0, inclusive sobre como
usar as incompatibilidades em favor e não contra a migração.  Receitas
de guerrilha como ter funcionários respeitados e favoráveis ao
Software Livre enviarem arquivos criados no OOo sempre nos dois
formatos, de modo que quem preferir usar o proprietário vai sentir o
peso da incompatibilidade, mas quem usar o livre vai ver "tudo
bonitinho."

Hoje as incompatibilidades são bem menores, mas se houver voluntários
dispostos a fazer esse trabalho de guerrilha usando um OOo antigão,
pra realçar a incompatibilidade, pode ser no mínimo divertido.

Pena que OOo antigão não funcione com o padrão ODF :-(

    


Carlos B. Schwab

        Porto Alegre, RS

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