Oi, Marcelo

Desculpe a demora em responder esta msg, mas andei ocupado com algumas coisas q ela ficou debaixo de uma pilha de outras msgs . . . :-)

Em 18/10/2006, às 06:08, Marcelo D'Elia Branco escreveu:

Mas existem algumas regioes Espanholas (Extremadura e Andalucia) e em
outras do mundo que incluem e dao preferência ou até exclusividade ao
uso de SL em decretos do governo...já com resultados positivos no tecido
produtivo de SL.

Nos EUA, onde os Estados têm legislações bem independentes, curiosamente o Arnold "Terminator" Schwarzenegger passou uma proposta dessas na Califórnia logo depois de ter sido eleito governador. Fazia parte de um pacote para fazer o governo estadual "atuar de forma mais econômica e eficiente" ou algo assim.

E nao há nenhuma regiao ou País com grande concentraçao de empresas de
FLOSS... em todo mundo isso é ainda muito incipiente...é um "novo"
modèlo de negócios pra todos e nao só pra nós brasileiros.

Mezzo . . . Vc viu aquele mapinha? Há diversas cias. norte-americanas com modelos de negócio ao redor de SL ou centradas em SL. A questão é q lá os empreendedores estão correndo atrás por conta própria, IMHO, por dois motivos: ambiente favorável à inovação e ao empreendedorismo (em muitos aspectos graças a leis e políticas q favorecem isso, sem discriminar especificamente tecnologias ou tipo de indústrias); e alta capacitação dos empreendedores (qtos projetos nos últimos anos começaram em dormitórios em Universidades por lá?).

Assim, para realmente incentivar negócios em SL no Brasil, acredito q mais do q leis ou ações específicas para SL, talvez fosse mais importante facilitar o processo de inovação e empreendedorismo como um todo. De nada adianta o sujeito abrir um negócio especializado em SL para sucumbir ante a pesada carga tributária e outros fatores desagradáveis em nosso país.

Com a política do nosso governo nacional e de algumas prefeituras e
Estados brasileiros, creio que estamos "testando" o novo modêlo num
ritmo até mais avançado do que na maioria dos países
desenvolvidos...somos uma especie de referència também nesta área
privada...

Mas, IMHO, o papel do Estado aí seria mais ou menos como no modelo norte-americano, onde o poder de compra deles serviu para talhar toda uma indústria de TIC ao longo dos últimos 40 ou 50 anos (tenho um paper extenso sobre isso, mas não lembro onde está . . . Acho q no site do C.E.S.A.R. tem algo sobre isso). Vc "dá uma força" pra uma indústria nascente e estratégica, mas depois ela vai adiante com as próprias pernas, sem nenhuma dependência de contratos governamentais e etc.


Aqui na Catalunya, por exemplo, que é a regiao mais rica e a mais
desenvolvida em TICS na Espanha, há pocas empresas especializadas em

Um colega meu disse q adiou a ida pra um mestrado aí, na Catalunya (?), sobre SL. Segundo ele, as universidades daí são fortes no assunto. Procede?

SL...a maioria sao pequenas e nao conseguem nem vencer a barreira das
exigências legais dos editais do governo. Entao empresas de software
privativo vencem os concursos públicos e depois tentam achar- recontratar
gente especializada pra prazer o trabalho.

Poxa, mas isso está igualzinho aqui no Brasil. Já vi colegas consultores sendo "quarteirizados" por diversas empresas maiores q venciam licitações q envolviam SL. O lance acontecia neste esquema q vc citou: a empresa vence e depois corre atrás do profissional, ao invés de manter uma linha de negócios voltada pra SL.

Acho q o principal problema em termos de SL no governo (ou mesmo no mercado em geral) é q boa parte dos produtos Livres ainda é enxergada como "low-end disruptive technologies", isto é, tecnologia q é "boa o bastante" para executar determinadas tarefas e mais barata q as opções atuais, substituindo produtos proprietários q estariam superando as demandas reais dos usuários. Às vezes isso procede, mas às vezes há uma certa "forçada de barra", pois o q os usuários valorizam está em outro eixo q não é estritamente o de custo. Se houvesse concentração em inovação em SL em termos de mercado, teríamos toda uma nova classe de consumidores sem os "vícios" dos consumidores tradicionais de soft proprietário.

Deixe-me tentar exemplificar a grosso modo, o SL é vendido como aquele carro popular q te leva a qqr canto, tem manutenção barata e gasta pouco combustível. Só q o cara tem um carro com motor potente pq mora longe e valoriza poder correr pela estrada para chegar a tempo ao trabalho. A inovação em SL poderia ser a empresa q instala um monotrilho super-rápido e torna desnecessário tanto o carro barato qto o caro pq cria uma nova forma de transporte q atende às conveniências de ambos os consumidores. Acho q é esse tipo de inovação q ainda está deixando a desejar em SL, mas estou estudando o assunto e depois escrevo melhor sobre isso . . .

[ ]s,

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