A resposta foi com alguns erros de português e foi mandada quando eu ainda digitava umas palavras e não havia finalizado o meu argumento. Depois do questionamento do Pedro Rezende, e visualizar outras árvores da floresta, modifico meu ponto de vista pois  o buraco é mais  em baixo e sou contra esta lei que o Azeredo quer implementar.

Um abraço,
Ana Maria Moraes.

Um
2006/11/7, Ana M caria Moraes de Albuquerque Lima <[EMAIL PROTECTED]>:
Oi edro,

Muito obrigada pela sua crĩtica construtiva e por me mostrar outras árvores da floresta além da minha árvore sob a sua especialidade. Sob o ponto que você debateu, eu não tinha a mínima noção que a lei era neste nível e agora sou obrigada a reconhecer que a questão é mais profunda e sob este ponto de vista que você mencionou discordo completamente dela. Foi um equívoco da minha parte pois eu não conseguia enxergar as outras árvores da floresta como você mencionou ( realmente a questão é mais profunda e complexa). Depois da sua colocação como eeducadora, digo que é simplesmente impossível cogurolar tudo o que rola em sala de aula quando a coisa chega a este ponto principalmente com uma turma de 30 a 40 alunos e não me sentiria responsável por algo que eu realmente não vi mas que aconteceu na minha sala de aula e acho a lei fora da nossa realidade.

O meu posicionamento é no sentido, de que quando um professor consegue perceber algo de errado ou recebe uma denúncia (no caso vamos pensar em crianças e adolescentes), ele deve fazer algo para reverter a situação. Normalmente dá para trabalhar a questão em sala de auNo caso que eu
mencionei da minha árvore, como eu sabia, se algo acontecesse com as crianças e ela comentasse que eu tinha ciência do fato, eu poderia ser responsabilizada pelos pais na área da negligência e omissão. No entanto, quando a questão envolve tudo o que é acessado você pode correr o risco de instalar em sala de aula um clima de autoritarismo e medo que eu acho péssimo para a educação do aluno e seu processo de inclusão digital. Ao invés de aprender de forma saudável, pode ser uma aprendizagem de todo um terrorismo a partir desta lei, o que acaba criando um ambiente educacional nada saudável. Sou contra esta lei pelo seuautoritarismo, mas reconheço que o trabalho de inclusão digital de crianças e adolescentes requer certos cuidados éticos por parte do educador no qual ele deve estar atento.


Ana quMaria Moraes de Albuquerque Lima escreveu
> Esta é uma questão polêmica, mas discordo que este projeto seja contra a
> incluo digital, porque a inclusão digital como qualquer ato educativo

> deve
> caminhar junto com a ética e os desafios do nosso mundo cada vez mais
> mediado pelas tecnologias. Cabe ao educador das escolas trabalhar as
> questões e desafios éticos do mundo digital de forma saudável e sem
> terrorismo.
>
> No caso do trabalho crianças e adolescentes não acho um erro
> responsabilizar
> o professor se algo de errado ocorre no laboratório de informática no
> momento da aula dele.

Ana, vc faz idéia do que pode "dar errado" num laboratório de
informática educativa com uma lei dessas vigindo?

Imagine, Ana, voce, responsável por uma classe no DF, onde o governo
local obriga o uso de Windows nos computadores que os alunos usam,
respondendo agora também por crime cometido através de conexão aberta
por um cavalo de tróia instalado num desses computadores, a partir de um
simples clique inocente de um aluno em um link.

Será que vc vai poder, e saber como, vigiar todos os links que todos os
alunos clicarão, para evitar que algo "dê errado"? Ou voce está disposta
a arcar com os riscos e as consequências, se não puder ou souber como
vigiar e validar cada link que cada aluno clicar?

Vc estaria disposta a, aceitando correr esse risco, a batalhar por
dinheiro para comprar certificados digitais ICP-BR em seu nome,
certificados que o provedor de acesso da escola vai exigir, para tirar o
dele da reta com essa lei aprovada, certificados que tornam sua
responsabilidade pelo que eventualmente "dê errado" ainda mais difícil
de ser contestada (MP2200 + essa lei facista)?

Caso voce esteja disposta a considerar esses riscos que vão se
autoalimentando, considere a possibilidade de que, além das suas
responsabilidades docentes, voce também seja uma ativista cujo ativismo
interesse a poderosos calar, voce acha que esse risco seria aceitável?.

E se vc achar que sim, que tal risco seria aceitável mesmo sendo uma
ativista que incomoda a poderosos, voce acha que uma lei como essa
merece seu apoio, sabendo que nem todo ativista de causas que voce
defende considera aceitável que a sociedade se exponha a riscos como esse?

Mesmo sabendo que esses e outros ativistas não estejam dispostos a
aceitar esse e outros riscos que um tal regime totalitarista de controle
cibernético, administrado por empresas monopolistas em conluio com o
Estado, imporia a quem não aceitou a pílula azul de Matrix, só pela
intangível, intestável e falaciosa promessa de que "a sociedade" estaria
assim melhor protegida?

Convido-a a ver a floresta, além da sua árvore.

--
-------------------------------------------
prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
Computacao - Universidade de Brasilia /. \
tcp: Libertas quae digitos desiderat /____\
http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm
-------------------------------------------
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil



--
Ana Maria Moraes de Albuquerque Lima



--
Ana Maria Moraes de Albuquerque Lima
Site pessoal: http://br.geocities.com/bibliotecamicromundos
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista: 
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a