Presidente do SERPRO aborda uso de tecnologias proprietárias
http://www.serpro.gov.br/noticiasSERPRO/20061123_04
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 No início de novembro o site Convergência Digital publicou texto dando
conta da regularização de sistemas operacionais e aplicativos da Microsoft
no Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO).

A notícia causou algum espanto, tendo em vista que o governo vem buscando
meios de propagar a adoção e uso de softwares de código aberto em todos os
seus niveis administrativos.

Para esclarecer a situação, o InfomediaTV entrou em contato com o
diretor-presidente do SERPRO. O que segue são as respostas enviadas por
Wagner Quirici por e-mail.

*Por que essa regularização demorou três anos para ocorrer, como apontado
pelo site Convergência Digital?
*R - Não houve processo de regularização de licenças. Houve atualização
tecnológica dos serviços que utilizam soluções MS, uma vez que foi
considerado o tempo natural de maturação de versões de softwares e, ainda,
integrações que tais produtos mantêm com versões de outros softwares que
junto a eles operam. Neste particular, a matéria do site referida por você
não espelha a realidade dos fatos.

*Esse fato demonstraria uma lacuna na capacidade técnica do governo para
agir de acordo com as políticas que formula, caso do apoio e adoção de
softwares de código aberto?
*R - A adoção de soluções com padrões abertos tem sido intensificada nos
últimos anos. Preferencialmente o software livre ou padrões abertos são
utilizados. Não se pode descartar que grandes aplicações, quando mantidas ou
ampliadas, devam prescindir do uso da arquitetura que já é utilizada. O
Serpro atua há quatro décadas no desenvolvimento de soluções para a
administração pública federal. O nível de investimento para mudar é alto, e
não podemos correr o risco de estagnar investimentos em novas necessidades
informacionais, até que todo o acervo seja modificado. O Serpro apóia
incondicionalmente a política de software livre definida pelo governo e
implementa ações concretas, cujos resultados se comprovam pelos números mais
recentes: a economia da Empresa com a substituição de softwares
proprietários por softwares livres é superior a 19 milhões de reais. Ao
todo, possui cerca de 3 mil estações de trabalho com software livre. Cabe
destacar também que o Serpro é uma empresa pública que presta serviços de
tecnologia da informação e comunicações para a administração pública
federal. Na condição de empresa contratada por seus clientes e remunerada
por seus serviços, não cabe ao Serpro impor esta ou aquela arquitetura aos
seus clientes.

*O governo deve continuar investindo em software de código aberto? A
necessidade que o SERPRO teve não significa que há um limite para a adoção
dessas ferramentas na esfera pública?
*R - O programa de Ciência e Tecnologia para o próximo ciclo de Governo,
especialmente para a tecnologia da informação, prevê que a adoção do
software livre seja intensificada, como fator de democratização do
conhecimento. O texto traz um claro compromisso com a adoção e o fomento ao
desenvolvimento e à adoção em massa do software livre, tanto na
administração pública, quanto no âmbito da sociedade. Ainda segundo o
documento, manter a opção pelo software livre é uma estratégia de autonomia
e desenvolvimento tecnológico. Por outro lado, resultados já foram
apresentados, levando em conta o que hoje é ofertado por geradores destes
códigos e produtos. Muitos construtores de métodos e softwares têm aberto
seus produtos; a formação de comunidades aumenta a evolução destas soluções.
Nesta semana,a imprensa está noticiando que a Sun acaba de liberar a
implementação da tecnologia Java como software livre para a versão 2 do GNU
General Public License (GPLv2). Outros exemplos são a IBM, que liberou parte
de sua IDE para a comunidade Eclipse, e o Consórcio ObjectWeb, da França,
que deemonstra o incentivo da área pública e o investimento em empresas que
atuam com software livre.

*A susposta pratica de pirataria pode servir de argumento aos defensores de
soluções proprietárias?
*R - O Serpro não pratica e não concorda com a pirataria. Todos os softwares
proprietários estão com suas licenças regularizadas. É leviano você fazer
afirmação de que o Serpro pratica pirataria, sem que, pelo menos, seja
ouvido primeiro o dono do produto, que é a Microsoft. O Serpro é uma empresa
que fomenta a tecnologia da informação no país há mais de quatro décadas, e
o faz de forma séria e compromissada com os interesses legítimos do país.

*InfomediaTV, 21 de novembro de 2006*
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