Minicom anuncia licitação para nova rede do programa Gesac

:: Luiz Queiroz
:: Convergência Digital :: 31/10/2006

O Ministério das Comunicações anunciou nesta terça-feira (31/10), que
fará licitação para contratar novos fornecedores de infra-estrutura de
rede, de forma a ampliar a prestação de serviços do programa Governo
Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac).

As mudanças no Gesac serão tema também de audiência pública, prevista
para o próximo dia 3. Segundo o ministro Hélio Costa, a idéia é ter a
participação de um representante da CGU, um do TCU e um de cada órgão
integrante do programa no dia do Pregão, previsto para janeiro de
2007, a fim de dar maior lisura e agilidade ao processo de
contratação.

A publicação do edital está prevista para dezembro deste ano.O
processo será na forma de pregão, segundo informou o ministério em
nota oficial. O investimento estimado para a nova rede será de R$ 4,8
milhões mensais, em contratos de conectividade e datacenter. E de R$
435 mil mensais para o contrato de capacitações de implementadores,
contra os R$ 3,2 milhões mensais, gastos atualmente.

"No entanto, a velocidade média da internet será aumentada em 75% e o
número de pontos de acesso será mais que duplicado", afirmou o
ministro das Comunicações, Hélio Costa.

O novo contrato substituirá o firmado com a empresa Vicom, cuja
vigência termina em julho de 2007. O contrato foi assinado pelo
Minicom em 2005. Hoje, o Gesac conta com 3.258 pontos de presença em
2.057 municípios, com atendimento mensal de 4 milhões de usuários.

A perspectiva é que com a ampliação, o programa alcance, até fevereiro
de 2008, 10 milhões de beneficiários por mês, com 7,1 mil pontos de
presença em todos os municípios brasileiros. Para otimizar os recursos
e aumentar o número de pontos, o novo modelo de contratação foi
dividido em dois setores: um sistema terrestre e outro por satélite.

"Foi detectado em várias cidades brasileiras, como Belo Horizonte e
Rio de Janeiro, por exemplo, que onde se tinha conexão por satélite,
ao custo de R$ 1,2 mil, às vezes havia uma conexão banda larga por
cabo na porta, a R$ 70 por mês", explicou Costa

Com o novo modelo, a intenção do Ministério é adotar três contratos
simultâneos: um para a região onde predomina a conectividade
terrestre, outro para a conexão por satélite e um terceiro para
contratação de operadores de inclusão digital, com capacitação dos
implementadores do projeto. A proposta de edital foi apresentada à
Controladoria-Geral da União (CGU), e, nesta terça-feira, 31/10, será
mostrada no Tribunal de Contas da União (TCU).
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