On Sat, 2006-11-11 at 15:10 -0200, Ricardo L. A. Banffy wrote:
> Isso poderia ser arranjado junto às assessorias que fazem o trabalho 
> para eventos de SL como o CONISLI ou FISL, através do apoio da 
> organização deles.

Sim, o FISL tem assessoria de imprensa. Atuou muito bem em 2005 e
melhorou em 2006.

Sobre a tal proposta de indentificação para acesso à Internet, gostaria
de propor as seguinte reflexões:

1_ O sistema de telefonia fixa é, para todos os efeitos anônimo. As
operadoras e a polícia sabem rastrear a que endereço pertence o dado
número, mas dai a concluir que foi o dono da casa onde está o telefone o
que perpetrou este ou aquele ato maligno... é ingenuidade.
Tem ocorrido com freqüência casos de arrombamento em que o invasor
apenas queria usar o acesso à Internet da residência e nada levou de
bens materiais consigo.

2_ O roubo de identidade é um dos maiores problemas no dito Primeiro
Mundo. Muitos assaltos nas ruas ocorrem muito mais pelos documentos que
estão nas bolsas e carteiras do que pelos trocados que se carrega hoje
em dia onde o dinheiro de plástico (cartões) traz conveniência e alguma
segurança.

3_ O voto do povo ou de seus representantes em BSB, é um tipo de
manifestação. A maioria crê que este é uma ato onde o direito de que
seja mantido secreto é garantido por lei. As suspeitas sobre as urnas
eletrônicas são grandes... e o episódio do painel do congresso
envolvendo o Toninho Malvadeza é bem conhecido.   
Nesses processo há a identificação sim, mas o conteúdo da informação (o
conteúdo voto) é secreto. Ora, a proposta da identificação na Internet
pré-supõe que só a identificação é a metade da informação para coibir o
crime. A outra metade é a informação que trafegou durante a conexão (o
conteúdo do tráfego).
Conclusão, junto com a identificação terá que haver o monitoramento do
tráfego em si, para caracterizar a ação maligna. Ora, este conjunto de
ações já ocorre atualmente, quando um juiz expede mandato autorizando o
grampo, a escuta, a vigilância, o Carnivore, o Echelon, etc... mas
nestes casos mais ou menos as ações de vigilância buscam coletar provas
de _suspeitos_ (suspeitos <> cidadãos | até que se prove em contrário).

4_ Onde está na Constituição a lei que obriga a todo o cidadão portar
documento de identificação para caminhar em locais públicos ?
O tipo de situação onde isto é necessário e mandatório lembra tempos e
locais onde existam guerras...

5_ Uma última observação, levemente técnica. A quantidade de PCs
conectados e com Windows e que já foram transformados em "zumbis"
através de algum tipo de software invasor é tão grande que seria
necessário reinstalar virtualmente todos os PCs nesta situação - pois
estes podem e são usados para praticar todo o tipo de vandalismo
cibernético e totalmente anônimo.

Não sou advogado. Apenas estive pensando sobre o assunto...
Peço que me corrijam nestes raciocínios.



-- 
[]s.
T.T.S.

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